OncoRede integra especialidades no atendimento de pacientes oncológicos

OncoRede integra especialidades no atendimento de pacientes oncológicos

Integrar as diversas áreas no atendimento ao paciente oncológico garantindo sua continuidade até a cura ou cuidados paliativos na saúde privada. Esse é o principal objetivo do OncoRede, um projeto realizado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) em parceria com institutos de pesquisa e representantes do setor. Para Valéria Clemente, diretora de acesso, projetos e pesquisa clínica da Evidências – Kantar Health, o projeto é inovador, “finalmente um projeto pensando única e exclusivamente no paciente. O que, consequentemente, trará impactos positivos em todas as outras áreas, desde a econômica até mesmo na produtividade médica”, declara.

O novo modelo inclui realizar em conjunto as ações integradas no atendimento do paciente, resultando assim em diagnósticos mais precisos e na adoção de boas práticas na atenção ambulatorial e hospitalar. Além disso, visa a melhoria nos indicadores de qualidade da atenção ao câncer na saúde suplementar, técnica já muito utilizada no exterior.

“Estabelecido o projeto, vai ficar mais fácil o acesso à informação de todas as áreas, por que é comum o paciente chegar ao consultório com informações fragmentadas, como por exemplo, uma ressonância de um lugar e uma biópsia de outra, e muitas vezes o médico fica com esse quebra cabeça. Então, sem dúvida irá melhorar no tratamento e nas diretrizes”, analisa Bruna Pegoretti, diretora de Medical Intelligence da Evidências – Kantar Health.

O projeto

Por meio da criação de um navegador ou assistente de cuidado, o OncoRede visa implementar um sistema de registro eletrônico de saúde para que a informação seja compartilhada entre os profissionais que realizam o cuidado e o próprio paciente, a criação de laudos integrados de exames que facilite e torne mais efetivo o tratamento, alerta de exames críticos para garantir que os resultados cheguem ao paciente e ao médico e a criação de times multiprofissionais e grupos de decisão para a melhor definição de linhas de cuidado.

Além disso, o projeto pretende realizar uma articulação da rede de estabelecimentos que cuidarão do paciente, com um assistente do cuidado para acompanhar percurso assistencial e monitorar dificuldades do paciente. Analisar as estruturas de cuidado paliativo e tratamento de suporte, em especial para quem não teve resposta aos demais tratamentos; bem como a capacitação e treinamento de profissionais; rastreamento adequado, de alta sensibilidade, reprodutibilidade e com evidências de que os benefícios potenciais superam os danos físicos e psicológicos. Inserir modelos diferenciados de remuneração de prestadores, com foco na qualidade e nos resultados do paciente, e não no volume de procedimentos.

Como participar

O OncoRede foi lançado no dia 5 de outubro e a ANS disponibiliza até o dia 6 de novembro um link (clique aqui) em seu site para que operadoras de planos de saúde e prestadores (hospitais e clinicas ou instituições de tratamento) possam enviar suas propostas interessadas em implementar as medidas do projeto. Ao longo de um ano, as experiências serão monitoradas e os modelos selecionados poderão ser replicados visando o compartilhamento das mudanças sustentáveis.

“Além de todos os benefícios voltados ao paciente, as operadoras de saúde também serão beneficiadas, já que o OncoRede possibilita uma economia integrando no atendimento exames e procedimentos já utilizados, sem que haja a necessidade de realiza-los novamente. Todos temos a ganhar. Será trabalhoso, mas irá melhorar em todos os sentidos”, declara Pegoretti.

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