H1N1: Brasil já tem cerca de três mil casos confirmados da doença

H1N1: Brasil já tem cerca de três mil casos confirmados da doença

Febre alta e repentina, tosse intensa, dor de cabeça constante, falta de apetite, calafrios e dor nas articulações e nos músculos. Esses são os principais sintomas da gripe H1N1, que está preocupando os brasileiros.

Este ano a epidemia da H1N1 começou mais cedo – no final do verão – e já teve mais de três mil casos confirmados. Chamada de gripe suína ou influenza A, a doença é causada pelo vírus H1N1 e suas formas graves podem causar pneumonia e falência respiratória.

“Não há uma explicação definitiva para a chegada precoce do vírus. Especialistas discutem hipóteses que incluem fatores climáticos e até o aumento nas viagens internacionais, que podem ter trazido o vírus H1N1 circulante do hemisfério norte”, diz Luciano Paladini, médio analista da Evidências - Kantar Health.

A H1N1 tem características bastante parecidas com a gripe comum. No entanto, pode causar danos maiores ao sistema respiratório e até levar à morte caso a pessoa não procure ajuda médica a tempo. Só este ano, o Brasil já registrou 1.003 mortes por complicações da doença, de acordo com dados do Boletim do Ministério da Saúde de junho. Em 2009, uma pandemia da doença atingiu o mundo, matando 2.060 pessoas somente no Brasil.

Vacinação e prevenção

O aumento precoce no número de casos levou o governo a antecipar o início da campanha anual de vacinação em 2016. Além da campanha de vacinação, o governo vem investido em campanhas de prevenção. “A informação sobre medidas preventivas, que além da vacinação incluem medidas de higiene, são úteis e já têm sido veiculadas pelo ministério da saúde”, aponta Paladini. “Outra medida importantíssima é a vigilância epidemiológica. O Ministério da Saúde conta com uma rede de centros sentinela que monitoram os dados relacionados às infecções pelo H1N1 e às suas complicações, além de identificar quais as linhagens do vírus tem circulação em um dado momento. Esta rede foi fundamental para a identificação do surto precoce vivido pelo Brasil neste ano e para que se tomassem as medidas necessárias para tentar controlá-lo”.

Outra importante medida tomada pelo governo brasileiro foi a publicação de um protocolo para a prevenção e o tratamento da gripe H1N1, que auxilia na padronização das medidas de cuidado por parte dos profissionais e agentes de saúde. O protocolo prevê inclusive o fornecimento de medicamentos antivirais para o tratamento de casos identificados.

Impacto

De 30 de abril a 20 de maio, o Ministério da Saúde (GFP) veiculou 452 comerciais na TV aberta sobre a campanha de prevenção e combate ao vírus H1N1 – o equivalente a R$ 4 milhões em compra de espaço publicitário nos 15 mercados pesquisados pela Kantar IBOPE Media. O levantamento identificou que mais de 26 milhões de pessoas foram impactadas pelos anúncios, sendo que cada indivíduo assistiu, em média, a dois comerciais sobre o tema H1N1. Entre os mercados com maior volume de compra de espaço publicitário neste período, São Paulo concentrou 36% do investimento em TV, seguido por Rio de Janeiro (15%) e Belo Horizonte (12%). As demais praças contempladas na análise da Kantar IBOPE Media são Belém, Brasília, Campinas, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, Goiânia, Manaus, Porto Alegre, Recife, Salvador e Vitória.

“É razoável assumir que tais campanhas auxiliem pelo menos quanto à aderência às estratégias de vacinação. Existem evidências mostrando que pessoas informadas sobre os riscos e complicações da infecção pelo vírus da Influenza e sobre os benefícios da vacinação, através de fontes ‘oficiais’ (governamentais), são mais propensas a aderir às estratégias de vacinação”, aponta Paladini. 

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