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Notícias de Saúde

Pseudoefedrina: para que serve e como usar

by Evidencias 1 de dezembro de 2023
written by Evidencias

A pseudoefedrina é um medicamento indicado para aliviar os sintomas de congestionamento nasal causado por gripes, resfriados e alergias. Deve ser usado conforme prescrição médica, evitando-se ultrapassar a dose recomendada.

O que é a pseudoefedrina?

A pseudoefedrina é um medicamento utilizado como descongestionante nasal. Ela pertence à classe dos simpaticomiméticos, estimulando os receptores adrenérgicos presentes nas vias respiratórias superiores e promovendo a descongestão nasal.

Para que serve a pseudoefedrina?

A pseudoefedrina é utilizada para aliviar os sintomas de congestão nasal causada por rinite alérgica, sinusite, gripes e resfriados. A ação desse medicamento se dá através do estreitamento dos vasos sanguíneos presentes nas vias respiratórias, reduzindo o inchaço e a produção excessiva de muco. Dessa forma, a pessoa obtém alívio imediato da congestão nasal, permitindo uma respiração mais fácil.

Como usar a pseudoefedrina?

A pseudoefedrina deve ser utilizada apenas sob prescrição médica e seguindo as instruções do profissional de saúde. Geralmente, ela é administrada na forma de comprimidos de liberação imediata e a dose varia de acordo com a idade e a gravidade dos sintomas.

Para adultos e crianças acima de 12 anos, a dose recomendada é de 60 mg a cada 4 a 6 horas, com um máximo de 240 mg ao dia. Já para crianças entre 6 e 12 anos, a dose é reduzida para 30 mg a cada 4 a 6 horas, com um máximo de 120 mg ao dia. É importante respeitar as recomendações do médico quanto à dose e à frequência de uso para evitar efeitos indesejados.

Precauções e contraindicações

A pseudoefedrina é contraindicada em casos de hipersensibilidade a essa substância ou a qualquer outro componente da fórmula. Além disso, não deve ser utilizada por indivíduos com histórico de hipertensão arterial, doenças cardiovasculares, glaucoma, hiperplasia prostática benigna ou distúrbios metabólicos graves.

A pseudoefedrina também deve ser evitada durante a gravidez e a amamentação, pois pode atravessar a placenta e passar para o leite materno, podendo causar efeitos indesejados no feto ou no lactente.

É importante ressaltar que a pseudoefedrina pode interagir com outros medicamentos, como inibidores da monoaminoxidase (IMAOs), antidepressivos tricíclicos e descongestionantes nasais tópicos. Por isso, é fundamental informar ao médico sobre todos os medicamentos que está utilizando antes de iniciar o tratamento com pseudoefedrina.

Possíveis efeitos colaterais

A pseudoefedrina pode causar alguns efeitos colaterais, sendo os mais comuns a agitação, nervosismo, insônia, aumento da pressão arterial, taquicardia, palpitações, tonturas, náuseas, vômitos, dor de cabeça e boca seca. Esses efeitos costumam ser leves e transitórios, desaparecendo após a interrupção do uso do medicamento.

Em casos mais raros, podem ocorrer efeitos colaterais mais graves, como arritmias cardíacas, aumento da pressão arterial de forma significativa, convulsões e reações alérgicas graves. Caso você experimente algum desses sintomas, é importante buscar atendimento médico imediato.

Considerações finais

A pseudoefedrina é um medicamento eficaz para aliviar a congestão nasal, proporcionando um alívio rápido e temporário dos sintomas de gripes, resfriados e alergias respiratórias. No entanto, seu uso deve ser feito com cautela, seguindo a prescrição médica e respeitando as contraindicações e precauções.

É fundamental conversar com um profissional de saúde para avaliar a necessidade de utilização desse medicamento em cada caso, pois somente ele poderá indicar a dose adequada e acompanhar os efeitos colaterais que possam surgir. Seguindo as recomendações médicas, é possível obter os benefícios da pseudoefedrina sem correr riscos desnecessários.

Este conteúdo não deve ser usado como consulta médica. Para melhor tratamento, faça uma consulta com um médico.

1 de dezembro de 2023 0 comments
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Calor muda dia e horário das finais da Taça das Favelas
Economia

Subsídios financeiros caíram para R$ 203 milhões no 5º bimestre

by Evidencias 30 de novembro de 2023
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Números são do Tesouro Nacional

Subsídios financeiros caíram para R$ 203 milhões no 5º bimestre

O Tesouro Nacional informou nesta quinta-feira (30) que os subsídios de natureza financeira reduziram no 5º bimestre de 2023 para R$ 203,2 milhões, enquanto no mesmo período do ano passado ficaram em R$ 339,9 milhões. Segundo o Tesouro, a queda ao longo do tempo é uma tendência, porque decorrem de “equalização de taxas de juros no âmbito do Programa de Sustentação do Investimento (PSI), em que não há mais contratação de novas operações desde 2015”.ebcebc

Os números constam do boletim bimestral do programa e descrevem o impacto fiscal das operações do Tesouro Nacional com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A análise considera o custo de captação do governo federal e o valor devido pela União, e valores inscritos em restos a pagar nas operações de equalização de taxa de juros no âmbito do PSI.

Como o BNDES empresta com uma taxa de juros mais baixa que a de mercado, o Tesouro precisa cobrir a diferença entre essas taxas e os juros que o governo paga no sistema financeiro. No caso dos subsídios financeiros, o governo usa recursos do Orçamento Geral da União para cobrir a diferença entre as taxas usadas nos financiamentos do BNDES e as taxas cobradas do tomador.

“Dessa forma, considerando a amortização dos empréstimos concedidos no âmbito do programa, o saldo equalizável de operações vem caindo, sendo o seu término previsto para 2041. Com isso, a expectativa é que esses subsídios continuem decrescendo ao longo do tempo, exceto se houver um forte incremento do custo da fonte de recursos (Taxa de Juros de Longo Prazo – TJLP)”, informou o Tesouro.

O documento aponta que os subsídios creditícios do Tesouro Nacional no âmbito do PSI e dos empréstimos ao BNDES também diminuíram, passando de R$ 3,2 bilhões até o 5º bimestre de 2022 para R$ 1,5 bilhão no mesmo período de 2023, em valores correntes.

Esses subsídios não são cobertos com recursos do Orçamento, mas por meio da emissão de títulos da dívida pública. Eles cobrem a diferença entre a taxa básica de juros da economia, a Selic, atualmente em 12,25% ao ano, e a Taxa de Longo Prazo (TLP).

“Essa queda significativa é resultado das liquidações antecipadas dos empréstimos por parte do BNDES ocorridas após o 5º bimestre de 2022 (R$ 45 bilhões), as quais contribuíram para que o saldo dos contratos que constituem subsídios implícitos em outubro de 2023 (R$ 31,9 bilhões) fosse menor do que o saldo verificado em agosto de 2022 (R$ 78,7 bilhões)”, explica o boletim.

Segundo o boletim, a projeção dos subsídios financeiros e creditícios de 2023 até 2040 e 2041, respectivamente, permanece a mesma da apresentada no boletim referente ao 6º Bimestre de 2022, com posição de 31 de dezembro de 2022. Dessa forma, os subsídios financeiros continuam em R$ 1,2 bilhão, a valor presente. Já os subsídios creditícios alcançam o montante de R$ 4,7 bilhões, a valor presente, na posição de 31 de dezembro de 2022. A justificativa, segundo o Tesouro, é que não houve movimento financeiro relevante no decorrer do 5º bimestre deste ano.

Fonte: Agência Brasil

30 de novembro de 2023 0 comments
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Brasil poderá integrar grupo de produtores e exportadores de petróleo
Economia

Brasil poderá integrar grupo de produtores e exportadores de petróleo

by Evidencias 30 de novembro de 2023
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Convite foi feito pela Opep+, que reúne 23 países exportadores

Brasil poderá integrar grupo de produtores e exportadores de petróleo
© Tania Regô/Agência Brasil

O Brasil recebeu o convite para entrar na Organização dos Países Exportadores de Petróleo e Aliados (Opep+), grupo de 23 países produtores e exportadores de petróleo. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, analisa a questão, segundo informou a pasta.ebcebc

Criada em 1960, com o objetivo de estabelecer uma política comum em relação à produção e à venda de petróleo, a Opep reúne 13 grandes produtores de petróleo: Arábia Saudita, Irã, Kuwait, Venezuela, Iraque, Argélia, Equador, Gabão, Indonésia, Líbia, Nigéria, Catar e Emirados Árabes Unidos.

Já a Opep+, formada em 2016, agrega mais dez países, entre eles a Rússia e Arábia Saudita. O grupo se reúne regularmente para decidir a quantidade de óleo bruto que será comercializada no mercado mundial.

Com produção de 3,672 milhões de barris de petróleo por dia, o Brasil é o nono maior produtor de petróleo do mundo e o primeiro da América Latina. Estados Unidos, Rússia e Arábia Saudita, na ordem, são os três principais.

Juntos, os três países respondem por mais de 40% da produção global. 

Fonte: Agência Brasil

30 de novembro de 2023 0 comments
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Consumo do brasileiro cresceu 4,24% em outubro, aponta Abras
Economia

Consumo do brasileiro cresceu 4,24% em outubro, aponta Abras

by Evidencias 30 de novembro de 2023
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Alta pode ser atribuída à inauguração de novas lojas e promoções

Consumo do brasileiro cresceu 4,24% em outubro, aponta Abras
© Valter Campanato/Agência Brasil

O consumo nos lares brasileiros, medido pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras), registrou alta de 2,89% em outubro, na comparação com o mês anterior. Na comparação com outubro do ano passado, a alta é de 0,61%. No acumulado do ano, a alta é de 2,64%. O resultado contempla os formatos de loja atacarejo, supermercado convencional, loja de vizinhança, hipermercado, minimercado e e-commerce. Todos os indicadores são deflacionados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).ebcebc

Segundo o vice-presidente da Abras, Marcio Milan, a alta pode ser atribuída à inauguração de novas lojas e promoções. “As atividades promocionais tradicionalmente se intensificam no segundo semestre, combinados com renda mais estável e a menor variação nos preços da cesta de abastecimento dos lares”, analisou Milan. De janeiro a novembro, entraram em operação 573 lojas, das quais 306 são novas e 267 reinauguradas. Os principais formatos de lojas são os supermercados (185) e os atacarejos (121).

Segundo a Abras, apesar da alta registrada no mês, as quedas nos preços foram expressivas de janeiro a outubro (-6,43%) e nos últimos 12 meses (-5,08%), influenciadas principalmente pelos preços do óleo de soja (-30,94%), do feijão (-23,12%), dos cortes bovinos do dianteiro (-12,61%) e do traseiro (-12,44%), do frango congelado (-9,55%), do leite longa vida (-6,10%). Os preços dessa cesta caíram de R$ 754,98 em janeiro para R$ 705,93 em outubro, variação de -6,43% equivalente a cerca de R$ 50.

De acordo com os dados da Abras, o valor da cesta de 35 produtos de largo consumo (alimentos, bebidas, carnes, produtos de limpeza, itens de higiene e beleza) teve alta de 0,10% em outubro na comparação com setembro.

Segundo o levantamento, as principais altas do mês foram batata (11,23%), cebola (8,46%), arroz (2,99%), carne bovina – corte traseiro (1,94%), açúcar refinado (1,88%), tomate (0,97%), extrato de tomate (0,83%), pernil (0,57%).

A maior retração em outubro foi registrada na cesta de lácteos com leite longa vida (-5,48%), queijos muçarela e prato (-1,14%), leite em pó (-0,87%), margarina cremosa (-0,60%).

Na cesta de produtos básicos, as principais quedas vieram do feijão (-4,67%), do óleo de soja (-1,77%), do café torrado e moído (-1,23%), da farinha de mandioca (-0,65%), da farinha de trigo (-0,56%).

Entre as proteínas que mantiveram a tendência de queda nos preços estão ovos (-2,85%), carne bovina – corte do dianteiro (-0,30%). As altas foram registradas na carne bovina – corte do traseiro (1,94%), pernil (0,57%), frango congelado (0,54%).

Na cesta de higiene e beleza, as principais quedas foram registradas no sabonete (-0,78%), xampu (-0,08%) e as altas no papel higiênico (+0,99%) e no creme dental (+0,22%). Em limpeza, houve recuo em sabão em pó (-1,03%), detergente líquido para louças (-0,42%), água sanitária (-0,04%).

Fonte: Agência Brasil

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Pela 1ª vez, Brasil tem mais de 100 milhões de trabalhadores ocupados
Economia

Pela 1ª vez, Brasil tem mais de 100 milhões de trabalhadores ocupados

by Evidencias 30 de novembro de 2023
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Desemprego de 7,6% é o menor desde 2015, mostra IBGE

Pela 1ª vez, Brasil tem mais de 100 milhões de trabalhadores ocupados
© Agência Brasília

O Brasil ultrapassou a marca de 100 milhões de trabalhadores ocupados desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento, divulgado nesta quinta-feira (30), mostra o número recorde de 100,2 milhões de pessoas, um acréscimo de 862 mil nos últimos três meses.ebcebc

A taxa de desocupação no trimestre de agosto a outubro ficou em 7,6%, a menor desde o trimestre encerrado em fevereiro de 2015, quando era 7,5%. O índice representa recuo de 0,3 ponto percentual em relação à média de maio a julho de 2023. No mesmo período do ano passado, a taxa era 8,3%.

O número de desocupados caiu 261 mil, atingindo 8,3 milhões de pessoas, com recuo de 3,6% ante o trimestre anterior. 

Carteira assinada 

O número de empregados com carteira de trabalho no setor privado (excluindo trabalhadores domésticos) chegou a 37,4 milhões, o maior desde janeiro de 2015. Esse dado representa saldo positivo de 587 mil pessoas (+1,6%) com carteira assinada nos últimos três meses.

O número de trabalhadores por conta própria alcançou 25,6 milhões de pessoas, um aumento de 317 mil (+1,3%) na mesma comparação. 

“Isso mostra que tanto empregados quanto trabalhadores por conta própria contribuíram para a expansão da ocupação no trimestre”, explica Adriana Beringuy, coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE.

A taxa de informalidade foi de 39,1% da população ocupada (ou 39,2 milhões de trabalhadores informais), estável em relação ao ano passado. 

Rendimento

O rendimento médio real do trabalhador foi estimado em R$ 2.999, com alta de 1,7% em relação ao trimestre encerrado em junho e de 3,9% ante o mesmo período do ano passado. É a maior cifra desde o trimestre encerrado em julho de 2020 (R$ 3.152). 

O IBGE atribui essa evolução à expansão continuada entre ocupados com carteira assinada, ocupação normalmente com rendimentos maiores. “A leitura que podemos fazer é que há um ganho quantitativo, com aumento da população ocupada, e qualitativo, com o aumento do rendimento médio”, diz Beringuy.

Fonte: Agência Brasil

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Entenda como a desoneração da folha salarial funciona em outros países
Economia

Entenda como a desoneração da folha salarial funciona em outros países

by Evidencias 30 de novembro de 2023
written by Evidencias

Na maioria dos casos, benefício não é para setor específico

Entenda como a desoneração da folha salarial funciona em outros países
© José Cruz/Agência Brasil/Arquivo

Outros países também têm desoneração da folha de pagamento, como a que vigora no Brasil até o fim do ano e teve a prorrogação vetada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mas há grande diferença em relação à abrangência dos setores que são beneficiados.ebcebc

A Agência Brasil conversou com especialistas para entender como essa política funciona em outros países. Aqui no Brasil, o texto vetado pelo presidente Lula previa a extensão do benefício criado em 2011 até 2027.

O projeto de lei trocava a contribuição previdenciária – que corresponde a 20% da folha de pagamento – por uma alíquota entre 1% e 4,5% sobre a receita bruta da empresa. A intenção, segundo os defensores da proposta, é que companhias tenham mais incentivo para a contratação de mão de obra em troca da menos tributo.

O benefício era restrito a 17 setores: confecção e vestuário; calçados; construção civil; call center; comunicação; empresas de construção e obras de infraestrutura; couro; fabricação de veículos e carroçarias; máquinas e equipamentos; proteína animal; têxtil; tecnologia da informação (TI); tecnologia de comunicação (TIC); projeto de circuitos integrados; transporte metroferroviário de passageiros; transporte rodoviário coletivo; e transporte rodoviário de cargas.

Abrangência linear

O pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) Sandro Sacchet de Carvalho cita três economias internacionais que adotaram o benefício de desoneração das folhas salarias. Mas, nos três casos, não houve direcionamento para setores específicos, ou seja, foi feita uma desoneração linear, alcançando empresas de todos os setores da economia.

Carvalho dá o exemplo da Suécia, onde a desoneração é voltada para empresas que contratam trabalhadores jovens. Já no caso da França, foi destinada a firmas que admitem pessoas com remuneração de um salário mínimo.

Na Finlândia, houve a desoneração de forma emergencial durante a crise econômica global que atingiu diversos países em 2009. “Foi uma redução geral por causa da crise. Teve efeito positivo, de fato, tornando as firmas mais resilientes. Mas foi temporário”, lembra.

O pesquisador do Ipea diz que, de maneira geral, políticas de desoneração não são bem vistas por alguns estudos porque causam algumas distorções. Ele conta que, no caso da França, o efeito colateral negativo foi um estímulo excessivo para as empresas contratarem empregados com remuneração baixa.

“Incentivando a empresa a contratar demais quem recebe até um salário mínimo, justamente para pagar menos imposto, deixando de contratar trabalhadores que receberiam um pouco mais.”

No caso da Suécia, ele relata que “firmas que tinham restrição a crédito no mercado acabaram contratando trabalhadores muito jovens, justamente para ter maior alívio fiscal, gerando distorções”.

“[A desoneração] acaba tendo efeito de aumentar o emprego naquele grupo que está sendo desonerado, mas, de modo geral, pelos efeitos colaterais que causam e o custo que essa política implica, geralmente, não é vista com bons olhos na literatura econômica desses países”, constata.

Além disso, estudos mostram, segundo Carvalho, que a política é cara para os cofres públicos. “O custo não compensa a quantidade de vagas criadas. Seria mais barato se o governo contratasse aquelas pessoas diretamente.”

Estados Unidos

O economista e professor de MBAs da Fundação Getulio Vargas (FGV) Robson Gonçalves traz o exemplo dos Estados Unidos, onde a folha é “extremamente desonerada”.

“Nos Estados Unidos, a legislação trabalhista é, na verdade, uma legislação civil, não existe sequer Justiça do Trabalho, e o trabalhador recebe basicamente salário. Ele se vira com esse salário para transformar em algum tipo de reserva para o desemprego, em algum tipo de previdência etc. É um caso extremo de um país onde você tem uma folha extremamente desonerada.”

Gonçalves faz o contraponto com a Europa. “Países como França e Alemanha acabam impondo tributos e encargos sobre a folha, principalmente preocupados com a questão previdenciária.”

Analisando todos os tipos de encargos, o Brasil figura como um dos campeões de encargos sobre a folha, diz o economista da FGV.

“Se você somar todos os encargos que existem, décimo terceiro salário, adicional de férias etc, é caro empregar no Brasil.”

desoneração folha de pagamento
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Políticas setoriais

Sobre o fato de apenas 17 setores serem alcançados pela desoneração previdenciária da folha no Brasil, Gonçalves acredita que faz parte da tradição do país de ter políticas setoriais.

“A gente não deve tratar setores diferentes de maneira igual. Eu acho que faz sentido tratar setores mais intensivos de mão de obra de uma forma; e setores menos intensivos, de outra”.

Ele acrescenta que outros países também direcionam benefícios tributários, porém, de outras formas, como redução de taxas no produto final.

“O exemplo é a Europa. Se você pegar o IVA [Imposto sobre Valor Agregado] europeu, tem em alguns países alíquotas reduzidas para setores que são muito intensivos em mão de obra. Eles dão compensações, às vezes, até no Imposto de Renda das empresas”.

Precarização

O economista da FGV adverte que uma das consequências da oneração da folha de pagamento é as empresas buscarem formas de compensar os custos, o que se reflete em precarização do mercado de trabalho.

“Uma alternativa péssima é a informalidade, e uma alternativa ruim é a terceirização, inclusive com a ‘uberização’ – plataformas que não têm vínculo nenhum com o trabalhador. São formas de contornar o excesso de encargo sobre o trabalho com carteira assinada”, avalia.

Mais salário

O economista Marcos Hecksher, do Ipea, diz que estudos no exterior mostram que a política de desoneração na folha teve efeitos insignificantes sobre emprego, em detrimento de aumento de salários. Ele cita os Estados Unidos, o Chile, Equador e a Argentina.

“Nesses países não houve efeito sobre o emprego, mas houve algum efeito de interferência para os salários de quem já estava empregado, uma parte do dinheiro foi transferida para salário.”

Por outro lado, o economista Fernando Veloso, da FGV, citou no blog Ibre/FGV, o exemplo da Colômbia, onde mudanças legislativas, em 2012, reduziram a contribuição patronal sobre a folha de 29,5% para 16% para trabalhadores com rendimento menor que dez salários mínimos. Estudos mostram que a reforma estimulou a formalização.

Empregadores

Marcos Hecksher, do Ipea, é autor de um estudo que questiona a classificação dos 17 setores beneficiados pela desoneração. De acordo com o levantamento, as empresas desses ramos não figuram entre os campeões de geração de emprego.

O pesquisador critica o fato de a desoneração não exigir contrapartidas.

“Há uma injeção de dinheiro da Previdência Social no caixa das empresas de alguns setores sem nenhuma contrapartida, apenas na esperança de que seja usado para ampliar o emprego. A empresa não precisa contratar mais ou demitir menos.”

“A desoneração incide sobre todo o estoque de trabalhadores já empregado, não apenas sobre os fluxos de aumento do emprego quando ocorrem”, ele continua.

Hecksher destaca ainda que os setores beneficiados se diferenciam em relação à intensividade de mão de obra. Ele explica, por exemplo, que, enquanto o ramo de confecção/vestuário realmente precisa de muitos trabalhadores para agregar valor à economia, o mesmo não vale para o segmento de TI.

“É o contrário, tem alta produtividade do trabalho e precisa de pouquíssimos trabalhadores para gerar o mesmo nível de valor agregado na economia”, compara.

“Esses setores não têm nada em comum, a não ser o fato de que foram beneficiados pela mesma política”, observa.

O economista acrescenta que a escolha de grupos de atividades para serem beneficiados por desoneração previdenciária cria uma espécie de “meia-entrada” na Previdência Social. “Geralmente, quando você faz uma meia-entrada, alguém está pagando o dobro. Os benefícios previdenciários desse trabalhador são iguais aos do outro setor não beneficiado, mas a contribuição terá sido menor. Isso dificulta o equilíbrio das contas públicas”, conclui.

Fonte: Agência Brasil

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Notícias de Saúde

Saiba Como Tomar Arcoxia

by Evidencias 30 de novembro de 2023
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Descubra as principais orientações sobre o uso adequado do medicamento Arcoxia, visando compreender melhor a sua posologia e benefícios.

Preço

Arcoxia é um medicamento anti-inflamatório não esteroide que contém a substância ativa etoricoxibe. É utilizado no tratamento de várias condições, como artrite reumatoide, osteoartrite e dor aguda. O preço do Arcoxia pode variar dependendo do país e da farmácia onde é adquirido. É sempre importante pesquisar e comparar os preços antes de comprar o medicamento, para garantir que você obtenha o melhor custo-benefício.

Como tomar

O Arcoxia deve ser tomado exatamente conforme prescrito pelo médico. Geralmente, a dose inicial recomendada é de 30 mg por dia. Dependendo da condição a ser tratada, a dose pode ser aumentada para 60 mg por dia. No entanto, a dose máxima diária não deve exceder 120 mg. Arcoxia deve ser tomado por via oral, com ou sem alimentos. Recomenda-se evitar o consumo de álcool enquanto estiver em tratamento com este medicamento.

Efeitos colaterais

Assim como qualquer medicamento, o Arcoxia pode causar efeitos colaterais em algumas pessoas. Os efeitos colaterais mais comuns incluem dor de cabeça, tontura, palpitações, aumento da pressão arterial, inchaço, náusea e indigestão. Em casos raros, podem ocorrer reações alérgicas graves, como erupções cutâneas, coceira, dificuldade para respirar e inchaço no rosto, lábios, língua ou garganta. Se você experimentar algum desses sintomas, é importante procurar atendimento médico imediatamente.

Contraindicações

Existem algumas contraindicações importantes para o uso do Arcoxia. Este medicamento não deve ser utilizado por pessoas que apresentam hipersensibilidade ao etoricoxibe ou a qualquer outro componente da fórmula. Além disso, não deve ser utilizado por indivíduos com úlcera gástrica ativa, insuficiência cardíaca grave, insuficiência hepática grave ou insuficiência renal grave. Também não é recomendado o uso de Arcoxia durante a gravidez ou lactação, a menos que seja estritamente necessário e prescrito por um médico. É importante informar o seu médico sobre todos os medicamentos que você está tomando, incluindo os de venda livre, pois alguns medicamentos podem interagir com o Arcoxia e causar efeitos colaterais indesejados. Portanto, é essencial seguir as orientações médicas e sempre ler a bula do medicamento antes de iniciar o tratamento com Arcoxia.

Este conteúdo não deve ser usado como consulta médica. Para melhor tratamento, faça uma consulta com um médico.

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Receita paga nesta quinta lote residual de restituição do IR
Economia

Receita paga nesta quinta lote residual de restituição do IR

by Evidencias 30 de novembro de 2023
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Cerca de 358 mil contribuintes receberão R$ 762,9 milhões

Receita paga nesta quinta lote residual de restituição do IR
© Joédson Alves/Agência Brasil

Cerca de 358 mil contribuintes que haviam caído na malha fina e acertaram as contas com o Fisco receberão R$ 762,9 milhões. A Receita Federal paga nesta quinta-feira (30) mais um lote residual do Imposto de Renda Pessoa Física.ebcebc

O pagamento será feito na conta informada na declaração do Imposto de Renda. Ao todo,  358.737 contribuintes que declararam em anos anteriores foram contemplados. Desse total, 5.774 têm mais de 80 anos, 58.060 têm entre 60 e 79 anos, 6.654 têm alguma deficiência física, mental ou doença grave e 14.863 têm o magistério como principal fonte de renda.

Também há 129.019 contribuintes sem prioridade legal, mas que receberão neste lote por terem usado a declaração pré-preenchida ou optado por receber a restituição por meio de Pix. Por fim, foram contemplados 144.367 contribuintes não prioritários.

A consulta foi aberta no último dia 22 na página da Receita Federal na internet. Basta o contribuinte clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, no botão “Consultar a Restituição”. Também é possível fazer a consulta no aplicativo da Receita Federal para tablets e smartphones.

Caso o contribuinte não esteja na lista, deverá entrar no Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) e tirar o extrato da declaração. Se verificar pendência, pode enviar declaração retificadora e esperar os próximos lotes da malha fina.

Se, por algum motivo, a restituição não for depositada na conta informada na declaração, como no caso de conta desativada, os valores ficarão disponíveis para resgate por até um ano no Banco do Brasil. Nesse caso, o cidadão poderá agendar o crédito em qualquer conta bancária em seu nome, por meio do Portal BB ou ligando para a Central de Relacionamento do banco, nos telefones 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos).

Caso o contribuinte não resgate o valor de sua restituição depois de um ano, deverá requerer o valor no Portal e-CAC. Ao entrar na página, o cidadão deve acessando o menu “Declarações e Demonstrativos”, clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, no campo “Solicitar restituição não resgatada na rede bancária”.

Fonte: Agência Brasil

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Caixa paga novo Bolsa Família a beneficiários com NIS de final 2
Economia

Caixa conclui pagamento do novo do Bolsa Família de novembro

by Evidencias 30 de novembro de 2023
written by Evidencias

Recebem nesta terça-feira famílias com NIS de final 0

Caixa conclui pagamento do novo do Bolsa Família de novembro
© Arte Bolsa Família

A Caixa Econômica Federal conclui o pagamento da parcela de novembro novo Bolsa Família. Recebem nesta quinta-feira (30) os beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 0.ebcebc

Pelo segundo mês seguido, o benefício teve um adicional para mães de bebês até seis meses de idade. Chamado de Benefício Variável Familiar Nutriz, o adicional corresponde a seis parcelas de R$ 50 para garantir a alimentação da criança. Com o novo acréscimo, que destinou R$ 16,8 milhões a 349 mil mães neste mês, o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome informa que está concluída a implementação do novo Bolsa Família.

Além do novo adicional, o Bolsa Família pagou um acréscimo de R$ 50 a famílias com gestantes e filhos de 7 a 18 anos e outro, de R$ 150, a famílias com crianças de até 6 anos.

O valor mínimo corresponde a R$ 600, mas com o novo adicional o valor médio do benefício subiu para R$ 677,88. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, neste mês o programa de transferência de renda do Governo Federal alcançou 21,18 milhões de famílias, com gasto de R$ 14,26 bilhões.

De 11 a 15 de outubro, ocorreu a segunda etapa da qualificação automática de dados do Cadastro Único, que integra os dados do Bolsa Família com o Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS). Com base no cruzamento de informações, 571,34 mil famílias foram excluídas do programa em novembro por terem renda acima das regras estabelecidas pelo Bolsa Família. O CNIS conta com mais de 80 bilhões de registros administrativos referentes a renda, vínculos de emprego formal e benefícios previdenciários e assistenciais pagos pelo INSS.

Em compensação, outras 260 mil famílias passaram a fazer parte do programa em novembro. A inclusão foi possível por causa da política de busca ativa, baseada na reestruturação do Sistema Único de Assistência Social (Suas) e que se concentra nas pessoas mais vulneráveis que têm direito ao complemento de renda, mas não recebem o benefício. Desde março, 2,66 milhões de famílias passaram a fazer parte do Bolsa Família.

Regra de proteção

Cerca de 2,54 milhões de famílias estão na regra de proteção em novembro. Em vigor desde junho, essa regra permite que famílias cujos membros consigam emprego e melhorem a renda recebam 50% do benefício a que teriam direito por até dois anos, desde que cada integrante receba o equivalente a até meio salário mínimo. Para essas famílias, o benefício médio ficou em R$ 372,52.

Reestruturação

Desde o início do ano, o programa social voltou a chamar-se Bolsa Família. O valor mínimo de R$ 600 foi garantido após a aprovação da Emenda Constitucional da Transição, que permitiu o gasto de até R$ 145 bilhões fora do teto de gastos neste ano, dos quais R$ 70 bilhões estão destinados a custear o benefício.

O pagamento do adicional de R$ 150 começou em março, após o governo fazer um pente-fino no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), para eliminar fraudes.

No modelo tradicional do Bolsa Família, o pagamento ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês. O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco.

Calendário do Bolsa Família
Calendário do Bolsa Família

Calendário do Bolsa Família – Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome

Auxílio Gás

Neste mês não haverá o pagamento do Auxílio Gás, que beneficia famílias cadastradas no CadÚnico. Como o benefício só é pago a cada dois meses, o pagamento voltará em dezembro.

Só pode receber o Auxílio Gás quem está incluído no CadÚnico e tenha pelo menos um membro da família que receba o Benefício de Prestação Continuada (BPC). A lei que criou o programa definiu que a mulher responsável pela família terá preferência, assim como mulheres vítimas de violência doméstica.

Fonte: Agência Brasil

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Notícias de Saúde

Remédio caseiro para anemia na gravidez

by Evidencias 30 de novembro de 2023
written by Evidencias

Descubra como aliviar a anemia na gravidez com remédios caseiros eficazes. Saiba os segredos para equilibrar os níveis de ferro e melhorar sua saúde.

Remédio caseiro para anemia na gravidez

Suco de morango

A anemia na gravidez é uma condição muito comum, que ocorre devido à carência de ferro no organismo da gestante. Essa condição pode trazer diversos efeitos negativos tanto para a mãe quanto para o bebê, por isso é fundamental buscar formas de tratá-la. Além do tratamento tradicional com medicamentos, existem também alguns remédios caseiros que podem auxiliar no combate à anemia.

O suco de morango é uma opção deliciosa e nutritiva que pode ajudar a aumentar os níveis de ferro no organismo. Os morangos são ricos em vitamina C, que auxilia na absorção do ferro, e contêm quantidades significativas desse mineral. Para preparar o suco, basta lavar bem os morangos, retirar os talos e bater no liquidificador juntamente com um pouco de água. É importante consumi-lo logo após o preparo, para evitar a perda de nutrientes.

Suco de beterraba e cenoura

Outra opção de remédio caseiro para anemia na gravidez é o suco de beterraba e cenoura. Esses vegetais são fontes de ferro, além de serem ricos em outras vitaminas e minerais essenciais para a saúde. A beterraba também é conhecida por estimular a produção de glóbulos vermelhos, o que é fundamental para o combate à anemia.

Para preparar o suco, basta lavar bem a beterraba e a cenoura, descascá-las e cortá-las em pedaços. Em seguida, bata no liquidificador com um pouco de água até obter uma mistura homogênea. Se desejar, adoce com um pouco de mel. Consuma o suco imediatamente após o preparo para garantir a máxima absorção dos nutrientes.

Suco de urtiga

A urtiga, apesar de ser considerada uma planta daninha, possui inúmeros benefícios para a saúde, principalmente no que diz respeito ao combate à anemia. Essa planta é rica em ferro, vitamina C e clorofila, substâncias essenciais para a formação dos glóbulos vermelhos e o aumento dos níveis de hemoglobina no sangue.

Para preparar o suco de urtiga, é importante usar luvas para evitar qualquer tipo de reação alérgica causada pelo contato com a planta. Lave bem as folhas de urtiga, retire os talos e bata no liquidificador com um pouco de água. Se preferir, adicione um pouco de limão para amenizar o sabor amargo. Beba o suco imediatamente após o preparo para obter todos os benefícios.

Lembrando que essas opções de remédios caseiros para anemia na gravidez não substituem o tratamento médico, sendo sempre necessário consultar um profissional de saúde antes de iniciar qualquer tipo de tratamento. Além disso, é fundamental manter uma alimentação equilibrada e rica em ferro, utilizando esses sucos como um complemento para fortalecer o organismo. Com o acompanhamento adequado, é possível tratar e prevenir a anemia na gravidez, garantindo a saúde da mãe e do bebê.

Este conteúdo não deve ser usado como consulta médica. Para melhor tratamento, faça uma consulta com um médico.

30 de novembro de 2023 0 comments
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Senado aprova PL da taxação dos fundos exclusivos e offshores
Economia

Senado aprova PL da taxação dos fundos exclusivos e offshores

by Evidencias 29 de novembro de 2023
written by Evidencias

Aposta do governo para aumentar arrecadação, projeto vai à sanção

Senado aprova PL da taxação dos fundos exclusivos e offshores
© Lula Marques/ Agência Brasil

Os senadores aprovaram na tarde desta quinta-feira (29) o projeto de lei que muda a tributação de rendas obtidas com fundos exclusivos de investimento e offshores – empresas no exterior que administram fundos de investimentos. O texto segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.ebcebc

A taxação é uma das principais apostas do governo federal para aumentar a arrecadação de impostos, elevando os tributos dos mais ricos do Brasil. No parecer, o relator do projeto, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), estima montante de R$ 13 bilhões somente em 2024.

Pelo projeto aprovado, as regras dos fundos exclusivos serão igualadas às dos demais fundos. Com isso, os super-ricos pagarão o “come-cotas” (recolhimento periódico do imposto de renda) a partir de 2024 de 15% sobre o rendimento para fundos de longo prazo, sendo 20% no caso dos investimentos de até 1 ano (curto prazo). Os fundos serão tributados a cada 6 meses.

Atualmente, apenas 2,5 mil brasileiros aplicam em fundos exclusivos, que somam R$ 756 bilhões em patrimônio e respondem, sozinhos, por 12,3% da indústria de fundos do Brasil.

Em relação aos fundos offshores, muito usado por investidores super-ricos que entregam bens no exterior para terceiros administrarem, o projeto prevê uma cobrança anual de 15% de IR a partir de 2024. A tributação será feita uma vez ao ano, no dia 31 de dezembro.

Hoje, quem tem dinheiro em offshore só paga 15% de IR sobre o ganho de capital quando e se o dinheiro voltar ao Brasil.

Confira o projeto aprovado:

Fundos exclusivos

• Como funciona atualmente: tributação apenas no momento do resgate do investimento;

• Instrumento: originalmente era medida provisória, mas texto foi incorporado a projeto de lei;

• Tributação: alíquota de 15% (fundos de longo prazo) ou de 20% (fundos de curto prazo, de até um ano) de Imposto de Renda sobre os rendimentos uma vez a cada semestre por meio do mecanismo chamado “come-cotas” a partir do ano que vem. Fundos com maiores prazos de aplicação têm alíquotas mais baixas por causa da tabela regressiva de Imposto de Renda;

• Atualização antecipada: quem optar por começar a pagar o “come-cotas” em 2023 pagará 8% sobre o estoque dos rendimentos (tudo o que rendeu até 2023). O governo propôs dois modelos de pagamento:

– 8% para quem parcelar em quatro vezes, com a primeira prestação a partir de dezembro. Na medida provisória, o governo tinha proposto alíquota de 10% nessa situação;

– 15% para quem parcelar em 24 vezes (dois anos), com primeira prestação a partir de maio de 2024.

Offshore e trusts

• Como funciona atualmente: recursos investidos em offshores, empresas no exterior que abrigam fundos de investimentos, só pagam 15% de Imposto de Renda sobre ganho de capital se voltarem ao Brasil.

• Instrumento: projeto de lei.

• Tributação: 15% de cobrança anual de rendimentos a partir de 2024, mesmo se dinheiro ficar no exterior. Governo tinha proposto alíquotas progressivas de 0% a 22,5%, conforme os rendimentos anuais.

• Apuração: lucros das offshores serão apurados até 31 de dezembro de cada ano.

• Forma de cobrança: tributação dos trusts, relação jurídica em que dono do patrimônio transfere bens para terceiros administrarem.

• Como funcionam os trusts: atualmente, legislação brasileira não trata dessa modalidade de investimento, usada para reduzir o pagamento de tributos por meio de elisão fiscal (brechas na legislação) e facilitar distribuição de heranças em vida.

• Atualização antecipada: quem optar por atualizar o valor do estoque dos rendimentos (tudo o que rendeu até 2023) pagará menos. Nesse caso, a adesão é voluntária. O governo propôs dois modelos de pagamento:

– 8% para quem parcelar em quatro vezes, com a primeira prestação a partir de dezembro. Na medida provisória, o governo tinha proposto alíquota de 10% nessa situação;

– 15% para quem parcelar em 24 vezes (dois anos), com primeira prestação a partir de maio de 2024.

• Variação cambial: lucro com alta do dólar não será tributado em duas situações:

– variação cambial de depósitos em conta corrente ou em cartão de crédito ou débito no exterior, desde que os depósitos não sejam remunerados;

– variação cambial de moeda estrangeira para vendas de moeda de até US$ 5 mil por ano.

Fiagro e fundos de investimentos imobiliários

• Definição: Fiagros são fundos de investimento em cadeias agroindustriais, fundos de investimentos imobiliários são fundos que aplicam em imóveis.

• Como funciona atualmente: fundos com pelo menos 50 cotistas e com cotas negociadas na bolsa de valores ou em mercados de balcão de derivativos têm isenção de Imposto de Renda.

• O que muda: para obter isenção de IR, número mínimo de cotistas sobe para 100, com limite de cotas entre familiares a 30% do patrimônio líquido total, incluindo parentes até o segundo grau. Receita Federal tinha proposto 500 cotistas, depois reduziu proposta para 300.

• Impacto: segundo relator, de 70 fundos do tipo, apenas quatro perderiam a isenção do IR.

Fonte: Agência Brasil

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Cresce número de brasileiros que sacam dinheiro em bancos
Economia

Dívida Pública sobe 1,58% em outubro e aproxima-se de R$ 6,2 tri

by Evidencias 29 de novembro de 2023
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Baixo volume de vencimento de títulos contribuiu para alta

Dívida Pública sobe 1,58% em outubro e aproxima-se de R$ 6,2 tri
© Marcello Casal JrAgência Brasil

Após uma forte queda em setembro, a Dívida Pública Federal (DPF) voltou a subir em outubro, por causa do baixo volume de vencimentos de títulos. Segundo números divulgados nesta quarta-feira (29) pelo Tesouro Nacional, a DPF passou de R$ 6,028 trilhões em setembro para R$ 6,172 trilhões no mês passado, alta de 1,58%.ebcebc

Em abril, o indicador superou pela primeira vez a barreira de R$ 6 trilhões. Mesmo com a alta em outubro, a DPF continua abaixo do previsto. De acordo com o Plano Anual de Financiamento (PAF), apresentado no fim de janeiro, o estoque da DPF deve encerrar 2023 entre R$ 6,4 trilhões e R$ 6,8 trilhões.

A Dívida Pública Mobiliária (em títulos) interna (DPMFi) subiu 1,6%, passando de R$ 5,834 trilhões em setembro para R$ 5,928 trilhões em outubro. No mês passado, o Tesouro emitiu R$ 46,12 bilhões em títulos a mais do que resgatou, principalmente em papéis vinculados a Taxa Selic (juros básicos da economia). Também contribuiu para a alta a apropriação de R$ 47,47 bilhões em juros.

Por meio da apropriação de juros, o governo reconhece, mês a mês, a correção dos juros que incide sobre os títulos e incorpora o valor ao estoque da dívida pública. Com a Taxa Selic (juros básicos da economia) em 12,25% ao ano, a apropriação de juros pressiona o endividamento do governo.

No mês passado, o Tesouro emitiu R$ 72,224 bilhões em títulos da DPMFi, o volume mais baixo desde fevereiro deste ano. Com o baixo volume de vencimentos em outubro, os resgates somaram R$ 26,107 bilhões, o volume mais baixo desde junho deste ano.

No mercado externo, a alta do dólar em outubro aumentou o endividamento do governo. A Dívida Pública Federal externa (DPFe) subiu 1,05%, passando de R$ 241,78 bilhões em setembro para R$ 244,32 bilhões em outubro. O principal fator foi o avanço de 1% da moeda norte-americana no mês passado.

Colchão

Pelo segundo mês seguido, o colchão da dívida pública (reserva financeira usada em momentos de turbulência ou de forte concentração de vencimentos) subiu. Essa reserva passou de R$ 810,31 bilhões em setembro para R$ 815,6 bilhões no mês passado. O principal motivo, segundo o Tesouro Nacional, foi a emissão líquida (emissões menos resgates) no mês passado.

Atualmente, o colchão cobre 8,7 meses de vencimentos da dívida pública. Nos próximos 12 meses, está previsto o vencimento de R$ 1,284 trilhão em títulos federais.

Composição

A emissão de títulos vinculados à Selic mudou a composição da DPF. A proporção dos papéis corrigidos pelos juros básicos subiu levemente, de 38,58% em setembro para 39,19% em outubro. O PAF prevê que o indicador feche 2023 entre 38% e 42%. Até recentemente, esse tipo de papel atraiu o interesse dos compradores por causa das recentes altas da Taxa Selic, mas o percentual pode cair nos próximos meses por causa do ciclo de queda nos juros básicos da economia, que começou a ser reduzida em agosto.

A fatia de títulos prefixados (com rendimento definido no momento da emissão) caiu, passando de 26,39% para 25,98%. O PAF prevê que a parcela da Dívida Pública Federal corrigida por esse indicador terminará o ano entre 23% e 27%.

Nos últimos meses, o Tesouro tinha voltado a lançar mais papéis prefixados, por causa da diminuição da turbulência no mercado financeiro e da perspectiva de queda da Taxa Selic nos próximos meses. No entanto, uma eventual volta das instabilidades no mercado pode comprometer as emissões, porque esses títulos têm demanda maior em momento de estabilidade econômica.

A fatia de títulos corrigidos pela inflação na DPF caiu levemente, passando de 30,81% para 30,65%. O PAF prevê que os títulos vinculados à inflação encerrarão o ano entre 29% e 33%.

Composto por antigos títulos da dívida interna corrigidos em dólar e pela dívida externa, o peso do câmbio na dívida pública passou de 4,21% para 4,18%. A dívida pública vinculada ao câmbio está dentro dos limites estabelecidos pelo PAF para o fim de 2023, entre 3% e 7%.

Prazo

O prazo médio da DPF caiu de 4,14 para 4,09 anos. O Tesouro só fornece a estimativa em anos, não em meses. Esse é o intervalo médio em que o governo leva para renovar (refinanciar) a dívida pública. Prazos maiores indicam mais confiança dos investidores na capacidade do governo de honrar os compromissos.

Detentores

As instituições financeiras seguem como principais detentoras da Dívida Pública Federal interna, com 28,3% de participação no estoque. Os fundos de investimento, com 23,4%, e os fundos de pensão, com 23,3%, aparecem em seguida na lista de detentores da dívida.

Mesmo com a instabilidade no mercado externo, a participação dos não residentes (estrangeiros) subiu, passando de 9,9% em setembro para 10,2% em outubro. O percentual atingiu o maior nível desde dezembro de 2021, quando a fatia dos estrangeiros na dívida pública estava em 10,6%. Os demais grupos somam 14,8% de participação.

Por meio da dívida pública, o governo pega dinheiro emprestado dos investidores para honrar compromissos financeiros. Em troca, compromete-se a devolver os recursos depois de alguns anos, com alguma correção, que pode seguir a taxa Selic (juros básicos da economia), a inflação, o dólar ou ser prefixada (definida com antecedência).

Fonte: Agência Brasil

29 de novembro de 2023 0 comments
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Notícias de Saúde

O que é o Hipertelorismo ocular

by Evidencias 29 de novembro de 2023
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O hipertelorismo ocular é uma condição em que há um aumento anormal na distância entre as órbitas oculares, resultando em uma aparência de olhos mais afastados.

O que é o Hipertelorismo ocular

O Hipertelorismo ocular é uma condição caracterizada por um aumento anormal da distância entre os olhos. Essa condição pode ser congênita, ou seja, presente desde o nascimento, ou adquirida ao longo da vida. O Hipertelorismo ocular pode variar em gravidade e pode afetar tanto a aparência física quanto a funcionalidade dos olhos.

Quais as causas

Existem várias causas conhecidas para o Hipertelorismo ocular. Pode ser resultado de uma combinação de fatores genéticos, ambientais e desenvolvimentais. Algumas das causas comuns incluem:

1. Anormalidades cromossômicas: certas alterações genéticas podem afetar o desenvolvimento do rosto e dos olhos, levando ao Hipertelorismo ocular.

2. Síndromes congênitas: algumas síndromes genéticas, como a síndrome de Apert e a síndrome de Crouzon, estão associadas ao Hipertelorismo ocular.

3. Trauma: lesões na região da face podem levar ao deslocamento dos ossos faciais e, consequentemente, ao Hipertelorismo ocular.

4. Tumores craniofaciais: certos tipos de tumores craniofaciais podem causar o aumento da distância entre os olhos.

5. Exposição a substâncias tóxicas durante a gravidez: certos medicamentos ou substâncias químicas podem interferir no desenvolvimento fetal e levar ao Hipertelorismo ocular.

Possíveis sinais e sintomas

Os sinais e sintomas do Hipertelorismo ocular podem variar de acordo com a gravidade da condição. Alguns possíveis sinais e sintomas incluem:

1. Distância aumentada entre os olhos.

2. Face alargada.

3. Problemas de visão, como visão dupla ou redução da acuidade visual.

4. Dificuldade em fechar completamente os olhos.

5. Problemas respiratórios, especialmente em casos mais graves.

É importante notar que o Hipertelorismo ocular pode estar associado a outras anomalias faciais e cranianas, o que pode aumentar os problemas de saúde e a complexidade do tratamento.

Como é feito o tratamento

O tratamento do Hipertelorismo ocular depende da causa subjacente, da idade do indivíduo e da gravidade da condição. Geralmente, uma equipe multidisciplinar de especialistas, incluindo cirurgiões-plásticos, neurocirurgiões, oftalmologistas e ortodontistas, trabalha em conjunto para desenvolver um plano de tratamento individualizado.

O tratamento pode envolver cirurgia para reposicionar os ossos faciais, corrigir anomalias estruturais e melhorar a aparência estética. Em casos mais graves, podem ser necessárias múltiplas cirurgias ao longo do tempo para alcançar os melhores resultados.

Além da cirurgia, terapias de reabilitação visual e terapia ocupacional também podem ser recomendadas para melhorar a funcionalidade e adaptabilidade dos olhos e do rosto.

Em suma, o Hipertelorismo ocular é uma condição que requer atenção médica especializada. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado podem ajudar a melhorar a qualidade de vida e minimizar os impactos físicos e emocionais associados a essa condição. Se você suspeitar que você ou alguém que você conhece pode ter Hipertelorismo ocular, é importante procurar um médico experiente nessa área para uma avaliação detalhada e orientações adequadas.

Este conteúdo não deve ser usado como consulta médica. Para melhor tratamento, faça uma consulta com um médico.

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Cresce número de graduados trabalhando em postos de menos escolaridade
Economia

Cresce número de graduados trabalhando em postos de menos escolaridade

by Evidencias 29 de novembro de 2023
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Total de pessoas ocupadas com curso superior completo aumentou 15,5%

Cresce número de graduados trabalhando em postos de menos escolaridade
© Tomaz Silva/Agência Brasil

O número de pessoas ocupadas que têm ensino superior completo cresceu 15,5%, entre 2019 e 2022, revela análise do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PnadC), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A alta, no entanto, é maior em ocupações que não exigem esse nível de escolaridade.ebcebc

O levantamento aponta aumento de 22% no percentual de pessoas com nível superior trabalhando como balconistas ou vendedores de loja. Também cresceu 45% o número de pessoas com nível superior completo trabalhando como profissionais de nível médio de enfermagem.

O número de ocupados com ensino médio completo cresceu 7,1% e o número total de ocupados aumentou 4%. “Nesse sentido, o aumento de ocupados com maiores níveis de instrução acompanhou a ampliação da escolaridade da sociedade brasileira como um todo”, diz o Dieese, que produziu um recorte para motoristas e entregadores por aplicativo. Dos 704 mil motoristas de aplicativo, cerca de 86 mil têm ensino superior completo, excluindo os taxistas. O maior número é de profissionais com ensino médio completo (461 mil). Entre os entregadores, do total de 589 mil, cerca de 70 mil completaram o curso superior.

Escolarização

A tendência reflete o aumento (14,9%) do número de pessoas em idade ativa, ou seja, de 14 anos de idade ou mais, com ensino superior completo, na comparação entre 2019 e de 2022. Isso equivale a cerca de 3,7 milhões a mais pessoas com tal qualificação.

O maior crescimento percentual foi no ensino superior. No ensino médio completo, a quantidade de pessoas em idade ativa que atingiram esse nível de escolaridade cresceu 5,9% no mesmo período. Entre os que têm ensino fundamental completo, houve queda de 4,6%. O total de pessoas de 14 anos ou mais subiu 2,9%.

O Dieese destaca, no boletim, que o fenômeno do aumento da escolarização, especialmente no ensino superior, já ocorre há vários anos em decorrência da ampliação das universidades públicas e de programas federais de acesso e financiamento às universidades privadas, principalmente a partir do início dos anos 2000.

“Porém, percebe-se cotidianamente a dificuldade das pessoas com diploma de nível superior de conseguir algum trabalho compatível com essa escolaridade, devido aos problemas estruturais da economia brasileira, que apresenta crises recorrentes e baixo crescimento, especialmente nos últimos anos”, diz o texto.

Rendimentos

O rendimento médio, no entanto, caiu 0,5% para o total de ocupados. Entre os que têm ensino médio completo, a queda do rendimento real foi de 2,5% e, entre aqueles com ensino superior completo, de 8,7%.

No total de ocupados, o valor caiu de R$ 2.834 para R$ 2.819. Entre os ocupados com ensino médio completo, a média ficou em R$ 2.140 no ano passado e, em 2019, era de R$ 2.196. Entre aqueles com ensino superior completo os ganhos baixaram de R$ 6.188 para R$ 5.650.

O Dieese chama a atenção para que esses dados não sirvam de desestímulo para que pessoas de famílias de baixa renda cursem o ensino superior. “Mas, sim, para a discussão da necessidade de dinamizar e adensar a economia brasileira a fim de gerar postos de trabalho mais complexos”, diz o texto. A instituição lembra ainda que as informações mostram a necessidade de políticas públicas de financiamento para que pessoas de baixa renda acessem universidades.

Fonte: Agência Brasil

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Mais de 180 milhões na AL e Caribe não têm renda para suprir o básico
Economia

IGP-M registra inflação de 0,59% em novembro, aponta FGV

by Evidencias 29 de novembro de 2023
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Taxa é superior ao 0,50% do mês anterior

IGP-M registra inflação de 0,59% em novembro, aponta FGV
© Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), registrou inflação de 0,59% em novembro. A taxa é superior ao 0,50% do mês anterior. Em novembro do ano passado, o indicador havia registrado deflação (queda de preços) de 0,56%.ebcebc

Com o resultado, o IGP-M acumula deflação de 3,89% no ano e de 3,46% em 12 meses.

Apesar das quedas de preços acumuladas no ano e no período de 12 meses, o IGP-M vem mostrando tendência de aumento de sua taxa mensal, desde julho deste ano, quando apresentou uma deflação de 0,72%, depois de uma queda de preços de 1,93% em junho.

O IGP-M ainda apresentou uma taxa de deflação de 0,14% em agosto, mas desde setembro vem mostrando inflação crescente, começando com uma alta de preços de 0,37% em setembro.

Fonte: Agência Brasil

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Esperança de vida ao nascer no Brasil fica em 75,5 anos em 2022
Economia

Esperança de vida ao nascer no Brasil fica em 75,5 anos em 2022

by Evidencias 29 de novembro de 2023
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Estudo mostra pela 1ª vez impacto da pandemia na expectativa de vida

Esperança de vida ao nascer no Brasil fica em 75,5 anos em 2022
© Tomaz Silva/Agência Brasil

A expectativa de vida ao nascer no Brasil, em 2022, ficou em 75,5 anos, segundo dados das Tábuas da Mortalidade, divulgados nesta quarta-feira (29), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).  ebcebc

O estudo foi construído com base no Censo Demográfico de 2022, diferentemente dos anos anteriores, em que a expectativa de vida era calculada a partir de projeções populacionais revisadas em 2018, que eram baseadas no Censo de 2010. 

A informação mostra também, pela primeira vez, os impactos da pandemia de covid-19 na expectativa de vida do brasileiro, uma vez que os números de 2020 (76,8 anos) e 2021 (77 anos) ainda não levavam em conta os óbitos provocados pela doença. “A gente fez uma estimativa não prevendo uma crise sanitária que afetasse os óbitos”, diz Izabel Marri, pesquisadora do IBGE. 

Neste ano, o IBGE também está revisando os números de anos anteriores. Os números preliminares apontam que a esperança de vida no país em 2020 foi de 74,8 anos, portanto, dois anos a menos do que o estimado anteriormente. Em 2021, ano da pandemia com mais mortes, foi de 72,8 anos (ou seja, 4,2 anos a menos). 

Esperança recuperada

“A esperança de vida de 2022 é como se a gente recuperasse um pouco a esperança de vida em relação ao pior ano da pandemia. Passado o pior ano, com o maior aumento de óbitos do mundo, a gente consegue recuperar um cálculo de esperança de vida ao nascer”, afirma Marri. 

Em relação aos anos pré-pandemia, a revisão do IBGE aponta para as seguintes expectativas de vida: 2019 (76,2 anos), 2018 (76,1 anos), 2017 (75,6 anos) e 2016 (75,3 anos). Portanto, com a revisão do IBGE, a esperança de vida ao nascer em 2022 é a menor desde 2017. 

Marri acredita que, em 2023, cujos dados sairão apenas em 2024, a expectativa de vida continuará crescendo, recuperando as perdas ocorridas durante a pandemia. “A gente já recuperou um pouco o nível de esperança de vida ao nascer e a gente tende a recuperar um pouco mais no próximo ano”, argumenta a pesquisadora. 

Sexo 

Em relação aos sexos, a expectativa de vida das mulheres ficou em 79 anos, abaixo dos 80,1 anos de 2019, enquanto a dos homens ficou em 72 anos, taxa também inferior aos 73,1 anos de 2019. 

A probabilidade de morte do recém-nascido – registrada em 2022 – ficou em 12,84 por mil nascidos vivos, acima dos 11,94 por mil de 2019. Entre os homens, a taxa foi de 13,94 (superior aos 12,85 de 2019), enquanto entre as mulheres foi 11,69 (maior que os 10,98 de 2019).

Fonte: Agência Brasil

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