Dia Mundial de Conscientização ao Linfoma alerta para conscientização sobre a doença

Dia Mundial de Conscientização ao Linfoma alerta para conscientização sobre a doença

Mais de 1.000.000 de pessoas em todo o mundo vivem com linfoma e 1.000 são diagnosticados todos os dias com a doença. Apesar dos números assustadores, a maioria dos pacientes ainda não é corretamente diagnosticada. Esses são dados da Coalizão Linfoma (Lymphoma Coalition), rede mundial de pacientes com linfoma, que nesse dia Mundial de Conscientização sobre o Linfoma – celebrado todo dia 15 de setembro – quer alertar sobre a doença.

Uma das grandes dificuldades no diagnóstico correto da doença é que existem mais de 60 subtipos de linfoma. Os mais comuns são o linfoma de Hodgkin e linfoma não Hodgkin. Apesar de serem considerados umas das doenças malignas que mais respondem positivamente ao tratamento da quimioterapia e radioterapia, com chances de cura de até 75% em pacientes com linfoma de Hodgkin e 25% com linfoma não Hodgkin, segundo a Sociedade Brasileira de Cancerologia, o diagnóstico correto é fundamental para a resposta positiva ao tratamento.

“A conscientização aliada ao diagnóstico precoce pode possibilitar a cura, ou seja, é de extrema importância que haja esclarecimento da população”, afirma a oncologista Laura Feijó, médica analista da Evidências – Kantar Health.

Os linfomas são uma forma de câncer que acomete o sistema linfático, responsável pela defesa do organismo contra infecções e doenças. “O tecido linfático é encontrado por todo o corpo, motivo pelo qual o linfoma pode ser primário de diferentes órgãos e tecidos (inclusive ossos)”, explica a oncologista Renata Eiras, médica analista da Evidências – Kantar Health.

O linfoma não Hodgkin possui cinco vezes mais incidência se comparado ao de Hodgkin, podendo ocorrer em qualquer idade. Porém, nos últimos 25 anos, o número de casos em pessoas acima de 60 anos dobrou, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA). “O linfoma de Hodgkin é marcado pela presença da célula de Reed-Sternberg, que são as células B maduras que se tornaram malignas. É mais comum em pessoas com idade entre 15 a 24 anos e maiores de 60 anos”, esclarece Eiras. “Já o linfoma não Hodgkin pode derivar tanto das células B quanto das células T ou as células NK (conhecidas como natural killers). Esse tipo de linfoma pode apresentar comportamento indolente ou agressivo (rápido crescimento), e também acomete todas as idades, porém é mais frequente em pacientes acima de 60 anos”.

Segundo os dados do INCA, em 2016, são previstos 10.240 novos casos do linfoma nãoHodgkin e 2.470 novos casos do linfoma de Hodgkin. Febre (principalmente vespertina), perda de peso inexplicada, ausência de apetite, fadiga, coceira excessiva na pele (sem lesão de pele), sudorese noturna excessiva e aumento indolor dos linfonodos no pescoço, axilas ou virilhas  são alguns dos sintomas mais comuns que podem apresentar a algum tipo de linfoma. 

Filtrar
Newsletter

Assine nossa Newsletter para receber notícias e informações da Evidências.

Veja também