Outubro Rosa: aumentam as taxas de sobrevida e melhorias no tratamento do câncer de mama

Outubro Rosa: aumentam as taxas de sobrevida e melhorias no tratamento do câncer de mama

Não é à toa que durante o mês de outubro a divulgação sobre o câncer de mama é intensificada, com mensagens nas mídias sociais e em vários pontos das cidades: esse é o tipo de câncer com maior incidência na população brasileira. Dentre todos os casos de câncer do país, 22% são cânceres de mama, o que evidencia a importância da campanha Outubro Rosa, que ajuda na conscientização dos cuidados e prevenção da doença, que também é o tipo de câncer mais comum nos EUA (17% de incidência) e no Reino Unido (16%), e o segundo mais comum na França (14%) e na Espanha (12%).  

Ter informação sobre os diversos assuntos relacionados ao câncer de mama é um importante aliado da mulher para entender e enfrentar esse problema. Além disso, o diagnóstico precoce e os avanços no tratamento ajudam a desmitificar o peso que a doença traz. “As taxas de sobrevida (tempo de vida dos pacientes após o diagnóstico) relacionadas ao câncer de mama são variadas, e dependem do estágio no momento em que é realizado o diagnóstico. Por exemplo, enquanto pacientes com tumores invasivos com dois centímetros e demais características favoráveis têm chance de sobrevida em 10 anos de 85-95%, em casos com características mais desfavoráveis essas taxas podem cair para 30-50%”, alerta o oncologista Luciano Paladini, médico analista da Evidências – Kantar Health. “No Brasil, por diversos motivos que passam desde as dificuldades de acesso ao diagnóstico e tratamento, a sobrevida em cinco anos é de cerca de 60% (contra uma taxa de 84% observada nos EUA e 70% no Reino Unido)”, ressalta.

Quanto ao tratamento, Paladini destaca os avanços de diversos medicamentos aprovados para o uso no câncer de mama ao longo dos últimos 15 anos. “Muitos tratamentos têm elevado as taxas de controle da doença em alguns meses. Por exemplo, a adição de uma droga chamada pertuzumabe elevou de 40 para 56 meses o tempo de sobrevida mediano em um grupo específico de mulheres com câncer de mama avançado. No tratamento do câncer de mama inicial ressecado, a adição de trastuzumabe - já incorporado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) - aumenta em cerca de 10% a chance de cura das mulheres”, analisa.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA), importantes avanços na abordagem do câncer de mama vêm ocorrendo, principalmente no que diz respeito a cirurgias menos lacerantes assim como a individualização do tratamento. “Pela alta incidência do câncer de mama, certamente este é o tipo de tumor mais estudado e para o qual há mais drogas sendo testadas”, afirma Paladini.

Notas:
As informações sobre incidência de câncer de mama são de maio de 2016, de acordo com a base de dados da Kantar Health.

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