Governo recebe 3,5 milhões de vacinas contra a febre amarela e muda recomendação para uma dose

Governo recebe 3,5 milhões de vacinas contra a febre amarela e muda recomendação para uma dose

Cerca de 3,5 milhões de doses da vacina contra a febre amarela foi enviada ao Brasil pelo Grupo de Coordenação Internacional (GCI). O grupo é constituído por quatro agências: Organização Mundial da Saúde (OMS), Federação Internacional da Cruz Vermelha e Sociedade do Crescente Vermelho (IFRC), Médicos Sem Fronteiras (MSF) e Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

O envio foi solicitado pelo Ministério da Saúde brasileiro e as vacinas servem como reforço aos estoques nacionais. Até o dia 29 de março, foram notificados 1.987 casos sendo 282 óbitos (71 em investigação, 187 confirmados e 24 descartados).

Além disso, ontem, dia 5 de abril, o Ministério da Saúde determinou uma dose apenas da vacina sendo suficiente para imunizar a doença, recomendação que já era indicada pela OMS – o Brasil era o único país do mundo que indicava dose extra.

O Secretariado da OMS incluiu mais 88 novos municípios brasileiros como áreas de recomendação da vacina. A vacina contra a doença está disponível em estados de toda rede pública, sendo recomendada às pessoas que residem nas regiões consideradas de risco ou que vão viajar para esses locais, como Acre, Amapá, Amazonas, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins, além de determinadas áreas da Bahia, Paraná, Piauí, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.

A doença

A febre amarela é uma doença infecciosa aguda que pode durar cerca de 10 dias e é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo vetor da dengue, zika e chikungunya. Os sintomas são febre, dores de cabeça e musculares, icterícia, náuseas, vômito, fadiga e hemorragias. Ainda não existe tratamento específico, sendo recomendados repouso e assistência médica. Nos casos mais graves, a febre amarela pode levar à morte. A vacina é a forma mais eficaz de combater a doença (95% de eficácia) e deve ser aplicada 10 dias antes da viagem aos locais de risco.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta sobre a importância da imunização nos países no continente americano e orienta que todos os órgãos de saúde repassem dados de incidência da doença para melhor controle e manejo de medidas preventivas. Em entrevista coletiva, o ministro Barros também enfatiza a importância de acesso a esses números, “todos devem informar sobre a infestação de mosquito aedes aegypti”.

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