Processo de avaliações nos hospitais brasileiros ajuda a evitar erros

Processo de avaliações nos hospitais brasileiros ajuda a evitar erros

A comunicação entre pacientes, médicos e todos os funcionários em um hospital é fator crucial durante todo o processo de atendimento. Falhas na comunicação podem resultar em erros e eventos adversos, que muitas vezes podem ser graves e até mesmo fatais. A Organização Mundial da Saúde estima que 10% de todos os pacientes internados em hospitais sofre algum dano resultante da prestação de cuidados, e um terço desses eventos adversos acontece devido a erros humanos. Uma melhor comunicação entre os profissionais de saúde ajuda a evitar que esses erros aconteçam, melhorando o cuidado e a segurança do paciente.

Todo dia 14 de julho comemora-se mundialmente o dia do hospital, data em que é importante lembrar da acreditação dos estabelecimentos hospitalares, uma das importantes ferramentas para garantir a segurança do paciente. A acreditação consiste em avaliações externas que determinam se uma organização de saúde está de acordo com os padrões internacionais e se pode fornecer garantia de qualidade. No Brasil, existem duas organizações principais de acreditação,  a Organização Nacional de Acreditação (ONA) e a Joint Commission International (JCI) e estima-se que apenas 5% dos hospitais são credenciados. É um grande contraste com países como Canadá e Estados Unidos, que têm taxas de acreditação hospitalar superiores a 80%.

“Os processos para garantir a segurança do paciente são um dos principais objetivos dos programas de acreditação”, declara Chris Bueno, uma das autoras do estudo produzido pela Evidências – Kantar Health sobre a segurança do paciente e o processo de acreditação nos hospitais brasileiros. Por isso é importante analisar como os hospitais no Brasil e em outros países buscam soluções para garantir a segurança e buscar alternativas para melhorar cada vez mais o cuidado desses pacientes.

Erros médicos ainda são tabus na medicina

Está sendo lançado no Brasil o livro "Sem Causar Mal", de Henry Marsh, neurocirurgião que narra algumas das suas cirurgias mais complicadas. Alguns dos procedimentos cirúrgicos de Marsh chegaram a causar danos aos pacientes. Para ele, ainda que a confiança seja um dos ingredientes que permitem aos médicos enfrentarem o cotidiano angustiante, é o excesso dela que faz com que os médicos comentam erros. A solução, defende ele, é reconhecer o erro, não cair na tentação de atribuí-lo à natureza das doenças que estava tentando tratar, e então seguir adiante. "A tragédia da medicina é que os médicos aprendem, como tudo na vida, errando. E se erramos, os pacientes sofrem", contou Marsh em entrevista à revista Época quando esteve no Brasil para a Festa Literária Internacional de Paraty.

Notas:

A melhoria da segurança do paciente através da comunicação e do processo de acreditação foram temas de dois dos seis pôsteres que a Evidências – Kantar Health apresentou na reunião anual da International Society For Pharmacoeconomics and Outcomes Research (ISPOR) em 2016, que aconteceu em Washington, nos EUA. A ISPOR é um dos mais importantes canais de divulgação científica sobre farmacoeconomia e pesquisa de resultados. Além de ser uma organização pública sem fins lucrativos para propósitos educacionais e científicos, a ISPOR objetiva promover a ciência da farmacoeconomia, a pesquisa de resultados e facilitar a tradução destas investigações em informações úteis para os tomadores de decisão na área de cuidados à saúde.

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