O Futuro da Saúde no Brasil

O Futuro da Saúde no Brasil

O equilíbrio do sistema de saúde é uma grande preocupação no Brasil e no mundo, sendo um dos maiores desafios para o governo. Questões como a melhoria no cuidado do paciente, fenômenos demográficos e epidemiológicos, finitudes de recursos e o aumento exponencial dos custos vem sido discutidas  por especialistas, a fim de tentar entender um sistema que apresenta duas interfaces distintas: é o segundo maior mercado privado no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos - 50 milhões de pessoas ou cerca de 25% da população têm um plano de saúde privado, de acordo com a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Por outro lado, o Brasil também oferece assistência à saúde gratuita e de característica universal através do Serviço Único de Saúde (SUS). Cinquenta e quatro por cento dos gastos com saúde vem do setor privado. A proporção de gastos do governo com a saúde, de 46%, é muito mais baixa do que em outros países, como Reino Unido (83%), Canadá (70%) e Argentina (61%).

Desperdícios, ineficiência, corrupções no sistema, modelos de remuneração como o fee-for-service, incorporação acrítica de tecnologias em saúde e burocracia são alguns dos vetores que há muito ameaçam a sustentabilidade da saúde pública e privada. É pungente a discussão e implantação de ações que evitem o colapso do sistema e direcionem positivamente o futuro da saúde no Brasil. “É incoerente pensar no presente e futuro da saúde onde o cuidado centrado no paciente não seja um elemento cerne”, aponta Ricardo Fortes, médico analista da Kantar Health Brazil.

A demanda por recursos que ampliem e otimizem a segurança e a qualidade da assistência é crescente. Neste contexto, as inovações tecnológicas vêm para auxiliar e promover automação de processos. “Recursos analytics, internet das coisas, prontuário unificado do paciente, telemedicina, testes genéticos, diagnósticos por videoconferência, dentre outros, são soluções atraentes porque ampliam o acesso aos serviços de saúde, aumentam a segurança e a qualidade assistenciais, mitigam desperdícios, apoiam as decisões clínicas e lastreiam as tomadas de decisões da alta gestão das Instituições”. Pesquisam apontam, por exemplo, que os profissionais da saúde dedicam metade de sua jornada de trabalho ao cumprimento de atividades burocráticas.

A tecnologia associada à saúde tem tudo para facilitar o acesso à informação e a otimizar recursos.  “Para existir futuro é necessário sustentabilidade”, complementa Fortes. “Por isso, observa-se uma intensa movimentação dos stakeholders na tentativa de encontrar soluções para a reestruturação de um sistema de saúde ineficiente, hospitalocêntrico e de custos desproporcionais à qualidade da assistência fornecida ao paciente”.

Fonte: Ricardo Fortes, médico analista da Kantar Health Brazil

 

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