Dia internacional da luta contra a AIDS enfatiza a importância da informação no combate à doença

Dia internacional da luta contra a AIDS enfatiza a importância da informação no combate à doença

No mundo, há cerca de 36,7 milhões de pessoas vivendo com o HIV, o vírus da AIDS, segundo dado da Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, são aproximadamente 718 mil casos. Por isso 01 de dezembro é o Dia Internacional da Luta contra a AIDS. A data, criada pela OMS em parceria com a Organização das Nações Unidas (ONU), tem o objetivo não apenas de informar sobre as maneiras de prevenção, mas também de conscientizar a população contra o preconceito e os estigmas que portadores do HIV sofrem na sociedade.

O número de casos de AIDS vem caindo nos últimos anos. No Brasil, a proporção de novos casos em relação ao total da população caiu 5,5% em um ano, de acordo com dados do Boletim Epidemiológico de HIV e AIDS de 2015 no país. O número de mortes provocadas pela doença também vem diminuindo: a queda foi de 26% nos últimos cinco anos, graças ao fato de 17 milhões de pessoas em todo mundo estarem recebendo tratamento antirretroviral, segundo o relatório do Programa das Nações Unidas para a Luta contra a AIDS (UNAIDS).

Ainda assim, os números da doença continuam alarmantes. Só no Brasil, o número de mortes relacionadas à AIDS foi estimado em 15.000 pela UNAIDS em 2015. Além disso, a desinformação é outro grande desafio quando se fala da doença: do total de brasileiros vivendo com AIDS, o Ministério da Saúde projeta que cerca de 20% não sabem que tem a doença, ou seja: esse dado mostra o quanto informação e prevenção são importantes para que mais pessoas não contraiam e transmitam a doença.

Vivendo com a doença

A AIDS não tem cura, mas com o avanço da medicina e tecnologias, pode ser tratada com medicamentos, aumentando assim consideravelmente o tempo e a qualidade de vida do paciente.

O Brasil hoje tem uma das maiores coberturas de tratamento antirretroviral (TARV) entre os países de baixa e média renda, com mais da metade (64%) das pessoas vivendo com HIV recebendo TARV, de acordo com dados do Ministério da Saúde. O TARV evita que o HIV se multiplique no organismo. Se a reprodução do HIV para, então as células imunes do corpo são capazes de viver mais tempo e proteger o corpo contra infecções. “O tratamento tem como objetivo manter a carga viral (de modo simples, a quantidade de vírus no organismo do paciente) baixa. Os exames periódicos permitem verificar se a carga viral permanece baixa ou se aumentou; nesse último caso, os exames também podem identificar mutações no vírus e, como consequência, qual alteração no tratamento deve ser feita”, explica Eloisa Moreira, gerente de pesquisa clínica da Evidências - Kantar Health.

Além dos esforços de implantação do uso do TARV, as ações de triagem são cruciais para iniciar o tratamento no momento mais favorável. O incentivo ao diagnóstico e ao início precoce do tratamento, antes mesmo do surgimento dos primeiros sintomas da doença, refletem na redução da mortalidade e a morbidade pelo HIV. “É importante fazer exames periódicos não apenas para o diagnóstico, mas também durante o tratamento da doença”, enfatiza Moreira.

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