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Governo encerra 2023 com folga de R$ 50,75 bilhões na regra de ouro
Economia

Entidades do setor produtivo pedem cortes maiores na Selic

by Evidencias 20 de março de 2024
written by Evidencias

Para CNI, Copom tem de considerar impacto dos juros sobre economia

Entidades do setor produtivo pedem cortes maiores na Selic
© Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo

A redução da Taxa Selic (juros básicos da economia) em 0,5 ponto percentual recebeu críticas do setor produtivo. Entidades da indústria e centrais sindicais pediram mais ousadia do Banco Central (BC) na hora de cortar os juros.ebcebc

Em nota, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) destacou que o corte de 0,5 ponto é insuficiente. Segundo a entidade, a inflação controlada permite reduções maiores que barateariam o crédito para investimentos e impulsionariam a política de reindustrialização.

“É importante que o Banco Central compreenda a realidade brasileira e dê a sua contribuição para a tão necessária redução do custo financeiro suportado pelas empresas, que se acumula ao longo das cadeias produtivas, e pelos consumidores. Sem essa mudança urgente de postura, fica mais difícil avançar na agenda de neoindustrialização, o que, consequentemente, anula oportunidades de mais prosperidade econômica para o país”, destacou em nota o presidente da CNI, Ricardo Alban.

A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) pediu que o BC não mexa no ritmo dos cortes e mantenha a redução de 0,5 ponto nas próximas reuniões. Em comunicado emitido logo após a reunião, o Copom informou que pretende fazer apenas um corte adicional de 0,5 ponto em maio, indicando que deve interromper o ciclo de reduções dos juros em junho.

“Essa queda de 0,5 ponto percentual precisa ser mantida nas próximas reuniões do Comitê de Política Monetária, haja vista que a economia e, sobretudo, a indústria seguem sofrendo os efeitos da taxa ainda elevada. O resultado negativo da produção industrial em janeiro reflete bem esse cenário”, destacou a entidade.

Centrais sindicais

Embora tenham indicado que os cortes estão na direção certa, as entidades de trabalhadores também criticaram a decisão do Banco Central. Para as centrais sindicais, o nível ainda alto da taxa de juros prejudica a recuperação da economia.

“Não há o que comemorar, pelo contrário. Simplesmente significa que o Banco Central está praticando uma política monetária prejudicial ao desenvolvimento do país há anos. Porque, mesmo tendo chegado ao menor nível em dois anos, o índice ainda é alto e trava a economia brasileira”, destacou em nota a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e vice-presidenta da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Juvandia Moreira.

Para a Força Sindical, a queda da Selic em 0,5 ponto é tímida e insuficiente para aquecer o consumo, gerar empregos, melhorar o Produto Interno Bruto (PIB) e distribuir renda. “Um pouco mais de ousadia traria enormes benefícios para o setor produtivo, que gera emprego e renda e anseia há tempos por um crescimento expressivo da economia. É um absurdo esta mesmice conformista dos tecnocratas do Banco Central”, criticou em comunicado o presidente da Força, Miguel Torres.

Fonte: Agência Brasil

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Dólar cai para R$ 4,97 após decisão de Banco Central americano
Economia

Dólar cai para R$ 4,97 após decisão de Banco Central americano

by Evidencias 20 de março de 2024
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Bolsa sobe 1,25% após Fed manter juros nos Estados Unidos

Dólar cai para R$ 4,97 após decisão de Banco Central americano
© Valter Campanato/Agência Brasil

Em um dia de alívio no mercado internacional, o dólar teve forte queda e voltou a fechar abaixo de R$ 5. A bolsa de valores subiu mais de 1% após o Federal Reserve (Fed, Banco Central norte-americano) manter os juros básicos nos Estados Unidos.ebcebc

O dólar comercial encerrou esta quarta-feira (20) vendido a R$ 4,975, com queda de R$ 0,055 (-1,09%). A cotação iniciou o dia estável, mas passou a cair após a abertura dos mercados norte-americanos. Após a decisão do Fed, a moeda passou a cair ainda mais.

Com a queda desta quarta-feira, a divisa praticamente zerou a alta em março. Em 2024, o dólar acumula ganhos de 2,51%.

No mercado de ações, o dia também foi marcado por avanços. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 129.185 pontos, com avanço de 1,25%. Em alta pelo terceiro dia seguido, o indicador operou próximo da estabilidade até o início da tarde. Depois da decisão do Fed, a bolsa passou a disparar, até encerrar próxima da máxima do dia.

Em todo o planeta, o mercado financeiro teve um dia de alívio após o Fed manter os juros básicos da economia norte-americana entre 5,25% e 5,5% ao ano, nível que vigora desde julho do ano passado. No comunicado, a autoridade monetária norte-americana indicou que pretende cortar os juros três vezes até o fim do ano, o que animou os investidores.

Após recentes dados que apontavam o aquecimento da economia norte-americana, parte dos investidores passou a acreditar que o Fed faria apenas dois cortes em 2024. Juros menos altos em economias avançadas estimulam a migração de capitais para economias emergentes, como o Brasil, empurrando para baixo a cotação do dólar e favorecendo a bolsa de valores.

O desempenho do mercado financeiro ainda não refletia a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) no Brasil. Como previsto, o Banco Central brasileiro cortou a taxa Selic, juros básicos da economia em 0,5 ponto percentual, para 10,75% ao ano.

*Com informações da Reuters

Fonte: Agência Brasil

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Notícias de Saúde

Vitamina C e E na gravidez: quais os riscos

by Evidencias 20 de março de 2024
written by Evidencias

A vitamina C e E são essenciais durante a gravidez, ajudando no desenvolvimento fetal e no fortalecimento do sistema imunológico. Porém, o uso excessivo dessas vitaminas pode trazer riscos para a saúde da gestante e do bebê. É importante consultar um médico antes de usar suplementos e respeitar as doses recomendadas.

O que é a rotura prematura de membranas

A rotura prematura de membranas (RPM) é uma condição que ocorre quando as membranas que envolvem o bebê no útero se rompem antes do início do trabalho de parto. Isso geralmente acontece depois da 37ª semana de gestação, mas pode ocorrer também antes desse período, o que é chamado de rotura prematura de membranas pré-termo.

Em algumas situações, a RPM pode ser uma condição comum e natural, como quando ocorre durante o trabalho de parto. No entanto, quando acontece de forma prematura, pode apresentar alguns riscos para a mãe e para o bebê. É importante compreender os fatores de risco e saber identificar os sinais e sintomas dessa condição.

Existem várias causas possíveis para a RPM, incluindo infecções, descolamento prematuro da placenta, histórico de RPM em gestações anteriores, tabagismo, baixo índice de líquido amniótico e cirurgias prévias no útero. É importante mencionar que o uso de suplementos de vitamina C e E durante a gravidez não foi comprovado como uma causa direta da RPM.

Os sintomas da RPM incluem a liberação de líquido pela vagina, como se fosse um escape de urina, mas com odor característico de líquido amniótico. A mulher pode sentir um fluxo constante de líquido ou perceber episódios intermitentes. Além disso, pode haver sangramento vaginal e contrações uterinas.

Como usar os suplementos com segurança

O uso de suplementos de vitamina C e E durante a gravidez pode trazer benefícios para a saúde da mãe e do bebê. Essas vitaminas são importantes para o funcionamento adequado do sistema imunológico, além de atuarem como antioxidantes, protegendo o organismo contra danos causados pelos radicais livres.

No entanto, é essencial que a gestante utilize esses suplementos com segurança, levando em consideração algumas recomendações importantes. É sempre recomendado consultar um médico antes de iniciar qualquer tipo de suplementação durante a gestação.

A dose diária recomendada de vitamina C para mulheres grávidas é de aproximadamente 85 mg, enquanto a de vitamina E é de cerca de 15 mg. É importante lembrar que essas quantidades podem variar de acordo com cada caso, e é o médico que irá determinar a dose adequada para cada gestante.

É fundamental escolher um suplemento de qualidade, de preferência com registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e seguir as orientações de uso indicadas na embalagem. O uso indiscriminado de suplementos pode trazer riscos para a gestante e o bebê, como o excesso de vitamina C, que pode causar diarreia e distúrbios abdominais, e o excesso de vitamina E, que pode interferir na coagulação sanguínea.

Além disso, é importante garantir uma alimentação equilibrada e variada, que forneça todas as necessidades nutricionais da gestante e do bebê. Uma alimentação rica em frutas cítricas, como laranja e limão, e alimentos como cereais, legumes e castanhas, pode suprir as necessidades de vitamina C e E de forma natural.

Em suma, o uso de suplementos de vitamina C e E na gravidez pode trazer benefícios para a saúde da mãe e do bebê, desde que seja feito de forma segura e sob orientação médica. É fundamental seguir as recomendações de dose e escolher suplementos de qualidade. No entanto, é válido ressaltar que o uso dessas vitaminas não está relacionado diretamente com o risco de rotura prematura de membranas. A RPM é uma condição complexa, que pode ocorrer por diversos motivos, e deve ser avaliada e acompanhada por um profissional de saúde qualificado.

Este conteúdo não deve ser usado como consulta médica. Para melhor tratamento, faça uma consulta com um médico.

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Copom reduz juros básicos da economia para 10,75% ao ano
Economia

Copom reduz juros básicos da economia para 10,75% ao ano

by Evidencias 20 de março de 2024
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Queda de 0,5 ponto era esperada pelo mercado financeiro

Copom reduz juros básicos da economia para 10,75% ao ano
© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O comportamento dos preços fez o Banco Central (BC) cortar os juros pela sexta vez seguida. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa Selic, juros básicos da economia, em 0,5 ponto percentual, para 10,75% ao ano. A decisão era esperada pelos analistas financeiros.ebcebc

Em comunicado, o Copom informou que deverá fazer apenas mais uma redução de 0,5 ponto na próxima reunião, em maio, o que aumenta a chance de a autoridade pausar o ciclo de cortes a partir de junho. Nos textos anteriores, o órgão indicava que prosseguiria com as reduções “nas próximas reuniões”.

Segundo o comunicado, o cenário para a inflação permanece inalterado, com riscos tanto de alta como de baixa. Entre os fatores que podem elevar a inflação, estão a persistência das pressões inflacionárias globais e o aquecimento do setor de serviços. Entre os possíveis fatores de queda, estão a desaceleração da economia global maior que a projetada e impactos mais fortes que o esperado das altas de juros em outros países.

A taxa está no menor nível desde março de 2022, quando também estava em 10,75% ao ano. De março de 2021 a agosto de 2022, o Copom elevou a Selic por 12 vezes consecutivas, num ciclo de aperto monetário que começou em meio à alta dos preços de alimentos, de energia e de combustíveis. Por um ano, de agosto de 2022 a agosto de 2023, a taxa foi mantida em 13,75% ao ano por sete vezes seguidas.

Antes do início do ciclo de alta, a Selic tinha sido reduzida para 2% ao ano, no nível mais baixo da série histórica iniciada em 1986. Por causa da contração econômica gerada pela pandemia de covid-19, o Banco Central tinha derrubado a taxa para estimular a produção e o consumo. A taxa ficou no menor patamar da história de agosto de 2020 a março de 2021.

Inflação

A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em fevereiro, o indicador ficou em 0,83% e acumula 4,5% em 12 meses. Após sucessivas quedas nos últimos meses, a inflação voltou a subir levemente por causa de alimentos e de serviços de educação.

O índice em 12 meses está exatamente no teto da meta de inflação. Para 2024, o Conselho Monetário Nacional (CMN) fixou meta de inflação de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. O IPCA, portanto, não podia superar 4,5% nem ficar abaixo de 1,5% neste ano. 

No Relatório de Inflação, divulgado no fim de dezembro pelo Banco Central, a autoridade monetária manteve a estimativa de que o IPCA fecharia 2024 em 3,5% no cenário base. A projeção, no entanto, pode ser revista na nova versão do relatório, que será divulgada no fim de março.

As previsões do mercado estão mais otimistas que as oficiais. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo BC, a inflação oficial deverá fechar o ano em 3,79%, abaixo portanto do teto da meta. Há um mês, as estimativas do mercado estavam em 3,82%.

Crédito mais barato

A redução da taxa Selic ajuda a estimular a economia. Isso porque juros mais baixos barateiam o crédito e incentivam a produção e o consumo. Por outro lado, taxas mais baixas dificultam o controle da inflação. No último Relatório de Inflação, o Banco Central reduziu para 1,7% a projeção de crescimento para a economia em 2024.

O mercado projeta crescimento um pouco melhor. Segundo a última edição do boletim Focus, os analistas econômicos preveem a expansão de 1,8% do PIB em 2023.

A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir.

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Fonte: Agência Brasil

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Governo prepara projeto de lei com novo programa para setor de eventos
Economia

Dívidas dos estados: proposta de renegociação só na semana que vem

by Evidencias 20 de março de 2024
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Haddad participou de encontro de Lula com o governador do Rio

Dívidas dos estados: proposta de renegociação só na semana que vem
© Paulo Pinto/Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, apresentará a governadores, na semana que vem, a proposta de negociação das dívidas dos estados com a União. Segundo ele, a reunião está pré-agendada para o dia 26 e o projeto de lei que será encaminhado ao Congresso Nacional já recebeu aval do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.ebcebc

Nesta quarta-feira (20), Haddad participou de encontro do presidente Lula com o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, no Palácio do Planalto, para tratar da situação da dívida do estado.

“É a quarta reunião que a gente faz sobre a questão da dívida. Já fiz com o governador [do Rio Grande do Sul] Eduardo Leite; com [o governador de Minas Gerais, Romeu] Zema; com o presidente [Lula], Zema e Cláudio Castro, mas semana que vem nós vamos ter uma reunião, vamos apresentar a proposta da União para os governadores”, disse Haddad, ao chegar na sede do Ministério da Fazenda, após o encontro.

O endividamento dos estados com a União é devido a empréstimos diretos feitos pelo governo federal a esses entes ou nas situações em que os estados contratam crédito no mercado financeiro, tendo a União como garantidora. Em fevereiro de 2024, por exemplo, o Tesouro Nacional pagou R$ 1,22 bilhão em dívidas atrasadas de estados, de acordo com o Relatório de Garantias Honradas pela União em Operações de Crédito.

Nesse caso, o Tesouro cobre a dívida vencida mas cobra as contragarantias, como a retenção de repasses da União para o ente devedor – como receitas dos fundos de participação e Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), além de multa, juros e custos operacionais. Com isso, os débitos de Minas Gerais, por exemplo, ultrapassam os R$ 160 bilhões. O Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Goiás também enfrentam o mesmo problema.

Em declaração recente, o presidente Lula afirmou que é obrigação do governo federal “sentar e tentar encontrar uma solução” para a questão.

Rio de Janeiro

Durante o encontro com Lula, o governador Cláudio Castro comunicou ao presidente a intenção do estado do Rio de Janeiro de ingressar com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para rediscutir a dívida. Segundo ele, Lula pediu “que esperasse um pouco”, aguardasse a reunião do ministro Haddad com os governadores.

“Ele [ministro Haddad] levou a nossa proposta inicial para tentar, junto com as propostas que ele vai apresentar, agregar nelas aquilo que o Rio de Janeiro já pleiteia. Então, ficamos de esperar até o dia 26 para que a gente tente, em mais uma rodada de negociação, colocar aquilo que o Rio de Janeiro entende como justo”, disse Castro.

Segundo o governador, a proposta da ação não é “brigar” mas estabelecer uma conciliação. “Talvez numa seara com o Supremo nós pudéssemos, através de acordo judicial, fazer chegar a consensos que, às vezes, na esfera administrativa não são possíveis”, disse.

“Como foi, por exemplo, o regime de recuperação fiscal do Rio, como foi a questão de Minas, de Goiás, do Rio Grande do Sul, que todos, de uma forma ou de outra, acabaram passando pelo STF e esbarravam em situações que, juridicamente, só uma decisão judicial pode resolver. Então, não na perspectiva de briga mais, talvez, de uma conciliação”, acrescentou.

Castro afirmou que o Rio de Janeiro possui questões históricas que devem ser discutidas, como compensações devidas e situações onde o estado foi “obrigado a abrir mão de ações” para ter socorro imediato. Para ele, além da natureza da dívida em si, o estado quer tratar dos indexadores futuros (dos juros e multas) e da revisão do regime de recuperação fiscal.

Recuperação fiscal

Nos últimos anos, decisões do Supremo Tribunal Federal impediram a execução das contragarantias de vários estados em dificuldade financeira. Posteriormente, a corte mediou negociações para inclusão ou continuidade de governos estaduais no regime de recuperação fiscal (RRF), que prevê o parcelamento e o escalonamento das dívidas com a União em troca de um plano de ajuste de gastos. Goiás, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul fecharam acordos com o governo federal.

No início da pandemia de covid-19, a corte concedeu liminar para suspender a execução de garantias em diversos estados. Algumas contragarantias de Minas Gerais também não foram executadas por causa de liminares concedidas pelo Supremo.

Com a adesão do estado do Rio de Janeiro ao RRF, no fim de 2017, o estado pôde contratar novas operações de crédito com garantia da União, mesmo estando inadimplente. No fim de 2020, o ministro Luiz Fux, do STF, concedeu liminar mantendo o Rio de Janeiro no regime de recuperação fiscal. Em junho do ano passado, o estado, em acordo mediado pelo STF, concluiu as negociações com a União para continuar no RRF.

Também em junho de 2022, o Rio Grande do Sul fechou acordo com a União e teve o plano de recuperação fiscal homologado. O plano permite que o estado volte a pagar, de forma escalonada, a dívida da União, cujo pagamento estava suspenso por liminar do Supremo Tribunal Federal desde julho de 2017. Em troca, o governo gaúcho deverá executar um programa de ajuste fiscal que prevê desestatizações e reformas para reduzir os gastos locais.

Em maio de 2020, o STF autorizou o governo goiano a aderir ao pacote de recuperação fiscal em troca da adoção de um teto de gastos estadual. Em dezembro de 2021, Goiás assinou a adesão ao RRF, que permite a suspensão do pagamento de dívidas com a União em troca de um plano de ajuste de gastos.

Minas Gerais é único estado endividado que não aderiu ao RRF. Em julho de 2022, o ministro Nunes Marques, do STF, concedeu liminar que permite ao governo mineiro negociar um plano de ajuste com a União sem a necessidade de reformar a Constituição estadual. No mesmo mês, o Tesouro Nacional publicou uma portaria autorizando o governo de Minas a elaborar uma proposta que oficialize o ingresso no programa.

Atualmente, a Assembleia Legislativa analisa um projeto de lei do RRF estadual. Em novembro do ano passado, o governo concordou com a proposta do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), de federalizar as estatais mineiras para pagar as dívidas do estado com a União. Em dezembro, Nunes Marques prorrogou a data-limite de adesão ao RRF para 20 de abril deste ano.

*Colaborou Wellton Máximo

Fonte: Agência Brasil

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Notícias de Saúde

Página não encontrada

by Evidencias 20 de março de 2024
written by Evidencias

A página que você está procurando não foi encontrada. Descubra informações relevantes sobre o tema que lhe interessa.

Página não encontrada: Por que isso acontece?

A tão temida página não encontrada, também conhecida como erro 404, é um problema comum que todos nós já nos deparamos ao navegar na internet. Mas por que essa mensagem aparece tantas vezes? Neste artigo, vamos explorar as principais razões por trás do erro 404 e como evitá-lo.

Redirecionamentos: o segredo para evitar a página não encontrada

Um redirecionamento adequado é a chave para evitar que os visitantes de um website se deparem com a tão temida mensagem de erro 404. Ao redirecionar corretamente as URLs que foram alteradas ou removidas para novas páginas ou recursos relevantes, você não apenas evita frustrações para os usuários, mas também melhora o seu SEO.

Links quebrados: um problema comum

Um dos principais motivos pelos quais os usuários se deparam com a página não encontrada é devido aos links quebrados. Quando um link é inserido incorretamente ou aponta para uma página que não existe mais, o erro 404 é exibido. Portanto, é fundamental verificar regularmente todos os links internos e externos do seu site para garantir que eles estejam funcionando corretamente.

Redes sociais: pesos-pesados para evitar a página não encontrada

As redes sociais desempenham um papel importante na divulgação de conteúdo e atração de visitantes para um site. No entanto, se o link compartilhado nas redes sociais apontar para uma página inexistente, a experiência do usuário pode ser prejudicada. Para evitar isso, é essencial configurar redirecionamentos corretos ao alterar URLs, garantindo que os links compartilhados nas redes sociais sejam sempre funcionais.

O impacto do erro 404 na experiência do usuário

A página não encontrada não é apenas uma inconveniência, mas também afeta diretamente a experiência do usuário. Quando um visitante é direcionado para uma página inexistente, ele pode se sentir frustrado e desistir do seu site. Isso não apenas resulta em uma perda de tráfego, mas também pode prejudicar a reputação da sua marca. Portanto, é essencial oferecer soluções adequadas para evitar que os usuários se deparem com o erro 404.

Personalizando a página de erro 404

Ao invés de exibir apenas uma mensagem genérica, personalizar a página de erro 404 pode fazer toda a diferença para a experiência do usuário. Adicionar informações relevantes, como um campo de pesquisa ou links para as seções mais populares do site, pode ajudar os visitantes a encontrar o que estão procurando, mesmo quando ocorrer um erro. Além disso, uma página de erro customizada também transmite profissionalismo e cuidado com o usuário.

A importância das ferramentas de monitoramento

As ferramentas de monitoramento desempenham um papel fundamental na identificação e resolução de problemas relacionados à página não encontrada. Ao utilizar ferramentas específicas, é possível identificar quais páginas geram o erro 404 com mais frequência e, assim, realizar as ações necessárias para corrigir o problema. Além disso, essas ferramentas também fornecem informações valiosas sobre o desempenho geral do site, permitindo otimizações adicionais.

Evitando a página não encontrada: boas práticas

Além de implementar as estratégias mencionadas acima, existem algumas boas práticas para evitar que a página não encontrada seja um problema constante. Redirecionar corretamente as URLs, ter um planejamento adequado ao fazer alterações no site, testar os links e implementar um sistema de prevenção de erros são algumas das medidas-chave que podem ser adotadas para garantir uma experiência de navegação livre de frustrações.

Em resumo, a página não encontrada é um problema comum, mas que pode ser facilmente evitado com as estratégias adequadas. Cuidar dos redirecionamentos, verificar os links regularmente, personalizar a página de erro e utilizar ferramentas de monitoramento são passos essenciais para garantir que seus visitantes sempre encontrem o que estão procurando. Ao adotar essas boas práticas, você estará demonstrando profissionalismo e cuidado com a experiência do usuário no seu site.

Este conteúdo não deve ser usado como consulta médica. Para melhor tratamento, faça uma consulta com um médico.

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Notícias de Saúde

Qual o médico que cuida do intestino?

by Evidencias 20 de março de 2024
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O médico responsável por cuidar do intestino é o proctologista, especialista em diagnosticar e tratar doenças relacionadas ao cólon, reto e ânus.

Qual o médico que cuida do intestino?

Quando marcar consulta

Muitas pessoas têm dúvidas sobre qual especialista procurar quando apresentam problemas relacionados ao intestino. O trato intestinal é uma parte vital do nosso organismo e qualquer desconforto nessa região pode afetar significativamente nossa qualidade de vida. Portanto, saber qual médico procurar é fundamental para receber o diagnóstico e tratamento adequados. Neste artigo, abordaremos o tema “Qual o médico que cuida do intestino?”, esclarecendo todas as dúvidas sobre o assunto.

Gastroenterologista: o especialista para problemas intestinais

Quando surgem sintomas como dores abdominais recorrentes, diarreia ou constipação persistente, flatulência excessiva ou qualquer outro desconforto intestinal, o primeiro passo é procurar um gastroenterologista. Esse médico especializado no trato gastrointestinal é responsável por diagnosticar e tratar as doenças que afetam o intestino, estômago, esôfago, pâncreas, fígado, entre outros órgãos relacionados.

A consulta com um gastroenterologista é indicada quando há suspeita de doenças como a síndrome do intestino irritável, doença de Crohn, colite ulcerativa, diverticulose, entre outras patologias que podem afetar o intestino. Além disso, esse especialista também é responsável por realizar exames complementares, como a endoscopia e a colonoscopia, para avaliar a saúde do trato gastrointestinal.

Quando buscar um proctologista

Em algumas situações, é necessário procurar um médico proctologista, que é especializado especificamente em problemas relacionados ao ânus e ao reto. Esse profissional trata de doenças como hemorroidas, fissuras anais, fístulas e outras condições que afetam diretamente essa região específica.

Se você está sofrendo com sintomas como coceira ou dor anal, sangramento durante a evacuação ou sente um nódulo próximo ao canal anal, um proctologista é o especialista indicado para diagnosticar e tratar essas condições. Vale ressaltar que, muitas vezes, o gastroenterologista e o proctologista trabalham de forma integrada para proporcionar um cuidado completo ao paciente, caso seja necessário.

Quando consultar um nutricionista

Embora não seja um especialista exclusivamente focado em doenças intestinais, o nutricionista pode desempenhar um papel fundamental na saúde gastrointestinal. Ele pode auxiliar no tratamento e na prevenção de problemas como a constipação, a síndrome do intestino irritável e outras condições relacionadas à alimentação.

Se você sofre com problemas intestinais crônicos relacionados à dieta, como intolerâncias alimentares, síndrome do intestino irritável ou simplesmente procura melhorar a saúde do seu intestino, marcar uma consulta com um nutricionista pode ser uma excelente escolha. Esse profissional poderá avaliar seus hábitos alimentares, identificar possíveis desequilíbrios nutricionais e propor um plano alimentar adequado às suas necessidades, visando otimizar sua saúde intestinal.

A importância de consultar um médico especializado

Embora os problemas intestinais muitas vezes possam ser tratados com medicamentos de venda livre ou mudanças na alimentação, é sempre recomendado procurar um médico especializado para um diagnóstico assertivo e um tratamento adequado. Problemas intestinais podem ser mais complexos do que parecem e o acompanhamento de um profissional pode prevenir complicações e garantir uma abordagem personalizada para cada caso.

A saúde intestinal é fundamental para o bom funcionamento de todo o organismo, e contar com o apoio de um gastroenterologista, proctologista ou nutricionista garante que você estará recebendo o cuidado especializado necessário para manter seu intestino saudável e funcionando adequadamente.

Em suma, se você está enfrentando problemas intestinais, consulte um especialista. Marque uma consulta com um gastroenterologista, proctologista ou um nutricionista, dependendo das suas necessidades específicas. Esses profissionais serão capazes de realizar o diagnóstico correto e propor um tratamento adequado, oferecendo o suporte necessário para cuidar do seu intestino e, consequentemente, da sua saúde como um todo.

Este conteúdo não deve ser usado como consulta médica. Para melhor tratamento, faça uma consulta com um médico.

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Fidúcia nega vazamento de Pix, mas rescinde contrato com cliente
Economia

Fidúcia nega vazamento de Pix, mas rescinde contrato com cliente

by Evidencias 19 de março de 2024
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BC informou incidente na noite desta segunda-feira

Fidúcia nega vazamento de Pix, mas rescinde contrato com cliente
© Agência Brasil

Acusada pelo Banco Central (BC) de ter permitido a violação de dados de mais de 46 mil chaves Pix, a Fidúcia Sociedade de Crédito ao Microempreendedor e à Empresa de Pequeno Porte Limitada (Fidúcia) negou que os dados tenham vazado. Em nota divulgada à imprensa, a instituição financeira afirmou que um cliente pediu informações em grande escala, mas foi bloqueado.ebcebc

De acordo com o comunicado, não houve o vazamento de nenhum dado bancário, informações cadastrais nem de chaves Pix. O que aconteceu, segundo a instituição, foi um pedido de um único cliente que usou uma “base de dados proprietária” para fazer uma consulta.

“Essa atividade incomum de solicitação de confirmação de chaves Pix foi prontamente identificada pelo provedor tecnológico e rapidamente bloqueada”, informou a Fidúcia. “O cliente foi descontinuado junto à Fidúcia e teve seu contrato rescindido por operação diversa daquela prevista contratualmente”, acrescentou o comunicado.

A nota destacou que nenhum cliente foi vítima de movimentação financeira indevida e que nenhum saldo foi subtraído ou alterado. No comunicado emitido na noite desta segunda-feira (18), o próprio BC tinha informado que o incidente não resultou em movimentações de dinheiro.

A Fidúcia também informou ter tomado as providências preventivas, alinhadas com o Banco Central, para impedir que consultas indevidas voltem a ocorrer. A instituição financeira destacou que está usando o recurso de ocultação parcial de dados de chaves Pix, pedido pela autoridade monetária.

Segundo o BC, 46.093 chaves Pix cadastradas na Fidúcia tiveram dados cadastrais vazados. O incidente, informou a autoridade monetária não resultou na exposição de dados sensíveis, como como senhas, informações de movimentações ou saldos financeiros ou quaisquer outras informações sob sigilo bancário.

Esse foi o sexto incidente de vazamento de chaves Pix relatado pelo Banco Central desde a criação do sistema de transferências instantâneas, em novembro de 2020.

Fonte: Agência Brasil

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Notícias de Saúde

Remédios caseiros para pulgas

by Evidencias 19 de março de 2024
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Descubra soluções naturais eficazes para acabar com as pulgas em casa. Aprenda remédios caseiros simples e econômicos para manter seu lar livre desses parasitas.

Remédio caseiro para pulgas com Cânfora

A cânfora tem sido utilizada há séculos como um remédio caseiro eficaz para combater infestações de pulgas. Esta substância, derivada da árvore de cânfora nativa da Ásia, possui propriedades repelentes de insetos, o que a torna uma excelente opção para o controle desses parasitas incômodos em sua casa. Não só é um remédio natural, mas também é seguro e fácil de usar. A seguir, vamos explorar como usar a cânfora como um remédio caseiro para pulgas.

Para utilizar a cânfora como um repelente de pulgas, você pode optar por fazer um spray ou utilizar sachês. Ambas as opções são eficazes e podem ajudar a manter as pulgas afastadas da sua casa.

Para fazer um spray de cânfora, você precisará de água destilada, cânfora em pó e um frasco de spray. Comece misturando 2 colheres de sopa de cânfora em pó com 1 litro de água destilada em um recipiente. Em seguida, despeje essa mistura no frasco de spray e agite bem antes de aplicar nos locais infestados por pulgas, como tapetes, móveis e roupas de cama. Certifique-se de agitar o frasco de spray sempre antes de usar para garantir que a cânfora esteja bem misturada com a água.

Se preferir utilizar sachês de cânfora, você precisará de saquinhos de tecido (como organza ou algodão) e cânfora em pedra. Coloque alguns pedaços de cânfora dentro dos sachês e amarre-os firmemente. Distribua esses sachês pelos cômodos da casa, especialmente nos locais onde seu animal de estimação costuma ficar. A cânfora irá evaporar lentamente, mantendo as pulgas afastadas.

Vale ressaltar que a cânfora pode ser tóxica para animais de estimação quando ingerida em grandes quantidades. Portanto, é importante manter os sachês fora do alcance deles. Além disso, é recomendável testar o spray de cânfora em uma pequena área antes de aplicar em ambientes maiores, para evitar possíveis manchas ou danos em materiais sensíveis.

Remédio caseiro para pulga com cravo da Índia

Outro remédio caseiro eficaz para combater as pulgas é o cravo da Índia. Essa especiaria aromática possui propriedades repelentes naturais que ajudam a manter as pulgas afastadas de sua casa e de seus animais de estimação. O cravo da Índia contém eugenol, um componente com grande poder inseticida e repelente.

Para utilizar o cravo da Índia como um remédio caseiro para pulgas, você precisará de óleo essencial de cravo da Índia, água destilada e um frasco de spray. Misture de 10 a 15 gotas de óleo essencial de cravo da Índia com 1 litro de água destilada em um recipiente. Em seguida, despeje essa mistura no frasco de spray e agite bem antes de aplicar nos locais infestados por pulgas.

Assim como o spray de cânfora, é importante agitar o frasco de spray sempre antes de usar para garantir que o óleo essencial esteja bem misturado com a água. Aplique o spray nas áreas onde as pulgas costumam se esconder, como tapetes, sofás e caminhas de animais de estimação. Caso você queira aplicar o remédio diretamente no pelo do seu animal de estimação, dilua o óleo essencial em água morna antes de aplicar uma pequena quantidade no pelo, evitando o contato com os olhos e a boca do animal.

Lembrando que, assim como outros remédios naturais, é importante testar o spray de cravo da Índia em uma pequena área antes de aplicar em superfícies maiores, para evitar possíveis manchas ou danos. Além disso, tenha cuidado ao utilizar óleos essenciais em animais de estimação, pois alguns podem ser tóxicos para eles. Consulte um veterinário antes de utilizar qualquer remédio caseiro em seu animal de estimação.

O uso de remédios caseiros para pulgas pode ser uma alternativa segura, econômica e eficaz para lidar com esses parasitas. No entanto, é importante lembrar que a prevenção é sempre a melhor medida. Mantenha sua casa limpa e higienizada regularmente, aspire tapetes e móveis regularmente e lave a roupa de cama do seu animal de estimação com frequência. Além disso, certifique-se de manter seu animal de estimação protegido com um produto antipulgas adequado.

Este conteúdo não deve ser usado como consulta médica. Para melhor tratamento, faça uma consulta com um médico.

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Braskem: CPI quebra sigilo bancário de diretor de agência de mineração
Economia

Braskem: relator de CPI quer busca e apreensão caso MME não ceda dados

by Evidencias 19 de março de 2024
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Comissão pede informações sobre exploração de sal-gema em Maceió

Braskem: relator de CPI quer busca e apreensão caso MME não ceda dados
© Joédson Alves/Agência Brasil

O relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Senado que investiga as ações da empresa petroquímica Braskem em Maceió (AL), senador Rogério Carvalho (PT-SE), quer solicitar busca e apreensão no Ministério de Minas e Energia (MME) caso a pasta não forneça as informações solicitadas em até três dias úteis.ebcebc

O prazo para o envio dos dados, fixado em cinco dias úteis, foi prorrogado por mais cinco dias úteis, mas a extensão do prazo venceu e o ministério ainda não enviou os documentos, nem explicou à comissão o motivo da demora, segundo Carvalho.

“Dê um prazo de mais três dias, sob pena de a gente pedir uma busca e apreensão dessa documentação sobre as ações que foram desenvolvidas pelo MME no caso da Braskem”, afirmou o relator, acrescentando que a pasta atua de “forma desrespeitosa” em relação à comissão, e que “é inadmissível que o MME não passe as informações”.

O requerimento citado pelo relator foi aprovado pela CPI no dia 28 de fevereiro e pede, entre outros documentos, os processos administrativos, de fiscalização e controle, de denúncias e de ações emergenciais que tenham relação com a exploração de sal-gema em Maceió e com a Braskem.

A Agência Brasil entrou em contato com a assessoria do ministério para comentar o caso, mas não teve retorno até a publicação desta reportagem.

Duas versões

A CPI da Braskem ouviu nesta terça-feira (18) o ex-secretário de Geologia, Mineração e Transformação Mineral do MME, Alexandre Vidigal de Oliveira. Ele ficou no cargo de janeiro de 2019 a junho de 2021. A secretaria é responsável pela implementação, orientação e coordenação das políticas do setor mineral, além de monitorar a atuação da Agência Nacional de Mineração (ANM), que é a responsável por fiscalizar o setor no Brasil.

Vidigal destacou que, quando chegou ao ministério, existiam duas versões dos técnicos da secretaria sobre a situação do afundamento dos bairros em Maceió: uma dizia que as fraturas e rachaduras encontradas na capital alagoana eram fruto de terremotos ou chuvas torrenciais, ou seja, de causas naturais, e outra versão dizia que essas rachaduras eram resultado da extração de sal-gema nas minas da Braskem.

O relator Rogério Carvalho destacou que a existência das duas versões buscou confundir, porque não havia motivos para imaginar que o afundamento dos bairros em Maceió ocorria por causas naturais. Com isso, Carvalho pediu a relação dos servidores que sustentavam tal tese.

“Essa disputa de narrativa interessava a alguém, e a gente precisa saber quem defendia qual narrativa”, destacou. “Alguém, dolosamente ou intencionalmente, queria confundir e retirar a responsabilidade de uma lavra predatória feita em Maceió”, completou o senador.

O ex-secretário Vidigal destacou ainda no depoimento que faltava pessoal e recursos para monitorar o setor mineral no Brasil. “Quando cai Brumadinho [janeiro de 2019], nós fomos surpreendidos, ao saber que o Brasil tinha dez fiscais para cuidar de barragens, e são mais de 600 barragens. Dez fiscais! E quando cai Brumadinho, todos os fiscais se dirigem a Minas Gerais”, disse.

Regulação da mineração

Para o relator, os depoimentos da CPI e os documentos até agora analisados indicam que o setor mineral era o responsável pela própria fiscalização. “O que nós estamos vendo aqui na CPI é que o setor regulado não é regulado. Ele se autorregula”, comentou.

“É a própria mineradora que informa as condições técnicas em que se encontram as minas. Isso não é suficiente para dar segurança e para evitar danos como o que aconteceu em Maceió”, destacou Rogério Carvalho, que vem defendendo uma reforma de toda estrutura de fiscalização a mineração no país.

Entenda

A CPI da Braskem investiga o afundamento de bairros em Maceió que causaram o deslocamento de, ao menos, 60 mil pessoais. O caso foi revelado pela primeira vez ao público em 2019.

Desde então, o afundamento de regiões inteiras da capital de Alagoas vem se agravando. Segundo o Serviço Geológico do Brasil (CPRM), a exploração de 35 minas de sal-gema pela Braskem foi a responsável por deixar milhares de pessoas desabrigadas e transformar bairros antes movimentados e populosos em lugares praticamente desertos. 

A Braskem suspendeu as atividades no município em novembro de 2019. A companhia diz atuou por 17 anos em Maceió, “respeitando todas as normas técnicas e exigências regulatórias”.

Fonte: Agência Brasil

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Notícias de Saúde

Qual médico trata dormência nas pernas?

by Evidencias 19 de março de 2024
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O neurologista é o especialista indicado para tratar a dormência nas pernas, pois é responsável por diagnosticar e tratar condições neurológicas que podem causar esse sintoma.

Quando consultar um médico

Se você experimentar uma sensação de dormência ou formigamento nas pernas, pode ser preocupante e muito desconfortável. Embora geralmente não seja um sintoma grave, pode ser um sinal de um problema subjacente que precisa ser avaliado por um médico especialista. É importante entender que algumas causas da dormência podem ser tratadas por diferentes profissionais de saúde, mas é crucial saber que médico consultar em cada caso específico.

Neurologista

Quando se trata de dormência nas pernas, o primeiro especialista que vem à mente é o neurologista. Esses profissionais são treinados para diagnosticar e tratar distúrbios do sistema nervoso, incluindo problemas relacionados à dormência nas pernas. Se a dormência for acompanhada de outros sintomas neurológicos, como fraqueza, perda de coordenação ou dificuldade para caminhar, é recomendável consultar um neurologista.

Um neurologista é capaz de realizar exames neurológicos detalhados e, se necessário, pode solicitar testes adicionais, como ressonância magnética ou eletroneuromiografia. Com base nos resultados desses exames, o neurologista poderá fornecer um diagnóstico preciso e desenvolver um plano de tratamento adequado para tratar a dormência nas pernas.

Ortopedista

Se a dormência nas pernas estiver associada a lesões ou problemas musculoesqueléticos, como hérnia de disco, osteoartrite ou entorse, é recomendável consultar um ortopedista. Esses especialistas são treinados para diagnosticar e tratar condições relacionadas ao sistema muscular e esquelético.

O ortopedista pode realizar exames físicos e, se necessário, solicitar exames de imagem, como radiografias ou ressonâncias magnéticas, para avaliar a causa da dormência. Com base no resultado desses exames, o ortopedista poderá recomendar tratamentos específicos, como fisioterapia, medicação ou até mesmo cirurgia, dependendo do caso.

Clínico geral ou médico de família

Se a dormência nas pernas não está associada a nenhum sintoma neurológico ou musculoesquelético específico, o médico apropriado a consultar é o clínico geral ou médico de família. Esses profissionais são qualificados para lidar com uma ampla gama de condições médicas e podem realizar uma avaliação inicial abrangente.

O clínico geral ou médico de família poderá realizar exames físicos básicos, avaliar seu histórico médico e fazer perguntas sobre seus sintomas. Com base nessas informações, eles podem fornecer um diagnóstico preliminar e encaminhá-lo a um especialista, se necessário. Dependendo da causa subjacente da dormência, o médico de família pode prescrever medicamentos, encaminhar para fisioterapia ou sugerir mudanças no estilo de vida como tratamento.

Vascular

Se a dormência nas pernas estiver associada a problemas circulatórios, como má circulação sanguínea ou doença arterial periférica, é importante consultar um médico especialista em doenças vasculares. Os médicos vasculares são especialistas em diagnosticar e tratar condições relacionadas aos vasos sanguíneos.

O médico vascular pode realizar exames físicos específicos, como a verificação do pulso arterial nas pernas, e solicitar exames adicionais, como ultrassonografias ou angiografias, para avaliar a circulação sanguínea nas pernas. Com base nos resultados desses exames, o médico vascular pode sugerir tratamentos específicos, como medicamentos, procedimentos minimamente invasivos ou cirurgia, para melhorar a circulação e tratar a dormência nas pernas.

Este artigo tem como objetivo fornecer informações gerais e não substitui a visita a um profissional de saúde qualificado. Sempre consulte um médico para obter um diagnóstico e tratamento adequados.

Este conteúdo não deve ser usado como consulta médica. Para melhor tratamento, faça uma consulta com um médico.

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Governo promete enviar projeto para tirar reoneração da folha de MP
Economia

Projeto que muda impostos de aplicações será enviado a Casa Civil

by Evidencias 18 de março de 2024
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Segundo Haddad, tributação de dividendos ficará para depois

Projeto que muda impostos de aplicações será enviado a Casa Civil
© Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Ministério da Fazenda enviará nesta terça-feira (19) à Casa Civil o projeto de lei que simplifica a cobrança de impostos sobre aplicações financeiras, disse nesta segunda-feira (18) o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Ele informou que a tributação de dividendos, principal ponto da reforma do Imposto de Renda, ficará para mais tarde, mas sai ainda este ano.ebcebc

Segundo Haddad, o texto do projeto sobre as aplicações financeiras está “pactuado” com o mercado financeiro e não deve enfrentar resistência. A Casa Civil analisará o projeto antes de o enviar ao Congresso, o que não tem data para ser feito.

Nesta terça, acaba o prazo de 90 dias estabelecido pela emenda constitucional da reforma tributária para que o governo envie ao Congresso o projeto de lei que reforma a tributação da renda e dos salários. Haddad, no entanto, nega que o governo esteja descumprindo a Constituição porque, em dezembro do ano passado, editou a medida provisória com a reoneração da folha de pagamentos, que está incluída no tema.

“No fim de dezembro, já estávamos cumprindo a norma constitucional”, disse Haddad ao deixar o Ministério da Fazenda. O ministro explicou que o governo optou por fatiar a reforma tributária sobre a renda em diversos projetos de lei. No ano passado, o governo adiantou parte da reforma ao enviar ao Congresso o projeto que tributa as offshores (empresas de investimentos no exterior) e antecipa a cobrança de Imposto de Renda de fundos exclusivos.

Bitributação

Em relação à tributação de dividendos, parcela do lucro de uma empresa distribuída aos acionistas com isenção de imposto, Haddad disse que o texto levará algum tempo para ser concluído. Segundo o ministro, são necessários mais estudos para evitar a bitributação, cobrança de um mesmo tributo duas vezes.

“Não podemos tributar a [pessoa] jurídica e a [pessoa] física somando as alíquotas. O nosso compromisso sempre foi de manter a carga tributária estável. E esse compromisso continua mantido. Lembrando que qualquer incremento de imposto sobre renda ou patrimônio vai ser usado para diminuir a alíquota do imposto sobre o consumo, de maneira que a tributação geral do Brasil permaneça constante, porém mais justa”, justificou Haddad.

Para manter a carga tributária constante, a equipe econômica quer tributar os dividendos e, ao mesmo tempo, reduzir o Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). Caso não haja essa compensação, a tributação sobre o lucro no Brasil subiria consideravelmente, a ponto de inibir a abertura de empresas e a criação de empregos.

Segundo o ministro, tanto a taxação dos dividendos como a redução da tributação sobre os lucros constarão do mesmo projeto. Haddad também disse ver disposição do Congresso para esse debate.

Em 2021, a Câmara aprovou um projeto de lei, atualmente parado no Senado, que permitia a taxação de 15% dos lucros e dividendos na fonte, mas reduzia o IRPJ dos atuais 15% ou 20% (dependendo do tamanho do lucro) para 8%. A tramitação foi paralisada porque o Senado entendeu que a redução do IRPJ criaria um rombo nas contas públicas e desrespeitaria a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Regulamentação

Quanto à regulamentação da reforma tributária sobre o consumo, cuja emenda constitucional foi promulgada em dezembro, Haddad disse que o governo deve enviar simultaneamente dois projetos de lei complementar à Casa Civil até o fim do mês. Os textos, informou o ministro, primeiramente serão encaminhados à Casa Civil e de outras pastas diretamente envolvidas com os temas.

Segundo Haddad, a equipe econômica decidiu dar prioridade à regulamentação dos tributos sobre o consumo e à tributação de aplicações financeiras. A reforma do Imposto de Renda ficará para depois. “Não vamos sobrepor matérias. Temos o imposto sobre consumo para regulamentar agora”, declarou. Qualquer aumento de imposto sobre a renda ou o patrimônio, destacou o ministro, será usado para diminuir a tributação do consumo.

Fonte: Agência Brasil

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Notícias de Saúde

Targifor C

by Evidencias 18 de março de 2024
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Targifor C é um suplemento vitamínico com alta concentração de vitamina C, que auxilia no fortalecimento do sistema imunológico e na redução do estresse oxidativo.

Como usar o Targifor C

O Targifor C é um medicamento disponível sem a necessidade de prescrição médica, no formato de comprimidos efervescentes. Sua principal indicação é para o alívio de dores de cabeça, incluindo aquelas causadas por enxaqueca. Além disso, também pode ser usado para melhorar o desempenho físico e reduzir a fadiga.

Para utilizar o Targifor C corretamente, siga as instruções presentes na embalagem ou as orientações de um profissional de saúde. Geralmente, é recomendado dissolver um comprimido em um copo de água e beber logo em seguida. O medicamento pode ser ingerido com ou sem alimentos, dependendo da preferência do usuário.

É importante ressaltar que a dosagem do Targifor C deve ser adequada à idade e ao peso do paciente, bem como à intensidade da dor ou ao tipo de atividade física que será realizada. Caso haja dúvidas, é fundamental consultar um médico ou farmacêutico para obter a orientação adequada.

Como funciona o Targifor C

O Targifor C é um medicamento que combina a ação do ácido ascórbico (vitamina C) e do aspartato de arginina. O ácido ascórbico é conhecido por seus efeitos antioxidantes, que auxiliam na saúde celular e no fortalecimento do sistema imunológico. Já o aspartato de arginina é um aminoácido que desempenha um papel importante na defesa contra a fadiga física e mental.

Ao ser ingerido, o Targifor C é rapidamente absorvido pelo organismo, permitindo que seus ingredientes ativos atuem de forma eficaz. A vitamina C presente no medicamento age como um antioxidante, combatendo a ação dos radicais livres e, consequentemente, reduzindo o estresse oxidativo.

A arginina, por sua vez, é convertida em óxido nítrico pelo organismo, o que promove a dilatação dos vasos sanguíneos e aumenta o fluxo de sangue para os músculos. Isso contribui para melhorar o desempenho físico e reduzir a fadiga, além de auxiliar na recuperação após atividades físicas intensas.

Quem não deve usar o Targifor C

Apesar de ser um medicamento seguro e amplamente utilizado, o Targifor C não é indicado para todas as pessoas. Indivíduos com hipersensibilidade a qualquer um dos componentes da fórmula devem evitar o seu uso. Além disso, aqueles que sofrem de problemas renais ou hepáticos graves devem consultar um médico antes de iniciar o uso do medicamento.

Também é importante destacar que algumas condições de saúde podem exigir ajustes na dosagem ou a interrupção do tratamento com Targifor C. Pacientes com diabetes, hipertensão arterial, histórico de úlcera gástrica, gota, distúrbios no metabolismo do ferro, entre outros, devem buscar orientação médica antes de utilizar o medicamento.

Possíveis efeitos colaterais do Targifor C

Em geral, o Targifor C é bem tolerado e apresenta baixa incidência de efeitos colaterais. No entanto, assim como qualquer medicamento, existem possíveis reações adversas que podem ocorrer em algumas pessoas. Dentre os efeitos colaterais relatados estão desconforto gastrointestinal, como náuseas, vômitos e diarreia.

Raramente, o Targifor C pode causar efeitos colaterais mais graves, como alergias, dificuldades respiratórias, inchaço dos lábios, língua ou garganta. Caso ocorram quaisquer sinais de reações alérgicas, é fundamental buscar atendimento médico imediatamente.

É importante ressaltar que este artigo é apenas informativo e não substitui a consulta a um profissional de saúde. Sempre siga as orientações médicas e farmacêuticas antes de iniciar qualquer tratamento ou utilizar qualquer medicamento, incluindo o Targifor C.

Este conteúdo não deve ser usado como consulta médica. Para melhor tratamento, faça uma consulta com um médico.

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Senado aprova novos diretores do Banco Central
Economia

BC comunica vazamento de dados cadastrais de 46 mil chaves Pix

by Evidencias 18 de março de 2024
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Dados protegidos por sigilo, como saldos e senhas, não foram afetados

BC comunica vazamento de dados cadastrais de 46 mil chaves Pix
© Marcello Casal JrAgência Brasil

Um total de 46.093 chaves Pix de clientes da Fidúcia Sociedade de Crédito ao Microempreendedor e à Empresa de Pequeno Porte Limitada (Fidúcia) tiveram dados cadastrais vazados.ebcebc

A informação foi divulgada nesta segunda-feira (18) pelo Banco Central (BC). Esse foi o sexto vazamento de dados desde o lançamento do sistema instantâneo de pagamentos, em novembro de 2020.

Segundo o BC, o vazamento ocorreu por causa de falhas pontuais em sistemas da instituição de pagamento. A exposição, informou o BC, ocorreu em dados cadastrais, que não afetam a movimentação de dinheiro. Dados protegidos pelo sigilo bancário, como saldos, senhas e extratos, não foram expostos.

Embora o caso não precisasse ser comunicado por causa do baixo impacto potencial para os clientes, a autarquia esclareceu que decidiu divulgar o incidente em nome do “compromisso com a transparência”.

Todas as pessoas que tiveram informações expostas serão avisadas por meio do aplicativo da Phi Pagamentos ou do internet banking da instituição. O Banco Central ressaltou que esses serão os únicos meios de aviso para a exposição das chaves Pix e pediu para os clientes desconsiderarem comunicações como chamadas telefônicas, SMS e avisos por aplicativos de mensagens e por e-mail.

A exposição de dados não significa necessariamente que todas as informações tenham vazado, mas que ficaram visíveis para terceiros durante algum tempo e podem ter sido capturadas. O BC informou que o caso será investigado e que sanções poderão ser aplicadas. A legislação prevê multa, suspensão ou até exclusão do sistema do Pix, dependendo da gravidade do caso.

Histórico

Esse foi o sexto incidente de vazamentos de dados do Pix desde a criação do sistema, em novembro de 2020. Em agosto de 2021, ocorreu o vazamento de dados 414,5 mil chaves Pix por número telefônico do Banco do Estado de Sergipe (Banese). Inicialmente, o BC tinha divulgado que o vazamento no Banese tinha atingido 395 mil chaves, mas o número foi revisado mais tarde.

Em janeiro de 2022, foi a vez de 160,1 mil clientes da Acesso Soluções de Pagamento terem informações vazadas. No mês seguinte, 2,1 mil clientes da Logbank pagamentos também tiveram dados expostos.

Em setembro de 2022, dados de 137,3 mil chaves Pix da Abastece Ai Clube Automobilista Payment Ltda. (Abastece Aí) foram vazados. O caso mais recente ocorreu em setembro do ano passado, quando 238 chaves Pix da Phi Pagamentos foram expostas.

Em todos os casos, foram vazadas informações cadastrais, sem a exposição de senhas e de saldos bancários. Por determinação da Lei Geral de Proteção de Dados, a autoridade monetária mantém uma página em que os cidadãos podem acompanhar incidentes relacionados com a chave Pix ou demais dados pessoais em poder do BC.

Fonte: Agência Brasil

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Arrecadação federal chega a R$ 280,63 bilhões em janeiro
Economia

Receita libera programa para atualizar valor de bens no exterior

by Evidencias 18 de março de 2024
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Quem fizer atualização pagará 8% de Imposto de Renda

Receita libera programa para atualizar valor de bens no exterior
© Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Receita Federal liberou nesta segunda-feira (18) o Programa de Atualização de Bens e Direitos no Exterior (Abex) aos contribuintes que quiserem atualizar o valor de bens e de investimentos fora do Brasil e pagar menos Imposto de Renda (IR). O programa pode ser baixado na página da Receita na internet.ebcebc

A lei que taxou as offshores, aprovada no fim do ano passado deu duas opções para quem mantém cotas ou a totalidade de empresas de investimento no exterior. O contribuinte pode atualizar o quanto o investimento rendeu até agora e pagar 8% de IR sobre o ganho de capital (lucro) até 31 de maio, ou não atualizar o valor e pagar 15% depois de maio.

Cálculo

Para calcular o ganho de capital, o contribuinte deve informar o valor do bem na data de compra e o valor de mercado em 31 de dezembro de 2023. A conta deve ser feita por uma instituição de avaliação especializada, no caso de imóveis e bens móveis, como carro, avião, helicóptero e navio) ou por uma instituição financeira, no caso de aplicações financeiras.

A Receita Federal permitirá somente a atualização dos bens informados pelo proprietário na Declaração do Imposto de Renda 2023 (ano-base 2022). O programa permite a importação dos bens e direitos da declaração do ano passado.

A exceção será para quem não era obrigado a declarar e passou a declarar neste ano. Bens comprados em 2023 ou não declarados no ano passado não poderão ser atualizados porque não incidiu ganho de capital sobre eles.

Segundo instrução normativa editada pelo Fisco na semana passada, não poderão ter o valor atualizado os seguintes bens: moeda estrangeira em espécie, joias, pedras e metais preciosos, obras de arte, antiguidades de valor histórico ou arqueológico, animais de estimação ou esportivos e material genético de reprodução animal.

Offshores e trusts

Em relação às offshores (empresas de investimentos no exterior) e às trusts (instrumento de terceirização de bens no exterior), os valores também podem ser atualizados com pagamento de Imposto de Renda mais baixo. No entanto, para fazer a atualização, o investidor terá de aderir ao regime de transparência total, em que todos os bens da offshore precisam estar detalhados na declaração. Para as trusts, o preenchimento dos dados na declaração de IR passa a ser obrigatório.

A Receita Federal deixou um canal de atendimento para que os contribuintes tirem dúvidas sobre a atualização de bens no exterior. Basta entrar nesta página na internet e digitar a pergunta. A ferramenta também permite o envio de documentos.

Fonte: Agência Brasil

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Turismo brasileiro cresceu quase 8% em 2023, aponta Fecomercio
Economia

Turismo brasileiro cresceu quase 8% em 2023, aponta Fecomercio

by Evidencias 18 de março de 2024
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Dado mostra recuperação do setor, um dos mais atingidos pela pandemia

Turismo brasileiro cresceu quase 8% em 2023, aponta Fecomercio
© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

No ano passado, o turismo brasileiro cresceu 7,8% e teve um faturamento em torno de R$ 189,4 bilhões, de acordo com a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). Segundo a entidade, o dado consolida a recuperação do setor, que foi um dos mais atingidos pela pandemia do novo coronavírus.ebcebc

Só no mês de dezembro, o aumento foi de 1,1% sobre o mesmo mês de 2022, com um incremento de R$ 18,1 bilhões, o melhor resultado para um único mês desde o início da pandemia, em 2020.

No desempenho anual, o resultado positivo foi puxado principalmente por atividades como locação de meios de transporte, que apresentou alta de 18,3% no período. Somente o segmento de viagens rodoviárias não teve um bom desempenho em 2023, com queda de -4%.

Já o resultado do mês de dezembro foi puxado pelo segmento de alojamento, que cresceu 15,7%, e pelo faturamento do transporte aéreo (4,4%). As agências de veículos também melhoraram o desempenho (10,8%), consolidando o ano positivo, assim como o segmento de alimentação, com restaurantes e bares (8%). Por outro lado, houve queda no transporte rodoviário, com perda de 19,9% em relação a dezembro de 2022.

O estudo é baseado nas informações da Pesquisa Anual de Serviços, mediante dados atualizados com as variações da Pesquisa Mensal de Serviços, ambas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os valores são corrigidos mensalmente pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), e foram escolhidas as atividades que têm relação total ou parcial com o turismo.

Apesar dos bons resultados e de uma expectativa de melhora nas condições econômicas das famílias brasileiras, o setor teme pelo fim do Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse). “A entidade trabalha ativamente pela manutenção do Perse, visto que o programa, criado em 2021 para socorrer o segmento de eventos – que trabalha com muitas atividades turísticas, tem papel relevante para o resultado final. Há um consenso entre especialistas e observadores do setor que a medida contribuiu significativamente para manter investimentos das empresas, renegociar dívidas e gerar novos postos de trabalho depois do período pandêmico”, escreveu a Fecomercio.

 

Fonte: Agência Brasil

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