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Novembro Azul: Informação contra o preconceito
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Novembro Azul: Informação contra o preconceito

by Evidencias 27 de dezembro de 2022
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Novembro Azul: Informação contra o preconceito

“Muitos homens enfrentam o câncer em silêncio, quando não precisam”. Essa é uma das mensagens contidas no site da Fundação Movember, que incentiva os homens a deixarem o bigode crescer durante o mês de novembro para simbolizar a mudança como uma forma deles também mudarem a maneira como “encaram” os cuidados com a própria saúde. O movimento, iniciado em 2003 na Austrália, foi criado por dois jovens que encontraram 30 homens dispostos a deixar o bigode crescer como forma de divulgar a campanha do “Movember”, angariando fundos para a Fundação do Câncer de Próstata da Austrália (pCFA). Na época, a ação levou à maior doação única recebida pela fundação. Hoje, o movimento conta com mais de 5 milhões de membros em todo o mundo e cresce cada dia mais.

No Brasil, o câncer de próstata é o 2º mais comum entre os homens (atrás apenas do câncer de pele não-melanoma), segundo o Instituto Nacional do Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA). A taxa de incidência da doença é 6 vezes maior nos países desenvolvidos se comparados com os países em desenvolvimento, e a previsão é de que em 2016 ocorram 61.200 novos casos (INCA).

Assim como acontece no Outubro Rosa, durante todo o mês de Novembro existe um esforço de mídia para informar a população sobre as principais doenças que acometem a população masculina, destacando as formas de detectá-la antecipadamente e ajudando a tirar o estigma dos exames que ajudam nas rotinas de check-up médico.

“A campanha do novembro azul é extremamente importante. Os homens normalmente procuram o atendimento médico de rotina oito vezes menos que as mulheres. O novembro azul conscientiza e faz com que um número cada vez maior de homens procure por atendimento médico e realize exames de rotina não só para a neoplasia de próstata, mas também para diagnosticar e tratar outras doenças comuns com o envelhecimento, como hipertensão arterial e dislipidemias”, explica o oncologista Tobias Engel, médico analista da Evidências – Kantar Health.

Apesar de todo o esforço da campanha, ainda é muito comum o preconceito sobre o exame para detecção do câncer de próstata – o tão temido exame de toque. “O  toque retal é um procedimento rápido, que dura segundos, é praticamente indolor e não afeta em nada a masculinidade do homem. Ele deve ser realizado porque o antígeno prostático específico (PSA) não é eficaz sozinho na hora de detectar o câncer de próstata. Cerca de 20% dos casos diagnosticados ao toque retal podem acusar PSA normal ao diagnóstico”, alerta o oncologista Luciano Paladini, médico analista da Evidências – Kantar Health.

Em pesquisa realizada pelo instituto Datafolha em parceria com a Sociedade Brasileira de Urologia em novembro de 2015, 76% dos homens têm consciência sobre o câncer de próstata, mas apenas 32% realizam o exame. No nordeste, esse número é mais assustador: 74% dos entrevistados nunca fizeram o exame de toque. “Existem dados norte-americanos mostrando que entre 20-25% dos homens que fazem o rastreamento com PSA isoladamente não aceitariam participar de um programa de rastreamento que incluísse o toque retal. Este dado sugere que uma certa relutância em realizar o toque retal não é exclusividade latina ou brasileira”, analisa Paladini.

E como quebrar alguns paradigmas que infelizmente ainda existe na nossa cultura? “A melhor forma é através de campanhas para o esclarecimento da população sobre os exames de rastreamento e as novas possibilidades terapêuticas”, afirma Engel. 

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Dia mundial de prevenção ao suicídio: relatório da OMS aponta que a cada 40 segundos uma pessoa comete suicídio
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Dia mundial de prevenção ao suicídio: relatório da OMS aponta que a cada 40 segundos uma pessoa comete suicídio

by Evidencias 27 de dezembro de 2022
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Dia mundial de prevenção ao suicídio: relatório da OMS aponta que a cada 40 segundos uma pessoa comete suicídio

Medo, angústia, desespero, solidão: o que leva uma pessoa a desistir de tudo? Quais fatores influenciam? Teria dado tempo se a família soubesse da intenção de quem pôs um fim ao próprio sofrimento? Essas são algumas das questões sobre suicídio que na maioria das vezes, ficam sem respostas.

O último relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) realizado em abril de 2016, aponta que mais de 800 mil pessoas se matam todos os anos, ou seja, a cada 40 segundos, uma pessoa tira a própria vida. O suicídio está entre as dez causas de morte mais frequentes no mundo e é a principal entre os jovens de 15 a 29 anos. Além disso, 75% dos suicídios em todo o mundo ocorrem em regiões de baixa renda, e as formas mais comuns de se tirar a própria vida é através da ingestão de medicamentos e pesticidas de uso rural, enforcamento e armas de fogos, sendo essa última mais comum entre os homens – em média, são três casos de suicídio de homens para cada mulher.

Causas

Alguns estudos associam o suicídio a distúrbios mentais, transtornos de personalidade, isolamento e depressão – doença relacionada a 30% dos casos de morte de acordo com a OMS. A esquizofrenia também é responsável por 14% e a ingestão de álcool tende a ser um fator agravante, sendo associado em 18% nos números de mortes. “Indivíduos com distúrbio mental grave (como depressão, abuso de álcool e drogas, esquizofrenia, transtorno bipolar) devem receber especial atenção dos seus familiares. Pacientes com quadro depressivo mais grave com ideação suicida devem ser cuidadosamente acompanhados e, se necessário, encaminhados a um serviço especializado a fim de prevenir a tentativa de suicídio”, afirma Luis Sales, médico analista da Evidências – Kantar Health. Além disso, muitos suicídios são realizados por impulso em pessoas que se encontram em grandes colapsos como crise financeira, amorosa, doença ou situações de perda. Situações de violência ou discriminação racial e sexual também tendem a despertar comportamento suicida.

Para alguns especialistas, existem indícios que podem indicar vulnerabilidade. Segundo o Ministério da Saúde, a maioria das pessoas que cometem o suicídio em algum momento expôs o pensamento sobre o ato. É errado afirmar que eles querem mesmo morrer, sendo comum o arrependimento logo após a tentativa. “Boa parte das pessoas com intenção suicída expressa os seus pensamentos por meio de palavras que remetem a sentimentos de culpa, desesperança, baixa autoestima e problemas morais” declara Sales.

Prevenção

O que pode ser o fim para muitos, no entanto pode ser evitado com apoio e atenção de quem está próximo: para a OMS, nove em cada dez casos poderiam ser prevenidos. Com base nos crescentes números, programas de prevenção ao suicídio foram criados em todo o mundo através da Associação Internacional para Prevenção ao Suicídio (IASP). No Brasil, o Centro de Valorização da Vida (CVV) em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM) e Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) realizam durante todo o mês o Setembro Amarelo, com atividades em vários estados que estimulam divulgações sobre a causa.

O suicídio é considerado um problema de saúde pública e estima-se que dez a vinte milhões de pessoas tentarão se suicidar nos próximos anos, de acordo com a OMS. Com base nisso, a organização criou o Plano de Ação de Saúde Mental com a meta de reduzir em 10% a taxa de suicídios até 2020. O Ministério da Saúde também possui a cartilha Diretrizes Nacionais de Prevenção, um manual com dados e orientações destinado aos profissionais de saúde para direcionar o atendimento em casos de indícios suicidas.

“A prevenção ao suicídio passa a ser desde o tratamento médico adequado ao problema apresentado pelo indivíduo até o tratamento farmacológico e acompanhamento psicoterápico. Contudo, os suportes social e familiar são fundamentais para a recuperação da pessoa que precisa de ajuda”, pontua Sales.

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Dia Mundial do Diabetes: mudança no estilo de vida é fator crucial no controle da doença
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Dia Mundial do Diabetes: mudança no estilo de vida é fator crucial no controle da doença

by Evidencias 27 de dezembro de 2022
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Dia Mundial do Diabetes: mudança no estilo de vida é fator crucial no controle da doença

O diabetes atinge nove milhões de brasileiros – o que equivale a 6,2% da população adulta – segundo a Pesquisa Nacional de Saúde, realizada pelo Ministério da Saúde em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As mulheres apresentam maior índice comparado aos homens (5,4 milhões para 3,6 milhões). A maior incidência é na faixa etária entre 65 e 74 anos (19,9%) e a menor, na idade entre 18 a 29 anos (0,6%). Mas, para os que têm mais de 75 anos, o percentual também é alto: 19,6% de prevalência da doença.

Hoje, no dia Dia Mundial do Diabetes, campanhas no mundo todo vêm conscientizar a importância da prevenção e educação nos cuidados de pacientes com a doença. A data foi criada em 1991 pela Internation Diabetes Federation (IDF) em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS). O dia 14 de novembro corresponde ao aniversário de Frederick Banting que juntamente com Charles Best, deu origem aos estudos da insulina no ano de 1921.

Esse ano, o tema da campanha é “Diabetes, uma doença invisível”, que busca mostrar a importância de fazer uso dos cuidados para que a doença não se manifeste descontroladamente. “O diabetes é considerado uma doença invisível, pois os sintomas podem aparecer apenas em estágios mais avançados, como por exemplo, através de complicações, principalmente cardiovasculares”, declara Ricardo Saad, analista de farmacoeconomia da Evidências – Kantar Health.

Desde o diagnóstico, a mudança no estilo de vida e a disciplina são necessárias. “A primeira intervenção é a mudança no estilo de vida com a prática de exercícios e alimentação saudável. Geralmente também é prescrito um anti-hiperglicemiante oral, como a Metformina, e em casos mais graves a insulina. O tratamento varia de acordo com a gravidade e o tipo do diabetes”, orienta Saad.

É importante lembrar que, como toda doença, o diabetes se não controlado, pode trazer diversas complicações. “O não controle da doença pode acarretar em complicações cardiovasculares, neuropatia diabética (dores contínuas, formigamento e falta de sensibilidade nos membros inferiores), nefropatia (exaustão renal e danificação dos néfrons) e retinopatia (edema na retina que pode levar a perda total ou parcial da visão)”, analisa Saad.

“Outro problema grave que está associado à neuropatia é o pé diabético, onde através de problemas vasculares podem ocorrer lesões ulcerosas nos pés, sendo necessário em alguns casos a amputação do membro”. A boa noticia, é que mantendo a doença sob controle e o estilo de vida saudável, alguns pacientes não necessitam da utilização de medicamentos.

Estudos

Muitos estudos atuais trazem novas perspectivas de tratamentos e medicamentos tendo o diabetes como tema. Assunto também muito utilizado pela Evidências – Kantar que já realizou diversos pôsteres e artigos científicos. O último teve apresentação oral na International Society For Pharmacoeconomics and Outcomes Research (ISPOR) américa latina realizada em 2015. O estudo Hospitalization   costs   of   type   2   diabetes   mellitus (t2dm) patients in a public hospital in Brazil, avaliou os custos dos pacientes hospitalizados no Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (UFPR) por motivos relacionados ao diabetes, sendo os problemas cardiovasculares as principais causas.

“Nós utilizamos os valores gastos pelo hospital para calcular os custos das internações, chegando a um valor de aproximadamente 213 mil dólares para 38 pacientes. Um ponto interessante deste trabalho foi comparar os gastos do hospital com os valores de reembolso do Sistema Único de Saúde (SUS) para cada tipo de hospitalização. O reembolso do SUS, em alguns casos, é cerca de 20 vezes menor do que o valor gasto pelo hospital. Historicamente o hospital é deficitário e depende de outros investimentos públicos para gerenciar suas contas”, analisa Saad, que também participou como um dos autores do estudo. “Acredito que esse trabalho e outros relacionados são importantes para mostrar o impacto que uma doença pode ter no orçamento da saúde pública e também a necessidade de manter a doença sob controle, evitando os gastos altíssimos com hospitalizações relacionadas, por exemplo”.

Campanhas

No Dia Mundial do Diabetes, corridas, caminhadas, palestras, pedaladas dentre outros diversos eventos são realizados como forma de divulgação da doença. No site oficial da campanha (www.diamundialdodiabetes.org.br) é possível encontrar a atividade mais próxima na sua região. Participe!

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Dia das Mulheres: Violência física e psicológica impacta na saúde das mulheres
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Dia das Mulheres: Violência física e psicológica impacta na saúde das mulheres

by Evidencias 27 de dezembro de 2022
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Dia das Mulheres: Violência física e psicológica impacta na saúde das mulheres

Um tapa, um empurrão, um xingamento, um constrangimento, uma humilhação ou uma ameaça… A violência contra a mulher têm várias formas. E apesar de todas as medidas que vêm sendo tomadas nos últimos anos, a violência contra a mulher possui proporções epidêmicas, representando um importante problema de saúde pública global. E não é só: os custos sociais e econômicos dessa violência são enormes e têm efeito cascata em toda a sociedade. 

Os números deixam bem claro esse cenário assustador. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), uma em cada três mulheres em todo o mundo já sofreu violência sexual ou física. Na maioria das vezes, a agressão é realizada por seu próprio parceiro (ou ex-parceiro). Ainda segundo a organização, quase dois quintos (38%) de todas as mulheres vítimas de homicídio foram assassinadas por seus namorados ou maridos.

“A prevalência global de mulheres que sofreram violência física ou sexual de parceiros íntimos é de 30%. Essa prevalência pode chegar a 37,7% no Sudeste Asiático e 36,6% na África”, aponta Elene Nardi, analista de economia da saúde e acesso ao mercado da Evidências – Kantar Health.

No Brasil, a situação não é diferente. O país registrou um estupro a cada 11 minutos em 2015, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, que apresenta os dados mais recentes sobre o tema. De acordo com o Mapa da Violência do Brasil, 4.762 mulheres foram assassinadas em 2013 – uma taxa de 4,5 mortes para cada 100 mil mulheres – sendo que cerca de 2.394 (mais de 50%) foram mortas por seus parceiros.

Consequências na saúde

Essa violência contra o público feminino acaba causando uma variedade de problemas de saúde agudos e crônicos, que vão desde lesões imediatas, infecções sexualmente transmissíveis até transtornos de saúde mental. “As mulheres que sofreram violência do parceiro têm taxas mais elevadas de vários problemas de saúde e comportamentos de risco, quando comparadas a às mulheres que não sofreram esse tipo de violência”, explica Nardi. E isso impacta nos sistemas de saúde dos países de forma geral.

As lesões físicas são um dos maiores problemas enfrentados por essas mulheres: aproximadamente 42% das mulheres que sofreram violência apresentaram lesões, que vão desde contusões e fraturas até incapacidades crônicas.

Gravidezes não planejadas, abortos induzidos, problemas ginecológicos e infecções sexualmente transmissíveis são outras consequências frequentemente enfrentadas por mulheres que sofrem violência. Uma análise conduzida em 2013 pela OMS em parceria com a London School of Hygiene and Tropical Medicine e o Conselho de Pesquisa Médica da África do Sul utilizou dados existentes de mais de 80 países e descobriu que as mulheres que haviam sido abusadas física ou sexualmente eram 1,5 vezes mais propensas a ter uma infecção sexualmente transmissível, inclusive HIV, em comparação com as mulheres que não haviam sofrido violência.

Além disso, essas mulheres estão sujeitas a desenvolverem uma série de transtornos psicológicos, como depressão, estresse pós-traumático, ansiedade, dificuldades de sono, distúrbios alimentares e tentativas de suicídio. A análise de 2013 também mostrou que mulheres que sofrem violência têm aproximadamente duas vezes mais chances de desenvolver depressão ou de abusar de álcool ou outras substâncias tóxicas.

“Para todas as etapas da vida, as taxas de atendimento por violências no SUS é maior entre as mulheres. Além disso, a violência contra a mulher é mais sistemática e repetitiva do que a que acontece contra os homens – a reincidência acontece em praticamente metade dos casos de atendimento feminino (49,2%)”, ressalta Nardi.

Impacto econômico e social

Os custos sociais e econômicos dessa violência são enormes e têm efeitos em toda a sociedade, drenando recursos de vários setores. O custo direto do sistema de saúde, sistema de justiça, assistência infantil e assistência social, bem como custos indiretos, como perda de salários, produtividade e potencial, são apenas uma parte do que as sociedades pagam pela violência contra as mulheres.

A violência contra as mulheres custa aos países cerca de 1,5 trilhão de dólares – 2% do Produto Interno Bruto (PIB) global, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU). Nesse total estão somadas as despesas com o atendimento às vítimas, a aplicação das leis e as consequências das agressões na vida de trabalhadoras.

De acordo com dados da UNWomen, organização da ONU dedicada à igualdade de gênero e ao empoderamento das mulheres, os custos anuais dessa violência foram calculados em US $ 5,8 bilhões nos Estados Unidos: US $ 4,1 bilhões em serviços médicos e de saúde diretos, enquanto as perdas de produtividade representam quase US $ 1,8 bilhão. No Reino Unido, os custos totais diretos e indiretos são estimados em US $ 32,9 bilhões.

No Brasil, a economia perde cerca de R$ 1 bilhão devido às consequências da agressão sofrida pelas mulheres. Os dados são do segundo relatório da Pesquisa de Condições Socioeconômicas e Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, realizado pela Universidade Federal do Ceará (UFC) em 2017, em parceria com o Instituto Maria da Penha.  A pesquisa acompanhou 10 mil mulheres nas nove capitais nordestinas desde 2016.

 

Por Redação Evidências

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27 de dezembro de 2022 0 comments
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Janeiro Branco: você está de olho na sua saúde mental?
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Janeiro Branco: você está de olho na sua saúde mental?

by Evidencias 27 de dezembro de 2022
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Janeiro Branco: você está de olho na sua saúde mental?

Estar mentalmente saudável, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) é o estado de bem-estar no qual uma pessoa consegue desempenhar suas habilidades, consegue lidar com as inquietudes da vida, é capaz de trabalhar de forma produtiva e contribuir para a sua comunidade. No entanto, as situações do cotidiano mostram que cada vez menos estamos conseguindo levar a vida dessa forma: existe um aumento dos casos de violência, uso de drogas, transtornos compulsivos, suicídio, intolerâncias, entre outros.

Para lembrar as pessoas de cuidarem não só da saúde física, mas também da mental, psicólogos brasileiros criaram a campanha Janeiro Branco, que usa o mês em que tradicionalmente as pessoas estão mais focadas em resoluções e metas para o ano para instigar nelas um maior cuidado com o seu bem-estar psíquico.

No Brasil, dados da Pesquisa Nacional de Saúde e Bem-Estar (NHWS, na sigla em inglês) da Kantar Health mostram que 34% dos entrevistados declararam sofrerem de alguma condição psiquiátrica*, ainda que apenas 21% deles tenha sido diagnosticado. A depressão, uma grave condição médica que diminui a capacidade da pessoa de funcionar normalmente, é um dos transtornos psíquicos muito comuns no mundo, afetando mais de 350 milhões de pessoas no mundo todo (dados da OMS) e que acomete 16% da população brasileira – mais do que a taxa de depressão nos EUA (13%), Espanha (9%) e China (quase 6%). O Brasil também é o país onde as pessoas são diagnosticadas com depressão quando são mais jovens, em média aos 36 anos. A faixa etária entre os 35 e 49 anos concentra a maior taxa de depressivos brasileiros, com maior incidência entre as mulheres (68,9%), mesma tendência observada em países como França, Reino Unido e Espanha.

Falta de saúde mental sobrecarrega os sistemas de saúde

Além de debilitar a saúde mental dos pacientes, transtornos mentais como a depressão também são um importante fator na taxa mundial de mortalidade.

Pacientes que sofrem com depressão severa também costumam relatar outras queixas médicas, como sofrimento com insônia, ansiedade e dores, e costumam frequentar mais os hospitais e prontos-socorros.

Ainda que o sistema de saúde brasileiro seja gratuito, grande parte dos diagnósticos de depressão acontece entre pacientes que possuem convênio médico privado. A incidência de diagnósticos de depressão na rede pública de saúde (SUS) é baixa, possivelmente devido à falta de acesso à especialistas. Quem não depende do sistema público de saúde (SUS) tem uma tendência maior de procurar psiquiatras, psicólogos e terapeutas para tratar a própria depressão.

Existem estudos que também associam o suicídio à distúrbios mentais, transtornos de personalidade, isolamento e depressão, essa última estando associada a 30% dos casos de morte, segundo a OMS.

Cuidados com saúde mental também são importantes no tratamento de câncer

Lidar com um câncer e superá-lo não é tarefa fácil, e por isso alguns pacientes costumam precisar de apoio para manter a saúde mental durante o tratamento. O impacto psicológico das doenças varia de caso a caso, mas é bastante comum em alguns tipos de câncer, como o de mama. “O impacto psicológico do diagnóstico de câncer de mama é brutal e toda mulher que passa por isso sofrerá um processo de luto em algum momento no decorrer do tratamento ou mesmo após o seu término”, afirma a oncologista Bruna Pegoretti, coordenadora do departamento de Medical Intelligence da Evidências – Kantar Health. Segundo Pegoretti, é muito frequente que as mulheres “segurem a peteca” durante o diagnóstico e o tratamento, e só depois de estarem fora de perigo que chegam a desenvolver um quadro depressivo.

Além dos próprios pacientes, os cuidadores de pessoas que sofrem com o câncer também têm sua saúde mental afetada. Como eles costumam percorrer junto com o paciente a longa jornada de tratamentos, eles costumam sofrer com as repercussões do estresse dessa situação. Um levantamento da Kantar Health mostrou que dentre os cuidadores de pacientes com câncer, 57,6% apresentavam sinais de ansiedade e 45,5% de depressão.

Por um ano mentalmente saudável

Sabe-se que mais de 90% dos pacientes que tentam o suicídio apresentam um distúrbio psiquiátrico e que 95% daqueles que cometeram suicídio têm um diagnóstico psiquiátrico. Por isso, é importante que as pessoas que sofrem com algum distúrbio mental (como depressão, uso ou abuso de álcool e drogas, esquizofrenia ou transtorno bipolar) possam contar com uma atenção especial dos seus familiares. Segundo Luis Sales, médico analista da Evidências – Kantar Health, quem sofre com esses transtornos mentais deve passar pelo tratamento médico adequado, que pode incluir tratamentos farmacológicos e acompanhamento psicoterápico. Além disso, o suporte social e familiar é fundamental para a recuperação do paciente.

Como parte da campanha Janeiro Branco, os psicólogos também sugerem que as pessoas possam ser mais sinceras e transparentes com os seus desafios psicológicos, buscando ajuda e apoio sempre que necessário. Confira abaixo algumas das medidas que a campanha Janeiro Branco sugere para ajudar as pessoas a buscarem uma saúde mental e emocional mais plena.

1.     Reflita: com o ano novo, será que você pode ser uma nova pessoa? Aproveite o momento de reflexão do ano novo para pensar o que você pode mudar na sua vida para torna-la mais feliz.

2.     Aceite os ciclos: assim como os anos que se iniciam e acabam, a vida também é feita de ciclos. Esteja pronto para concluir os ciclos que não te fazem bem e se prepare para os novos que irão começar!

3.     Se prepare para agir: com o novo ciclo de 12 meses que se inicia agora, o que você pode se preparar para fazer que possa te levar a ter uma vida mais saudável e feliz?

Notas:
*condições psiquiátricas entre a população adulta incluem pacientes que relatam sofrimento com ansiedade, déficit de atenção ou hiperatividade, bipolaridade, depressão, ansiedade generalizada, transtorno obsessivo-compulsivo, fobias, stress pós-traumático, esquizofrenia e fobia social.

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Vacina contra dengue começa a ser vendida em rede privada do país
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Vacina contra dengue começa a ser vendida em rede privada do país

by Evidencias 27 de dezembro de 2022
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Vacina contra dengue começa a ser vendida em rede privada do país

Começou a ser distribuída na rede privada a primeira vacina contra dengue no Brasil. A Dengvaxia, produzida por um laboratório francês, já havia sido aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) em novembro de 2015 e teve seu valor definido agora em julho pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), que varia entre R$ 132 a R$ 138.

Segundo o Ministério da Saúde, a vacina apresentou eficácia global de 65,6% contra a dengue em pessoas com idade maior de nove anos.  Já nos casos mais severos em que há hospitalização, a eficácia pode chegar até 80,8%.  Em entrevista, o diretor da ANVISA Ivo Bucaresky, justificou a aprovação da vacina. “Geralmente se espera que as vacinas tenham eficácia acima de 80%, mas já temos outros casos no Brasil e no mundo de vacinas de eficácias menores e como se trata de uma epidemia em que não existem outras vacinas até o momento, a ANVISA decidiu por aprova-la”.

Outro ponto importante, é que a vacina previne os quatro sorotipos da dengue em pessoas com idade entre 9 a 45 anos. Para garantir sua efetividade, são necessárias três aplicações, com intervalos de seis meses entre as doses. Bucaresky ressalta que, “mesmo a vacina sendo a única opção que nós temos contra a doença, é importante continuar combatendo o vetor, que também transmite a chikungunya e a zica”.

Ainda não há previsão de quando a vacina será distribuída na rede pública, mas estudos estão sendo realizados pelo governo para avaliar os custos, efetividade e impacto epidemiológicos na distribuição pelo Sistema Público de Saúde (SUS).

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Violência psicológica é a forma mais comum de agressão contra a mulher
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Violência psicológica é a forma mais comum de agressão contra a mulher

by Evidencias 27 de dezembro de 2022
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Violência psicológica é a forma mais comum de agressão contra a mulher

No último domingo (9) o Brasil ficou chocado com cenas do Big Brother 17 mostrando agressão psicológica e física do participante Marcos Harter a companheira de programa Emilly Araújo, com quem tinha uma relação. As cenas desencadearam um movimento nas redes sociais e levaram à intervenção da delegacia da mulher e à expulsão do integrante do programa. O episódio tornou-se emblemático, pois trouxe à tona – e em cadeia nacional de televisão – um problema invisível que é enfrentado diariamente por milhares de mulheres ao redor do mundo.

A violência psicológica é a forma mais subjetiva – e, portanto, mais difícil de se identificar – de agressão contra a mulher. Mas isso não significa que ela também não deixa suas marcas: a violência psicológica é também uma grave violação dos direitos humanos das mulheres, que produz reflexos diretos em sua saúde mental e física. Considerada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como a forma mais presente de agressão à mulher, sua naturalização é considerada um estímulo a uma espiral de violências. Prova disso é que três em cada cinco mulheres jovens já sofreram violência em um relacionamento, segundo pesquisa realizada pelo DataPopular e Instituto Avon em 2014.

De acordo com a OMS, a violência psicológica contra as mulheres é “qualquer conduta que lhe cause dano emocional e diminuição da autoestima ou que lhe prejudique e perturbe o pleno desenvolvimento ou que vise degradar ou controlar suas ações, comportamentos, crenças e decisões, mediante ameaça, constrangimento, humilhação, manipulação, isolamento, vigilância constante, perseguição contumaz, insulto, chantagem, ridicularização, exploração e limitação do direito de ir e vir ou qualquer outro meio que lhe cause prejuízo à saúde psicológica e à autodeterminação”.

Dados da violência

A violência contra a mulher pode ser física, sexual, moral e psicológica. De acordo com as denúncias de violências recebidas (12,23% do total de atendimentos) no primeiro semestre de 2016 pelo Ligue 180 – a Central de Atendimento à Mulher – os números são estarrecedores: 51,06% corresponderam à violência física; 31,10% à violência psicológica; 6,51%, violência moral; 4,86%, cárcere privado; 4,30%, violência sexual; 1,93% à violência patrimonial e 0,24%, ao tráfico de pessoas. Porém, esses números podem ser ainda maiores tendo em vista que apenas 10% dessas agressões são registradas pelas vítimas, que deixam de denunciar por fatores como medo ou sentimento de culpa.

Culpa

Não apenas a naturalização de atos violentos dentro de casa ou em relacionamentos abusivos, a violência psicológica implica na culpabilidade, situação comum em que a vítima até gostaria de se livrar das agressões, mas não do agressor que estimula a imagem de que a vítima foi responsável pela agressão.

Leia mais sobre os desafios de ser mulher

Apesar de não serem precisos, estes dados de diversos tipos de violência contra a mulher servem de exemplo para uma realidade mais comum do que parece, mostrada até ao vivo em um programa de TV e que mesmo em meio às controvérsias, é considerada banal por muitos brasileiros.

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Medicamento que evita o contágio com HIV é novo aliado no combate à AIDS
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Medicamento que evita o contágio com HIV é novo aliado no combate à AIDS

by Evidencias 27 de dezembro de 2022
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Medicamento que evita o contágio com HIV é novo aliado no combate à AIDS

Truvada começará a ser distribuído pelo SUS ainda neste ano

É possível que pessoas não infectadas, mas que possuem maior vulnerabilidade ao contágio, possam prevenir o contágio com o vírus do HIV utilizando diariamente uma pílula antirretroviral (ARV). Parece utópico, mas essa realidade já existe. A pílula, denominada PrEP, sigla de profilaxia pré-exposição ao HIV, é também conhecida por Truvada, seu nome comercial. Trata-se de um medicamento que combina dois tipos de retrovirais, o tenofovir e emtricitabitina, que bloqueia o ciclo da multiplicação do vírus, caso ocorra a infecção. Não é uma vacina, mas evidências científicas mostram que o medicamento possui eficácia superior a 90% com o uso contínuo.

No mundo, há cerca de 36,7 milhões de pessoas vivendo com o HIV, segundo dado da Organização Mundial da Saúde (OMS). A PrEP é um grande passo no combate à doença, já que seu diferencial é atingir um público que possui maior vulnerabilidade de se infectar e que, por algum motivo, não consegue se proteger em todas as relações sexuais. Fazem parte desse grupo a população transexual, casais soro discordantes (quando um tem vírus e o outro não), homens que fazem sexo com outros homens (HSHs) e profissionais do sexo.

De acordo com o boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, o Brasil apresenta uma média de 40 mil novos casos de HIV/Aids por ano. Nas pessoas consideradas deste grupo de risco, a prevalência de HIV é de 5 a 10%, sendo que na população em geral o risco de infecção é de 0,4%.  Em alguns países no mundo, a taxa de prevalência do HIV em mulheres transgêneras chega a ser 80 vezes maior que a população adulta em geral (OMS). Profissionais do sexo possuem 13,5% mais chances de serem infectadas. Diversas questões como violência, barreiras legais, estigma e discriminação dificultam o acesso para essa população. 

 O começo

A ideia de prevenir o vírus do HIV ganhou maior visibilidade com Greg Owen, um irlandês homossexual que vivia em Londres, trabalhava como barmen e que ao ouvir falar do Truvada decidiu pesquisar a respeito e em como obtê-lo. Naquele momento, em 2015, a PrEP ainda não estava disponível e uma prescrição privada custava em torno de 500 euros por mês. Owen descobriu um estudo em andamento que testava a eficácia do remédio, se inscreveu e começou a publicar em seu blog atualizações sobre o programa do qual fazia parte.

Mas, em um dos testes de rotina, Owen descobriu que já havia contraído o vírus. Mesmo devastado com a notícia, ele decidiu fazer desta situação um meio para que outras pessoas não contraíssem a doença: Owen criou o site IWantPrEPNow e lá publicava informações, extensas pesquisas, atualizações e até formas viáveis de onde comprar o medicamento. Em pouco tempo, Owen se tornara um ativista em meio a uma agitada rotina de entrevistas e participações em programas da mídia para ajudar mais e mais pessoas a saberem sobre a PrEP. Em 2012 o Truvada foi aprovado pelo Food and Drug Administration (FDA) como medida preventiva – antes o remédio era usado apenas como tratamento – e desde então, seu uso vem aumentando.

 PrEP no Brasil

No Brasil, a PrEP vai começar a ser distribuída ainda este ano pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Seremos o primeiro país da América Latina a realizar essa medida, que terá investimento inicial de US$ 1,9 milhão para a compra do medicamento, que será destinado em um no primeiro momento a 7 mil pessoas que fazem parte das populações-chaves em 12 estados brasileiros. O Ministério da Saúde afirma que essa medida deverá aumentar conforme a demanda. “O Brasil, mais uma vez, sai como um dos pioneiros na prevenção e tratamento do HIV”, afirmou o ministro Ricardo Barros, durante entrevista coletiva. 

O estudo iPrEX já vinha sendo conduzido em quatro centros de pesquisas no país financiados pelo Ministério da Saúde: a Faculdade de Medicina da USP, pelo Centro de Referência e Treinamento em DST/Aids, pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e pelo Hospital Partenon (Porto Alegre).

Uso do preservativo

Apesar de grande aliado ao combate à AIDS, a utilização da PrEP não é substituta do preservativo, já que o medicamento não possui 100% de eficácia e ajuda na prevenção somente contra o HIV. O uso da camisinha continua sendo o mais indicado para a prevenção de outras doenças sexualmente transmissíveis, como a gonorreia e hepatites, além de evitar a gravidez indesejada.

A PrEP surge como mais uma alternativa para lidar com o vírus da AIDS, mas é importante que as pessoas continuem usando a camisinha como forma de evitar o contágio com o vírus HIV. Nos últimos anos, percebeu-se uma queda na compra de camisinhas e no uso do preservativo nas relações sexuais, o que não é nada recomendado pelos médicos.

Dados do Target Group Index da Kantar IBOPE Media mostram que nos últimos 5 anos, houve queda na compra (-21%) e no uso do preservativo (-9%) entre brasileiros maiores de 18 anos. Os números são ainda mais alarmantes entre o público jovem: na faixa etária entre 18 e 24 anos, a compra da camisinha diminuiu 25% e o uso do preservativo em novos relacionamentos caiu 11%.

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Talvez por não terem sido testemunhas de mortes em decorrência da AIDS, já que hoje um soropositivo tem uma expectativa e qualidade de vida muito melhor, os jovens podem estar negligenciando os cuidados com a própria saúde.

Até mesmo a PrEP, por exemplo, é uma nova alternativa direcionada às populações de risco – como casais soro discordantes – e não funciona como uma “vacina” contra o vírus HIV. “A AIDS continua sendo uma doença sem cura e que pode atingir a todas as pessoas”, alerta Eloisa Moreira, diretora de pesquisa clínica da Kantar Health.

Informação ainda é aliada

A desinformação é outro grande desafio quando se fala da doença: do total de brasileiros vivendo com AIDS, o Ministério da Saúde projeta que cerca de 20% não sabe que têm a doença. Esse dado mostra o quanto informação e prevenção são importantes para que mais pessoas não contraiam e transmitam a doença. “Em grande parte dos casos de HIV, não apenas a vida do indivíduo está em jogo, mas também as vidas de seus parceiros”, ressalta Moreira.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) liberou a comercialização de autotestes de HIV em farmácias no ano passado. “O autoteste pode auxiliar em boa parte dos casos em que a razão para a pessoa não realizar o exame é o medo do diagnóstico”, enfatiza Moreira. Além disso, o SUS também oferece o exame gratuitamente e sem a necessidade de identificação.

Mesmo com o número de casos diminuindo – a proporção de novos casos em relação ao total da população caiu 5,5% em 2015 no Brasil, segundo o Boletim Epidemiológico – os números da doença continuam alarmantes. Só no Brasil, o número de mortes relacionadas à AIDS foi estimado em 15.000 pela UNAIDS em 2015.

Vivendo com a doença

Além da nova medida de prevenção com a PrEP, o Brasil hoje tem uma das maiores coberturas de tratamento antirretroviral (TARV) entre os países de baixa e média renda, com mais da metade (64%) das pessoas vivendo com HIV recebendo TARV, de acordo com dados do Ministério da Saúde. O TARV evita que o HIV se multiplique no organismo. Se a reprodução do HIV para, então as células imunes do corpo são capazes de viver mais tempo e proteger o corpo contra infecções.

A AIDS não tem cura, mas com o avanço da medicina e tecnologias, pode ser tratada com medicamentos, aumentando assim consideravelmente o tempo e a qualidade de vida do paciente. “O tratamento tem como objetivo manter a carga viral (de modo simples, a quantidade de vírus no organismo do paciente) baixa. Os exames periódicos permitem verificar se a carga viral permanece baixa ou se aumentou; nesse último caso, os exames também podem identificar mutações no vírus e, como consequência, qual alteração no tratamento deve ser feita”, explica Moreira. 

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Dia mundial do sono ressalta a importância de dormir bem para a saúde
Dicas

Dia mundial do sono ressalta a importância de dormir bem para a saúde

by Evidencias 27 de dezembro de 2022
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Dia mundial do sono ressalta a importância de dormir bem para a saúde

Por que dormimos? E por que sonhamos? Essas foram duas das 125 perguntas mais intrigantes da ciência publicadas pela revista Science em 2005. E mesmo não sabendo exatamente as respostas para essas questões, variados temas sobre o sono revelam sua importância para a vida do ser humano. “A função do sono não está totalmente esclarecida, mas, atualmente, já existem diversos estudos que nos permitem dizer que o sono possui um papel fundamental na saúde, exercendo uma atividade reparadora com grande influência no funcionamento de sistemas como o nervoso, cardíaco e endócrino, entre outros”, analisa Renato Watanabe, analista de Pesquisa Clínica da Evidências – Kantar Health.

“Por exemplo, podemos citar a liberação do hormônio GH – o hormônio do crescimento – que ocorre durante as primeiras horas do sono, o período do sono mais ‘profundo’. Além disso, estudos já observaram que a privação e restrição do sono podem aumentar os níveis de cortisol e ACTH – hormônios relacionados ao estresse, e também podem provocar prejuízos cognitivos, aumentar a ingestão de alimentos pela redução de leptina (hormônio que promove saciedade) e aumento de grelina (hormônio aumenta a fome), além de aumentar a irritabilidade e alterar a resposta imune, entre outros. Estas alterações diretas, e outras indiretas, prejudicam a saúde do indivíduo”.

No ranking de quem dorme menos, o Brasil está em terceiro lugar no mundo, perdendo apenas para o Japão e Cingapura, de acordo com uma pesquisa realizada pela revista Science Advances em 2016.  Em média, os brasileiros dormem 7 h  e 30 minutos por noite. Para Guilherme Julian, especialista de Pesquisa Clínica da Evidências – Kantar Health, a quantidade de horas necessárias de sono por dia para se sentir bem varia de pessoa para pessoa. “Algumas necessitam menos de seis horas e são classificadas como ‘dormidores curtos’; há pessoas que necessitam de mais de nove horas de sono e são classificadas como ‘dormidores longos’. Além disso, a necessidade de horas de sono varia com a idade, sendo muito maior na infância – recém-nascidos, por exemplo, necessitam de 16 horas de sono por dia – diminuindo ao longo do tempo, até atingir de 7 a 8 horas por dia, em média, na idade adulta”.

Dia do Sono

No próximo dia 17 de março é comemorado o Dia Mundial do Sono, data criada pela Sociedade Mundial do Sono (WSS) com o objetivo de conscientizar sobre a importância de se dormir bem e sobre os distúrbios do sono. A campanha desse ano tem como tema o slogan sleep soundly, nurture life (dormir bem, fortalecer a vida), com o foco de incentivar as pessoas a procurarem ajuda profissional quando necessário.

Existem cerca de 70 tipos de distúrbios de sono. Os mais comuns são a insônia e a apneia do sono. Na insônia, a pessoa não consegue dormir em seu período de descanso, o que pode ser relacionada a outras causas como ansiedade e depressão. Já na apneia do sono a pessoa tem interrupções intermitentes da respiração durante o sono, diminuindo a oxigenação dos tecidos. “Existe uma grande dificuldade de se identificar a apneia, pois não é possível perceber essas interrupções durante o sono, já que na maioria das vezes elas não levam ao despertar da pessoa, mas são suficientes para alterar a atividade cerebral durante o sono, prejudicando sua qualidade. Assim, a apneia pode ser identificada pelos parceiros ou através de outros sintomas, como cansaço ao acordar, sonolência durante o dia, dificuldade de concentração, entre outros. Por isso é importante procurar ajuda médica e realizar o exame de polissonografia”, afirma Watanabe.

Como dormir bem?

Mesmo com tantos benefícios relacionados ao sono, dormir bem pode não ser uma tarefa tão fácil. Mas há bons hábitos que, seguidos regularmente, podem ajudar a ter noites de sono bem dormidas, de acordo com Julian. Esses hábitos são chamados de ‘higiene do sono’. “Para manter uma boa higiene do sono, alguns importantes hábitos são: evitar longos cochilos à tarde; evitar agentes estimulantes (chocolate, café, chá, cigarro); evitar a prática de exercícios físicos na parte da noite; evitar luz excessiva à noite, principalmente pouco antes de dormir (isso inclui luzes de TV e smartphones!); a exposição à luz solar é um fator importante, pois o Sol é o sincronizador natural de nosso relógio biológico; utilizar o quarto apenas para dormir, evitando outras atividades, como trabalhar, comer, etc.; evitar o uso de álcool (o álcool é um bom indutor de sono, de fato, mas atrapalha na qualidade geral do sono e na quantidade de sono do tipo REM, importante para manutenção da memória, e outras funções desde o funcionamento do sistema imune até outras funções do sistema nervoso central); para pessoas insones, é importante fazer relaxamento antes de dormir, não recordar os problemas/preocupações na hora de dormir, etc.”.  

Ainda há muito que aprender sobre o sono, mas não se pode negar sua importância para o equilíbrio da qualidade de vida e o bom funcionamento do nosso cérebro e corpo. “Na sociedade em que vivemos, onde o tempo e a qualidade do sono estão cada vez mais prejudicados, vale lembrar que o sono é tão importante quanto realizar atividade física ou ter uma alimentação saudável, sendo parte fundamental da boa saúde”, ressalta Watanabe.

 

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Doenças transmitidas por mosquitos causam milhões de mortes por ano
Notícias de Saúde

Doenças transmitidas por mosquitos causam milhões de mortes por ano

by Evidencias 27 de dezembro de 2022
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Doenças transmitidas por mosquitos causam milhões de mortes por ano

Nem tubarões, nem cobras ou leões. Em se tratando de animais mortais, os mosquitos são os mais perigosos do mundo. Eles podem ser pequenos e frágeis, mas sua capacidade de transportar e transmitir doenças causa milhões de mortes anualmente ao redor do mundo. Só a malária provocou 438 mil mortes em 2015, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). Seus competidores podem ser grandes, fortes e assustadores, mas não fazem nem um terço de suas vítimas fatais: cobras fazem cerca de 125 mil vítimas por ano no mundo todo, leões fazem 200 vítimas e tubarões apenas 55, de acordo com dados da OMS.

Diversos vírus são transmitidos por mosquitos e outros artrópodes – os chamados “arbovírus”. Os mais conhecidos sãos os Aedes e o Culex. A lista de doenças que podem ser transmitidas é enorme, e vai desde as mais conhecidas, como dengue, zika e chikungunya, até as mais exóticas, como febre do Nilo ocidental e filariose, passando por malária, febre amarela e leishmaniose. Algumas não causam mais do que um mal-estar que se assemelha a gripe comum, mas muitas podem ser fatais.

Pequenos, mas perigosos

O mosquito Aedes é um dos menores – tem apenas sete milímetros – e um dos mais perigosos. Ele é responsável por transmitir várias doenças, entre elas dengue, zika, chikungunya e febre amarela.

A dengue é a que registra o maior número de casos: uma estimativa recente publicada por Bhatt e colaboradores na revista Nature indica 390 milhões de infecções da doença por ano, dos quais 96 milhões se manifestaram clinicamente. De acordo com a OMS, a dengue é endêmica em mais de 128 países, com cerca de 3,8 milhões de pessoas em risco.  

O chikungunya teve mais de 37 mil casos confirmados nas Américas registrados em 2015 pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS). Já a zika apresentou mais de 91 mil casos prováveis registrados até abril deste ano no boletim epidemiológico do Ministério da Saúde do Brasil. As duas doenças já foram documentadas em mais de 60 países da África, Ásia, Américas e Europa.

Apesar dos números assustadores, na maioria das vezes essas doenças se apresentam de forma leve ou moderada. Porém, alguns casos podem ser graves. Embora a dengue clássica raramente tenha consequências sérias, a dengue hemorrágica pode levar à morte. “Os casos graves da doença são muito raros, e sua taxa de mortalidade é relativamente baixa – aproximadamente 40 óbitos para cada 100.000 casos registrados (0,04%)”, aponta Otávio Clark, CEO e team leader da Evidências – Kantar Health.

Já o principal risco da zika é a infecção de mulheres grávidas, o que pode acarretar microcefalia e outras complicações nos bebês. Além disso, o vírus da zika também está associado à síndrome de Guillain-Barré (doença rara em que o sistema imunológico ataca células dos nervos periféricos, causando fraqueza muscular e perda de sensibilidade).

Este ano a primeira vacina contra dengue começou a ser distribuída na rede privada no Brasil, e o governo está estudando a hipótese de sua distribuição na rede pública. Também se espera para um futuro próximo o desenvolvimento de uma vacina contra a zika.

A febre amarela é uma doença hemorrágica viral aguda endêmica nas zonas tropicais da África e na América Central e do Sul. Desde o lançamento do programa “Iniciativa contra a Febre Amarela”, em 2006, foram realizados progressos significativos no combate a esta doença na África e mais de 105 milhões de pessoas foram vacinadas em campanhas de vacinação em massa, diminuindo significativamente o número de casos. No entanto, um surto recente da doença – considerado o pior em décadas – já matou mais de 345 pessoas em Angola.

De acordo com a OMS, cerca de 130 mil casos de febre amarela são notificados anualmente e a doença causa 44 mil mortes no mundo a casa ano. “Existe uma vacina para a febre amarela que é eficaz, mas não é aplicada a todas as pessoas, apenas para aquelas que vivem em áreas expostas ou que viajarão para locais endêmicos”, explica Clark.

Malária

De todas essas doenças, a malária é a mais perigosa. “A malária é a principal causa parasitária de morbidade e mortalidade em todo o mundo, especialmente nos países em desenvolvimento onde há sérios problemas econômicos e sociais”, alerta Clark.

Em 2015, mais de 3,2 bilhão de pessoas estavam em risco, de acordo com dados da OMS. Estimativas da Organização também apontam que houve 214 milhões de novos casos de malária no mundo todo em 2015. A doença, transmitida pelo mosquito Anopheles, é endêmica em 107 países. Se não tratada a tempo, a doença pode se agravar e levar a convulsões, delírio, anemia, insuficiência renal, edema pulmonar, coma e óbito. Não existe vacina para malária, mas o tratamento com agentes antimaláricos geralmente é eficiente e seguro – quando feito rapidamente e de forma correta.

Combate

Combater essas doenças é essencial, mas não é fácil. Isso porque a maioria das áreas endêmicas se encontra em regiões menos favorecidas, que precisam vencer muitos desafios sociais e econômicos para resolver questões de saúde pública. Outra questão importante é o fator ecológico de combater os mosquitos.

“O combate a essas doenças é uma questão difícil, já que o principal problema é a transmissão por mosquitos e os desequilíbrios ecológicos estão fazendo mais e mais pessoas entrarem em contato com eles”, aponta Clark. “A facilidade de viajar também contribui para a rápida disseminação global das doenças – a zika, por exemplo, acredita-se que foi introduzida no Brasil durante a Copa do Mundo de futebol há dois anos e rapidamente se alastrou pelo país e pelo continente. No caso da malária, a resistência do mosquito ao larvicida também é considerada um fator que contribui para o aumento no número de casos”.

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Novembro azul: incentivando os homens a cuidarem da saúde
Notícias de Saúde

Novembro azul: incentivando os homens a cuidarem da saúde

by Evidencias 27 de dezembro de 2022
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Novembro azul: incentivando os homens a cuidarem da saúde

A campanha do Outubro Rosa, que foca na prevenção ao câncer de mama, já é bastante conhecida, e muita gente se empenha em incentivar as mulheres a cuidarem da própria saúde. Mas… e a saúde masculina?

Para conscientizar também os homens sobre a importância de se cuidarem, surgiu o Novembro Azul, que tem como foco a importância da prevenção ao câncer de próstata. Além da cor azul, há quem se disponha a deixar o bigode crescer durante o mês de novembro (o que é conhecido em alguns países como “movember”, uma mistura das palavras inglesas moustache e november). A ideia é que o novo visual proporcionado pelo bigode pudesse simbolizar a mudança da forma como os homens “encaram” os cuidados com a própria saúde.

Novembro azul

Assim como acontece no Outubro Rosa, durante todo o mês de Novembro existe um esforço de mídia para informar a população sobre as principais doenças que acometem a população masculina, destacando as formas de detectá-la antecipadamente e ajudando a tirar o estigma dos exames que ajudam nas rotinas de check-up médico.

No Brasil, o câncer de próstata é o 2º mais comum entre os homens (atrás apenas do câncer de pele não-melanoma), segundo o Instituto Nacional do Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA). A taxa de incidência da doença é 6 vezes maior nos países desenvolvidos se comparados com os países em desenvolvimento, e a previsão é de que em 2016 ocorram 61.200 novos casos (INCA).

Bons hábitos, por mais clichê que pareçam, são de importância crucial na prevenção de doenças, inclusive do câncer de próstata. “Quando falamos em prevenção é necessário destacarmos que algumas medidas preventivas são facilmente aplicáveis, como mudanças em hábitos de vida. É importante manter a prática de atividades físicas e uma alimentação rica em vegetais e pobre em gorduras”, destaca o oncologista Luciano Paladini, médico analista da Evidências – Kantar Health. “Com a detecção precoce do câncer da próstata, conseguimos taxas de cura em torno de 90% a 95%”.

O diagnóstico só é possível por meio de dois exames: o antígeno prostático específico (PSA), que permite rastrear e definir a sequência ideal de tratamento nos pacientes com neoplasia de próstata avançada, e o ainda temido exame de toque. “O  toque retal, um exame rápido – dura segundos, é praticamente indolor e não afeta em nada a masculinidade do homem – deve também ser realizado, já que o PSA não é eficaz sozinho. Cerca de 20% dos casos diagnosticados ao toque retal podem cursar com PSA normal ao diagnóstico. Infelizmente, ainda há muito preconceito com esse exame. Aproximadamente dois terços dos homens brasileiros não se submetem ao toque retal de rastreamento.  Os dois exames juntos (toque e PSA) conseguem diagnosticar 80% dos casos de neoplasia de próstata”, alerta Paladini.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), cerca de 20% dos pacientes portadores de câncer de próstata ainda são diagnósticos em estágios avançados, embora tenha ocorrido uma maior procura nas últimas décadas devido à divulgação e conscientização na população masculina. “Minha percepção, na prática clínica, é que ao longo dos anos, os homens têm aceitado com mais tranquilidade a realização do toque retal quando esse é necessário”, destaca Paladini. “Outro dado interessante foi produzido por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP): no Brasil enquanto cerca de 40% dos indivíduos tinham a opinião de que o toque retal não era ‘aceitável’ antes de realizar o procedimento, após o mesmo esta proporção caiu para 10%. Isto sugere que a expectativa dos homens quanto ao toque retal é bastante diferente da realidade envolvendo o exame. A disseminação de dados como esse pode auxiliar na desmistificação desse preconceito”, afirma.

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Outubro Rosa: Mídias sociais ajudam a sensibilizar e informar sobre o câncer de mama
Notícias de Saúde

Outubro Rosa: Mídias sociais ajudam a sensibilizar e informar sobre o câncer de mama

by Evidencias 27 de dezembro de 2022
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Outubro Rosa: Mídias sociais ajudam a sensibilizar e informar sobre o câncer de mama

A desinformação sobre o autoexame – que não é a melhor forma de prevenção – é principal desafio na comunicação neste mês

Em outubro, o Brasil fica cor-de-rosa. A cor, que ilumina monumentos históricos e prédios públicos, enfeita os laços que simbolizam o movimento e aparece com força em campanhas publicitárias serve para promover a conscientização da população sobre o câncer de mama, como uma parte importante das ações do chamado Outubro Rosa. A série de campanhas de conscientização sobre a doença, que é o tipo de câncer mais frequente entre as mulheres, teve início nos EUA nos anos 1990 como forma de encorajar o público a conhecer melhor esse tipo de câncer, que afetou ao menos 1,67 milhões novos pacientes no mundo todo em 2012. No Brasil, apenas em 2016, o Instituto Nacional do Câncer (INCA) estimou 57.960 novos casos, dos quais mais de 14 mil resultaram em morte. 

Por aqui, ações e campanhas de conscientização sobre o câncer de mama acontecem desde 2002, com foco na importância de se informar sobre o tema e se esforçar na detecção do câncer de mama em seus estágios mais iniciais, quando a chance de cura é maior. 

E se o assunto é informar, as mídias sociais são uma ferramenta extremamente eficaz. “Além de uma poderosa ferramenta de conscientização, as mídias sociais podem trazer um novo insight sobre as barreiras enfrentadas pelos pacientes em busca de detecção precoce ou mesmo de tratamento”, opina a oncologista Luciana Clark, diretora de Comunicação Científica da Kantar Health no Brasil.

Foi o que demonstrou um estudo publicado em 2016 na revista Breast Cancer Research and Treatment, que analisou mais de 1 milhão de posts sobre o câncer de mama. Utilizando um software para mineração de dados, os autores detectaram que 38% dos posts abordavam dificuldades relacionadas ao diagnóstico e tratamento da doença. Entre estas barreiras estavam aspectos emocionais (medo, ansiedade, negação, depressão); crenças pessoais (percepções errôneas, preferências e aspectos religiosos e espirituais); e aspectos físicos (efeitos colaterais e mudança corporal provocados pelo tratamento), além de falta de recursos financeiros, comunicação ruim com a equipe de saúde e experiências prévias negativas.

“Muitas destas barreiras podem ser removidas através da educação, melhora da comunicação e suporte psicológico, o que aumentaria o acesso dessas pacientes aos exames e ao tratamento. Daí a importância das redes sociais para mapear estas dificuldades e realizar uma intervenção positiva”, afirma Clark.

Outra pesquisa, publicada no Journal of Medical Internet Research, avaliou a eficácia do Twitter como meio de educação sobre o câncer de mama e seu impacto na ansiedade dos participantes. A maioria dos participantes (80,9%) afirmou que os tweets trouxeram aumento do conhecimento geral sobre o tema, também ajudando a obter mais informações sobre estudos clínicos e pesquisas e a ter mais informações sobre opções de tratamento.

Desinformação inunda as mídias sociais

Mas nem sempre as mídias sociais são utilizadas de forma benéfica. Em geral, as informações divulgadas sobre a prevenção ao câncer de mama durante o mês de outubro são em geral incompletas, descontextualizadas, desatualizadas ou até mesmo equivocadas, o que pode levar o público a conclusões enganosas sobre a doença.

Um estudo publicado em 2015 no Journal of Health Communication analisou as mensagens postadas na página do Facebook de uma ONG americana voltada para a conscientização sobre o câncer de mama durante o Outubro Rosa. Os resultados demonstraram que nem sempre a página do Facebook trouxe informações de saúde válidas e, ainda, focava mais na venda de mercadorias para arrecadar fundos do que na educação dos usuários.

Um levantamento recente realizado pela Kantar Health, apresentado no ISPOR 2017, analisou os tipos de postagens feitos no Facebook e no Twitter em relação a este tema. Nos grupos de Facebook brasileiros, onde mais de 16 mil membros se encontravam para discutir o tema, a maior parte das postagens se referia a assuntos e experiências pessoais (25%), propaganda (25%), apoio (18%) e auto-exame (12%). Já no Twitter, o foco das comunicações feitas usando as hashtags #cancerdemama e/ou #outubrorosa eram primordialmente promover a campanha do Outubro Rosa (33%), prevenção (14%), conscientização (12%),  propaganda (12%) e auto-exame (11%).

Os dados mostram que apesar de redes como o Facebook e Twitter serem ferramentas e mídias que potencialmente ampliam a educação e conscientização sonbre os cuidados com o câncer de mama, elas tem sido usadas para divagar sobre situações particulares ou focando excessivamente no uso de roupas rosas, incentivo à causa do Outubro Rosa ou arrecadação de fundos para instituições ligadas ao tema.

Ou seja, apesar das mídias sociais terem um grande potencial para promover políticas de saúde, pois já fazem parte do cotidiano das pessoas, elas infelizmente não estão mencionando de forma relevante as práticas e prevenções eficientes no controle da doença. O Instituto Nacional do Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA), por exemplo, não estimula o autoexame das mamas como estratégia isolada de detecção precoce do câncer de mama, e ainda assim o tema de autoexames periódicos aparece com bastante frequência no Facebook e Twitter brasileiros.

A recomendação do INCA é que o exame das mamas pela própria mulher seja parte das ações de educação para a saúde que contemplem o conhecimento do próprio corpo. De acordo com a oncologista Bruna Pegoretti, diretora do departamento de Medical Intelligence da Kantar Health no Brasil, apenas o autoexame das mamas não ajuda a detectar o câncer. “O diagnóstico precoce é fundamental para o aumento das chances de cura, já que estão diretamente relacionados ao estágio da doença ao diagnóstico, então mamografia e visitas periódicas ao seu médico são fundamentais”, afirma.

Como se cuidar

No Brasil, a recomendação do Ministério da Saúde é a realização da mamografia de rastreamento (quando não há sinais nem sintomas) em mulheres de 50 a 69 anos, uma vez a cada dois anos. Apesar da recomendação do ministério, 40% das mulheres brasileiras nessa faixa etária não realizam mamografia, de acordo com o Inquérito Nacional de Saúde realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Além disso, dados do INCA apontam que apenas 2,5 milhões de mamografias foram realizadas em 2014, representando uma taxa de 24,8% – ainda muito abaixo da recomendação pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que é de 70%. O diagnóstico precoce é importante no câncer de mama porque quando mais cedo a doença for detectada, mais fácil será trata-la e maior serão as chances de curá-la.

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Negócios

O que é preciso para ser produtor audiovisual?

by Evidencias 26 de dezembro de 2022
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O que é preciso para ser produtor audiovisual? Confira qual é a formação exigida para se tornar esse tipo de profissional, qual o valor do salário, atribuições e mercado. 

Produção audiovisual é o processo de criar conteúdos audiovisuais, como vídeos, filmes, programas de televisão, spots publicitários e outros tipos de mídia.  O processo envolve a produção de conteúdo de áudio, vídeo e imagem, bem como a edição, o acabamento e a distribuição deste conteúdo.

O que é preciso para ser produtor audiovisual?

Além disso, inclui a aquisição de equipamentos necessários para a produção, a contratação de profissionais especializados e o planejamento e orçamento de todas as etapas do projeto.

O profissional que deseja atuar na área possui a possibilidade de ingressar em um mercado aquecido e bem remunerado.

O que é preciso para ser produtor audiovisual?

O produtor audiovisual precisa ter conhecimento em diversas áreas, como cinema, vídeo, áudio, fotografia, design gráfico, produção de conteúdo, edição de vídeo, programação de computadores, entre outros.

É necessário ter experiência prática nos métodos e ferramentas usados no processo de produção, bem como compreensão dos conceitos básicos de roteiro, direção, produção, edição e pós-produção. Além disso, é importante ter boas habilidades de comunicação, organização e gerenciamento de projetos.

A formação para atuar como produtor audiovisual normalmente envolve a graduação em produção audiovisual, cinema, jornalismo, publicidade, marketing, comunicação ou artes, além de cursos e workshops específicos.

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É necessário conhecer as técnicas de produção audiovisual, bem como conhecer os principais programas de edição de vídeo, imagem e som. Além disso, é importante ter habilidades de gerenciamento de projetos, liderança, organização e trabalho em equipe.

Como é o mercado para profissionais de produção audiovisual no Brasil?

O mercado de produção audiovisual no Brasil é muito vasto e cada vez mais em demanda. O setor gera grandes oportunidades para profissionais especializados em áreas como captação de imagens, edição de som, roteiro, produção e direção.

Atualmente, existe uma gama de empresas produtora de vídeo, agências e produtoras de conteúdo que oferecem vagas para profissionais nesta área.

Além disso, existem também outras oportunidades para quem deseja trabalhar com produção audiovisual, tais como freelancer, professor de cursos online e até mesmo um produtor de conteúdo.

Por isso, o mercado para profissionais de produção audiovisual tem crescido muito nos últimos anos e oferece excelentes oportunidades a quem tem o perfil certo para atuar nessa área.

Qual é o salário do produtor audiovisual?

O salário do produtor audiovisual depende de diversos fatores, como a localização, experiência, tipo de trabalho realizado e qualificações. De forma geral, os produtores audiovisuais podem ganhar entre R$2.500 e R$10.000 por mês.

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Quais as vagas disponíveis no mercado para produtor audiovisual?

As vagas disponíveis no mercado para produtor audiovisual dependem da área em que o profissional pretende atuar. Pode-se encontrar vagas como:

  • Produtor de TV e Cinema;
  • Produtor de Controle de Qualidade;
  • Produtor de Eventos Audiovisuais;
  • Produtor de Vídeos Educacionais;
  • Produtor de Videogames;
  • Produtor de Programas de TV;
  • Produtor de Filmes Documentários;
  • Produtor de Fotografia de Estúdio;
  • Produtor de Som e Trilhas Sonoras;
  • Produtor de Áudio Digital;
  • Produtor de Fotografia de Eventos;
  • Produtor de Design Gráfico;
  • Produtor de Imagens Digitais;
  • Produtor de Publicidade;
  • Produtor de Marketing Digital;
  • Produtor de Conteúdo para Web;
  • Produtor Executivo;
  • Produtor de Eventos Musicais;
  • Produtor de Vídeos de Ficção;
  • Produtor de Vídeos de Animação;
  • Produtor de Vídeos Corporativos;
  • Produtor de Vídeos Publicitários;
  • Produtor de Mídias Sociais;
  • Produtor de Vídeos Institucionais.

Por que investir na carreira de produção audiovisual? Vale a pena?

Investir na carreira de produção audiovisual é uma excelente opção para quem procura uma profissão em constante evolução e que oferece oportunidades em diversos setores, como publicidade, televisão, cinema, videogames, entre outros.

Esta carreira abrange a produção de conteúdo audiovisual a partir da concepção, desenvolvimento, produção, edição e distribuição de conteúdo, sendo uma área bastante abrangente.

Além disso, com a crescente popularidade de conteúdos audiovisuais, as plataformas digitais estão cada vez mais buscando profissionais qualificados, o que aumenta as oportunidades e o potencial de crescimento desta carreira.

Por isso, investir na carreira de produção audiovisual vale a pena. É uma carreira em constante evolução, com diversas oportunidades e possibilidades de crescimento. Além disso, é uma carreira que oferece a chance de trabalhar com diversas tecnologias, criar conteúdos e estar em contato com diversos profissionais.

Quais as dicas para atuar como produtor audiovisual?

Saiba quais as dicas para atuar como produtor audiovisual iniciante:

1. Aprenda os princípios básicos de produção audiovisual: edição de vídeo, filmagem, iluminação, áudio, direção, storyboard, etc.

2. Estabeleça um plano de produção e crie um cronograma.

3. Planeje como irá financiar seu projeto.

4. Escolha o equipamento certo para o trabalho.

5. Estabeleça parcerias com outros profissionais da área.

6. Trabalhe com equipes pequenas para gerenciamento mais eficiente e economia de custos.

7. Construa uma boa reputação como produtor.

8. Mantenha-se atualizado sobre as tendências da indústria.

9. Tenha habilidades de comunicação eficazes para a negociação de contratos.

10. Estabeleça um relacionamento próximo com o seu público para aumentar a conscientização do seu trabalho.

Como divulgar o seu trabalho como produtor audiovisual nas redes sociais e LinkedIn?

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1. Crie um site profissional para divulgar seu trabalho. Este deve incluir um portfólio com seus trabalhos anteriores, bem como informações de contato e informações profissionais. O site também pode conter links para seu perfil nas redes sociais.

2. Crie um perfil profissional no LinkedIn para mostrar seu trabalho como produtor audiovisual. Inclua informações profissionais, trabalhos anteriores e contatos profissionais para que os possíveis clientes possam entrar em contato.

3. Utilize as redes sociais para compartilhar seu trabalho como produtor. Compartilhe seus vídeos, clipes, fotos e outros materiais relacionados ao seu trabalho. Lembre-se de utilizar as hashtags para que seu conteúdo seja facilmente encontrado.

4. Envie e-mails promocionais para os possíveis clientes. Estes e-mails devem incluir informações sobre seu trabalho, links para seu site, portfólio e outras informações relevantes.5. Participe de eventos relacionados ao seu trabalho. Estes eventos podem ser online ou presenciais. Se for online, junte-se a grupos de discussão, crie vídeos para compartilhar na web e participe de webinars. Se for presencial, participe de feiras e congressos do setor e faça networking.

26 de dezembro de 2022 0 comments
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Tecnologia

10 Scooters elétricas mais baratas no Brasil

by Evidencias 20 de dezembro de 2022
written by Evidencias

Saiba quais as 10 scooters elétricas mais baratas no Brasil, além de conferir informações importantes sobre cada modelo, antes de comprar o seu veículo de duas rodas elétrico!

Uma scooter elétrica é um veículo de duas rodas movido a bateria, geralmente usado como meio de transporte pessoal. Elas são menores e mais leves do que as motocicletas e oferecem um meio rápido e conveniente para se locomover.

A scooter elétrica é alimentada por bateria, que é carregada por meio de uma tomada de corrente elétrica. Ela não possui combustível, o que significa que o custo de manutenção é muito menor do que o de um veículo a combustão.

Scooters elétricas mais baratas no Brasil

A scooter elétrica é muito fácil de usar. Basta ligar a chave, acelerar e desacelerar usando os pedais. A velocidade das scooters elétricas varia de 20 a 50 km/h, sendo que, algumas podem ter a autonomia de até 180 km/h (km percorrido com apenas uma carga de bateria) dependendo do modelo.

Além disso, a scooter elétrica tem um sistema de freio que permite parar de forma rápida e segura. Alguns modelos também incluem luzes LED, sistema de som e outros recursos avançados para um melhor desempenho.

Logo abaixo, confira quais as 10 scooters elétricas mais baratas no Brasil:

10 Scooters elétricas mais baratas no Brasil

Algumas das scooters elétricas mais baratas do Brasil, além de procuradas por entusiastas deste modelo de veículo de duas rodas, são:

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1. Yamaha Neo: Autonomia de até 42 km, velocidade máxima de 40 km/h e preço a partir de R$4.899,00. Indicada para aqueles que querem economizar no transporte diário para pequenas distâncias.

2. Dafra Citycom: Autonomia de até 55 km, velocidade máxima de 60 km/h e preço a partir de R $4.949,00. Indicada para aqueles que querem economizar e também ter segurança em seus trajetos diários.

3. Honda Lead: Autonomia de até 50 km, velocidade máxima de 60 km/h e preço a partir de R$5.299,00. Indicada para aqueles que querem uma scooter robusta e confortável para as suas viagens diárias.

4. Kasinski Prima: Autonomia de até 47 km, velocidade máxima de 60 km/h e preço a partir de R$5.449,00. Indicada para aqueles que querem economizar e também ter segurança em seus trajetos diários.

5. Yamaha Yes: Autonomia de até 40 km, velocidade máxima de 40 km/h e preço a partir de R$5.799,00. Indicada para aqueles que querem economizar no transporte diário para pequenas distâncias.

6. Dafra Speed: Autonomia de até 70 km, velocidade máxima de 60 km/h e preço a partir de R$5.999,00. Indicada para aqueles que querem economizar e também ter segurança em seus trajetos diários.

7. Honda Biz: Autonomia de até 57 km, velocidade máxima de 60 km/h e preço a partir de R$6.199,00. Indicada para aqueles que querem economizar no transporte diário para pequenas distâncias.

8. Kasinski Comet: Autonomia de até 50 km, velocidade máxima de 60 km/h e preço a partir de R$6.499,00. Indicada para aqueles que querem economizar e também ter segurança em seus trajetos diários.

9. Yamaha Factor: Autonomia de até 50 km, velocidade máxima de 60 km/h e preço a partir de R$6.599,00. Indicada para aqueles que querem economizar no transporte diário para pequenas distâncias.

10. Kasinski Win: Autonomia de até 50 km, velocidade máxima de 60 km/h e preço a partir de R$6.799,00. Indicada para aqueles que querem economizar e também ter segurança em seus trajetos diários.

Você pode encontrar vários modelos no site online https://scootereletricagoiania.com.br/.

Vantagens de comprar scooter elétrica

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As principais vantagens de comprar scooter elétrica são:

1. Economia: as scooters elétricas são menos caras e mais eficientes do que os carros a combustão. 

2. Menos emissões: as scooters elétricas não emitem gases poluentes, o que contribui para a redução da poluição do ar. 

3. Mais silenciosas: as scooters elétricas são muito mais silenciosas do que as motos a combustão. 

4. Menos custos de manutenção: as scooters elétricas não precisam de manutenção regular, como óleo, filtros e outros componentes. 

5. Menor peso: as scooters elétricas são mais leves, o que torna mais fácil carregá-las ou transportá-las em outros meios de transporte. 

6. Maior autonomia: as scooters elétricas têm baterias de maior capacidade, o que permite uma maior autonomia. 

7. Maior segurança: as scooters elétricas têm freios mais eficazes e são mais estáveis. 

8. Maior conforto: algumas scooters elétricas têm suspensão, o que torna a condução mais confortável. 

9. Mais práticas: as scooters elétricas são mais fáceis de manobrar e estacionar, o que torna a condução mais prática. 

10. Mais modernas: as scooters elétricas são mais modernas e tecnológicas, o que permite aos usuários desfrutar de uma experiência de condução única.

É preciso ter habilitação para pilotar Scooter elétrica?

A habilitação de Carteira Nacional de Habilitação (CNH) é exigida para dirigir qualquer veículo motorizado no Brasil, inclusive scooters elétricos. Isso se aplica a todos os veículos que possuem motor elétrico ou a combustão, de acordo com as leis de trânsito brasileiras. 

Assim, para pilotar um scooter elétrico no Brasil, o condutor deverá possuir habilitação CNH nas categorias A ou ACC.

O que avaliar antes de comprar scooter elétrica?

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Antes de comprar uma scooter elétrica, além de ter habilitação na categoria A ou ACC, será preciso avaliar alguns fatores para realizar a compra do modelo adequado para condução:

1. Autonomia: Verifique a autonomia da scooter elétrica, pois ela determinará a distância que você poderá percorrer antes de precisar recarregar a bateria.

2. Velocidade: Verifique o limite de velocidade máximo da scooter elétrica. Isso pode variar muito de acordo com o modelo.

3. Peso: Verifique o peso da scooter elétrica. Quanto mais leve, melhor será para carregar e transportar.

4. Recursos extras: Verifique se a scooter elétrica possui recursos extras, como luzes, painel de controle e assentos.
5. Preço: Por fim, mas não menos importante, verifique o preço da scooter elétrica. Certifique-se de que está obtendo um bom preço para o modelo escolhido.

20 de dezembro de 2022 0 comments
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