Dia Mundial do Doador de Sangue visa aumentar número de doadores

Dia Mundial do Doador de Sangue visa aumentar número de doadores

O sangue nos conecta. Este é o tema do Dia Mundial do Doador de Sangue deste ano, celebrado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) no dia 14 de junho para estimular a doação de sangue em nível global. De acordo com a OMS, a doação de sangue deve aumentar rapidamente em mais da metade dos países do mundo, a fim de garantir um fornecimento confiável de sangue seguro para os pacientes cujas vidas dependem dele.

Cerca de 108 milhões unidades de sangue são doadas anualmente no mundo todo. Aproximadamente 50% desse sangue são coletados em países desenvolvidos, que abriga menos de 20% da população global. Países em desenvolvimento enfrentam diariamente o desafio da demanda exceder a oferta de sangue. A situação torna-se ainda mais grave quando se considera que muitos desses países vivem conflitos e surtos de doenças, o que tornaria a doação de sangue ainda mais necessária.

Além disso, a segurança do sangue doado também é uma questão preocupante. Em muitos países, os serviços de coleta de sangue não conseguem garantir a qualidade do sangue. Em todo o mundo, 25 países são incapazes de fazer a triagem de todo o sangue doado para detectar uma ou mais infecções (incluindo hepatite e HIV) devido à oferta irregular de kits de teste, falta de pessoal, kits de teste de má qualidade ou falta de qualidade básica em laboratórios.

No Brasil, apenas 1,8% dos mais de 200 milhões de brasileiros são doadores, de acordo com dados da ONU. A meta do Ministério da Saúde é ampliar essa taxa para em torno de 2,2-2,3% nos próximos cinco anos.

Salvando vidas

O sangue coletado nas doações pode ser usado “inteiro” ou “em partes” – separado em seus componentes - para tratar uma vasta gama de doenças. Uma única unidade de sangue pode ser utilizada para beneficiar vários pacientes.

 

Transfusões de sangue e seus produtos ajudam a salvar milhões de vidas a cada ano, incluindo em situações de emergência. Ele ainda pode ajudar os pacientes que sofrem de doenças com risco de vida a viverem mais e com maior qualidade de vida, e suporta procedimentos médicos e cirúrgicos complexos.

No Brasil, podem doar sangue pessoas com peso mínimo de 50 quilos, que tenham entre 18 e 69 anos, que não tenham ingerido bebida alcoólica nas 12 horas anteriores à doação e não estejam em jejum. Para a segurança do receptor do sangue, o Ministério da Saúde impede a doação de pessoas que tiveram diagnóstico de hepatite após os 11 anos de idade; que estejam expostas a doenças transmissíveis pelo sangue como aids, hepatite, sífilis e doença de Chagas; usuários de drogas; que tiveram relacionamento sexual sem uso de preservativos; e mulheres grávidas ou amamentando.

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