Estudo da Evidências embasa decisão de cobertura de medicamento oral contra câncer

Estudo da Evidências embasa decisão de cobertura de medicamento oral contra câncer

Um estudo da Evidências sobre medicamentos orais contra câncer deu embasamento científico ao substitutivo que incluiu esses medicamentos entre as coberturas obrigatórias dos operadoras de saúde. O substitutivo da Câmara dos Deputados ao Projeto de Lei do Senado (PLS)  352/2011, da senadora Ana Amélia (PP-RS), foi aprovado pelo Senado Federal no dia 22 de outubro, e agora segue agora para a sanção presidencial.

De acordo com a senadora, cerca de 40% dos tratamentos oncológicos empregam medicamentos de uso domiciliar e, em 15 anos, 80% dos casos serão tratados em casa. “Estudo inédito, conduzido pelo doutor em ciências médicas Otávio Clark (diretor e presidente da Evidências), reforça a importância da aprovação dessa lei. A pesquisa comprova que  a inclusão do tratamento do câncer em casa, com o uso da quimioterapia oral, é mais eficiente para o paciente com câncer, sustentável financeiramente aos planos de saúde e com potenciais efeitos positivos ao melhor funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS)”, apontou a senadora em artigo publicado no Jornal Zero Hora do Rio Grande do Sul na última sexta-feira (25/10). O estudo realizado pela Evidências demonstrou que a adoção de todos os medicamentos orais disponíveis contra qualquer tipo de câncer custaria mensalmente aos planos de saúde R$ 0,39 por usuário. 

O substitutivo trocou o termo “quimioterapia oncológica domiciliar de uso oral” por “tratamentos antineoplásicos domiciliares de uso oral”. Os medicamentos antineoplásicos são usados para inibir ou evitar a disseminação de tumores malignos (câncer). O projeto ainda prevê procedimentos radioterápicos e de hemoterapia, desde que estejam relacionados à continuidade da assistência prestada na internação hospitalar. 

28/10/2013
Por Redação Evidências

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